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Como Arcane revolucionou o mundo das adaptações de jogos

Com a recente confirmação da segunda temporada de Arcane e a aclamação da série tanto pela crítica quanto pelo público, está mais do que claro que a produção foi um enorme acerto da Riot Games. Baseada no universo de League of Legends, a série é a realização de um pedido antigo dos jogadores, que foi se intensificando à medida que as cinematics promocionais do jogo foram ficando cada vez mais produzidas. No entanto, Arcane foi muito além.

Estando entre as séries mais assistidas da Netflix em 83 países, a produção não só rompeu a sua própria bolha como já é seguro afirmar que ela revolucionou a maneira de pensar, enxergar e fazer adaptações de jogos. Essa revolução foi baseada em três pilares.

O Formato

Arcane – Reprodução: Netflix

Uma das discussões mais frequentes quando falamos de lançamentos de séries é o formato em que os episódios são disponibilizados. Enquanto uns defendem que liberar tudo de uma vez é o ideal, permitindo que cada um assista no seu próprio ritmo, outros afirmam que o lançamento semanal faz com que a série se mantenha em alta e seja discutida por mais tempo.

No caso de Arcane, a animação de nove episódios optou por um meio termo entre esses dois formatos, dividindo a sua primeira temporada em três atos com 3 episódios cada. Assim, além de permitir minimaratonas ao longo de três semanas, a série permaneceu sendo bastante comentada e fez com que o hype para a continuação da história só aumentasse de um ato para o outro.

A Divulgação

Arcane – Reprodução: Netflix

De todas as adaptações de jogos, Arcane provavelmente foi a que usou de maneira mais inteligente o seu próprio meio para divulgar a série. Junto com eventos especiais em todos os jogos da Riot e parcerias com outros games, o primeiro episódio da série pôde ser assistido e retransmitido na Twitch, uma estratégia que fez total sentido, principalmente levando em conta a popularidade cada vez maior das transmissões ao vivo e dos conteúdos de react.

Com essa aposta, mesmo aqueles não tão ligados ao universo de League of Legends ou que até não sabiam da existência da série, pararam para assistir o primeiro episódio com o seu streamer favorito e, possivelmente, foram conquistados pela história que a animação estava se propondo a contar.

A série

Arcane – Reprodução: Netflix

Por fim, nada disso seria possível se a qualidade da série não tivesse superado e muito qualquer expectativa. Desenvolvida em parceria com a Fortiche Productions, estúdio de animação responsável pelas cinematics da Riot, a série surpreendeu tanto os fãs de longa data de League of Legends como os novatos nesse universo, que inicialmente até acreditavam que a história seria apenas um grande fanservice para os jogadores.

Em vez disso, Arcane entregou uma animação belíssima, acompanhada de uma história poderosa desde os seus primeiros segundos, conduzindo o seu roteiro de forma magistral e apresentando um universo digno das melhores obras de ficção. No entanto, o que verdadeiramente rouba a cena são os seus personagens. Para além de qualquer maniqueísmo, a série consegue desenvolver personagens com motivações críveis e que evoluem ao longo da trama, tendo a coragem de tomar decisões que não traem a sua própria essência e nem se apegam a determinados detalhes construídos anteriormente no jogo.

Com tudo isso, ao fim da primeira temporada de Arcane, o sentimento que fica é mais do que um presente para os jogadores, mas sim o nascimento de um universo que já conquistou inúmeros novos fãs e ainda tem muitas histórias para serem contadas. Se o seu começo já foi fenomenal, o futuro de Arcane tem tudo para ser ainda mais grandioso.

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