Cyberpunk: Edgerunners 2 ainda não teve sua posição cronológica confirmada pela CD Projekt RED ou pela Netflix. A nova produção retorna a Night City, mas contará uma história independente, com protagonistas diferentes de David Martinez, Lucy e os demais personagens do primeiro anime.

Por enquanto, não há confirmação de que a trama aconteça antes ou depois de Cyberpunk: Edgerunners, nem de que seja um prelúdio. O número 2 no título representa uma nova produção da franquia, mas não indica necessariamente um avanço na linha do tempo.
A primeira série acompanha David Martinez entre 2075 e 2076, período anterior aos acontecimentos centrais de Cyberpunk 2077, ambientados em torno de 2077. Já a cronologia de Edgerunners 2 continua em aberto, mesmo com a presença de elementos conhecidos, como as corporações Arasaka e Kang Tao, gangues e diferentes regiões de Night City.
Uma história independente em Night City
Embora compartilhe o mesmo universo, Cyberpunk: Edgerunners 2 não será uma continuação direta da jornada de David. A nova temporada apresentará outro grupo de personagens e uma perspectiva diferente sobre a cidade, seus conflitos e o custo de tentar construir uma reputação em um ambiente dominado por corporações, violência e modificações cibernéticas.
Um dos protagonistas é Weak Kingsley, antigo mercenário conhecido como King. Depois de perder a posição que ocupava, ele precisa lidar com o desaparecimento da própria reputação e encontrar uma nova razão para continuar. A trama também acompanha D, um trilha-rede ligado à Nação Cobra e movido pelo desejo de vingança contra aqueles que destruíram seu clã.
Roman é um jovem interessado em cinema que tenta registrar histórias reais em uma sociedade acostumada à neurodança. Já Talia cresceu dentro do ambiente corporativo, mas acabou influenciada pela gangue Maelstrom. Avida e personagens ligados à Arasaka e à Kang Tao também farão parte da nova história.
Qual é a relação com David Martinez?
A ligação entre as duas produções está principalmente nos temas e no universo compartilhado. Assim como o primeiro anime, a nova série deve explorar ambição, desigualdade, violência, implantes cibernéticos e o impacto da fama sobre quem tenta sobreviver em Night City.
Bartosz Sztybor, responsável pela história das duas produções, já explicou que uma das ideias consideradas durante o desenvolvimento foi imaginar como seria a vida de David caso sua trajetória tivesse seguido outro caminho. Essa reflexão ajudou a moldar Weak, mas não significa que Edgerunners 2 mostrará uma realidade alternativa ou que David tenha sobrevivido.
A CD Projekt RED considera encerrada a história do personagem. Até o momento, também não há confirmação de que Lucy aparecerá na nova série. Portanto, a produção não deve ser tratada como uma retomada direta do final do primeiro anime.
É preciso assistir ao primeiro anime?
Não. Como a nova produção foi concebida como uma história independente, o público poderá acompanhar seus acontecimentos sem conhecer previamente a trajetória de David, Lucy e seus companheiros.
Mesmo assim, assistir à primeira temporada pode ajudar a compreender o funcionamento de Night City, a relação entre mercenários e corporações e o peso que a busca por reconhecimento exerce sobre os personagens. As duas histórias compartilham regras e temas, ainda que não dependam uma da outra para funcionar.
Estreia e ordem conhecida
Cyberpunk: Edgerunners 2 estreia em 20 de outubro de 2026, exclusivamente na Netflix, com dez episódios. O Studio Trigger retorna à produção em parceria com a CD Projekt RED. Kai Ikarashi dirige a série, enquanto Bartosz Sztybor permanece responsável pela história. Kanno Ichigo cuidará do design de personagens, e Masahiko Otsuka participará da adaptação do roteiro.
- 2075 e 2076: período retratado na primeira temporada de Cyberpunk: Edgerunners.
- 2077: ano associado aos principais acontecimentos de Cyberpunk 2077.
- Cyberpunk: Edgerunners 2: posição na cronologia ainda não confirmada.
O ponto mais importante é que a nova série amplia o universo de Cyberpunk sem depender do arco de David Martinez. Manter a cronologia em aberto permite que a produção explore outro momento de Night City sem transformar a história em uma continuação convencional, preservando a identidade independente prometida pela equipe.
