A Sony Pictures Entertainment divulgou nesta sexta-feira (8) seu relatório do ano fiscal encerrado em 31 de março, e os números contam uma história de dois lados: enquanto a divisão de filmes registrou queda significativa de receita, foram os animes que sustentaram os resultados e impediram um tombo maior nos lucros da empresa.
O lucro operacional da SPE ficou em US$ 687 milhões, queda de 11% em relação aos US$ 763 milhões do período anterior. As vendas totais se mantiveram praticamente estáveis, passando de US$ 9,92 bilhões para US$ 9,90 bilhões. A empresa atribui a redução no lucro ao fechamento da Pixomondo, estúdio de efeitos visuais encerrado para concentrar operações na Sony Pictures Imageworks, em Vancouver. Desconsiderando esse impacto pontual, o lucro cresceu 11%, chegando a US$ 858 milhões, com o último trimestre registrando alta de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Demon Slayer e Chainsaw Man como pilares financeiros

A receita da divisão de filmes caiu 18%, de US$ 4,01 bilhões para US$ 3,28 bilhões. Mas o dado mais revelador está na composição dos filmes lucrativos: três dos quatro títulos rentáveis foram animações. Demon Slayer: Castelo Infinito, que arrecadou mais de US$ 740 milhões mundialmente, Um Cabra Bom de Bola e Chainsaw Man: O Filme — Arco da Reze foram os grandes destaques da divisão cinematográfica.
Além dos filmes, o crescimento nas assinaturas da Crunchyroll também contribuiu diretamente para os resultados. As divisões de TV e canais de mídia registraram altas de 12% e 13% na receita, respectivamente.
Os números da Sony Pictures reforçam uma tendência que o mercado de entretenimento global já não pode ignorar: o anime deixou de ser um nicho lucrativo e se tornou um dos principais motores financeiros de grandes conglomerados de mídia. Num ano em que a divisão de live-action recuou, foram Tanjiro e Denji que seguraram as contas.


