Dois anos depois, final de Jujutsu Kaisen ainda divide os fãs

Mesmo dois anos após o encerramento do mangá, o final de Jujutsu Kaisen continua sendo um dos pontos mais controversos da obra de Gege Akutami. A série terminou em 2024, depois de conquistar um público enorme desde sua estreia na Weekly Shonen Jump, em 2018, e da adaptação produzida pelo estúdio MAPPA, lançada em 2020.

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O anime foi decisivo para transformar Jujutsu Kaisen em um fenômeno internacional. Até o momento, três temporadas foram exibidas, enquanto uma nova continuação ainda deve receber mais informações antes do fim de 2026. No entanto, a animação ainda precisa adaptar uma parte extensa da história, e o desfecho do mangá já deixou uma série de problemas difíceis de contornar.

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A principal crítica ao encerramento está na quantidade de perguntas sem resposta. Ao longo da publicação, batalhas intensas, reviravoltas e sistemas de poder complexos mantiveram a atenção dos leitores, mas também fizeram com que várias linhas narrativas fossem deixadas em segundo plano. Quando a história chegou ao fim, muitos desses elementos continuaram sem resolução clara.

A batalha contra Ryomen Sukuna teve como ponto positivo a participação conjunta de diversos personagens importantes, em vez de concentrar toda a vitória em Yuji Itadori. Ainda assim, o confronto não esclareceu aspectos fundamentais do universo criado por Akutami. O impacto mundial da fusão e os mecanismos relacionados a ela permanecem vagos, enquanto a vida de Sukuna na era Heian, seu verdadeiro nome e as circunstâncias de sua morte nunca foram explicados de maneira satisfatória.

O epílogo também não resolveu essas questões. A breve aparição de alguém semelhante a Kenjaku no corpo de Geto, ao lado de Takaba, adicionou outro mistério ao capítulo final. Embora o anime possa incluir cenas inéditas, mudanças desse tipo dificilmente seriam suficientes para reestruturar completamente o encerramento apresentado no mangá.

A sequência Jujutsu Kaisen Modulo também não conseguiu corrigir esse problema. Lançada um ano depois do fim da obra original, a história acompanha novos personagens 68 anos após o Jogo do Abate e introduz os Simurianos, uma raça alienígena refugiada no Japão. Apesar de ter apresentado boas batalhas e reviravoltas durante seus seis meses de publicação, o mangá preferiu seguir uma trama de ficção científica em vez de responder às principais dúvidas deixadas pela série original.

No fim, a força de Jujutsu Kaisen continua evidente, mas justamente por isso as lacunas do desfecho chamam tanta atenção. A obra construiu mistérios complexos e personagens marcantes, porém encerrou parte deles antes que pudessem receber uma conclusão proporcional à importância que tiveram na narrativa.

Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.