Black Clover está prestes a retornar com uma nova temporada, mas a adaptação pode seguir um formato bem diferente do visto em sua primeira fase. A expectativa é que o anime cubra os capítulos finais do mangá em uma quantidade reduzida de episódios, o que poderia frustrar parte dos fãs que esperavam uma produção mais longa.
A primeira temporada teve 170 episódios e adaptou aproximadamente 272 capítulos do mangá, mantendo um ritmo médio de pouco mais de um capítulo por episódio. Esse resultado foi possível graças à inclusão de sequências originais e arcos criados especialmente para o anime. A continuação, porém, aparentemente deve priorizar um andamento mais acelerado e evitar uma expansão significativa do material original.
A possibilidade ganhou força por causa do caminho adotado por Bleach em seu retorno. O arco final de Bleach, Guerra dos Mil Anos, reúne cerca de 200 capítulos e foi planejado para terminar em aproximadamente 50 episódios. Isso representa um ritmo próximo de quatro capítulos adaptados por episódio. Caso Black Clover siga uma estratégia semelhante, os cerca de 120 capítulos restantes poderiam ser concluídos em algo entre 25 e 30 episódios.
Nesse cenário, a segunda temporada seria dividida em dois cours. O primeiro poderia adaptar o arco do Reino de Spade até aproximadamente o capítulo 330, cobrindo cerca de 60 capítulos em 13 a 15 episódios. Depois de uma pausa, possivelmente de seis meses, a produção retornaria com um cour final dedicado aos capítulos restantes, com duração semelhante. Também existe a possibilidade de cada parte ser reduzida a 13 episódios, formato bastante comum nas temporadas recentes de anime exibidas na televisão japonesa.
Esse planejamento indica que a história de Black Clover provavelmente será encerrada dentro dos limites do mangá, sem uma longa continuação original depois do material publicado. A mudança não significa necessariamente um problema de produção. Pelo contrário, o modelo de temporadas menores e mais concentradas permite que o estúdio dedique mais atenção à animação, ao ritmo e às cenas decisivas da trama.
Ainda assim, a diferença em relação à primeira temporada pode ser sentida. Quem se acostumou com a extensão da adaptação original talvez veja a nova fase como curta demais, especialmente porque os acontecimentos finais do mangá concentram conflitos importantes em um espaço limitado. Se a produção conseguir equilibrar velocidade e impacto dramático, a duração reduzida pode funcionar melhor do que episódios adicionais usados apenas para prolongar a história.


