Indícios concretos de que o PlayStation 6 terá geração de frames alimentada por inteligência artificial surgiram a partir do perfil do LinkedIn de Ayan Kumar Bhunia, cientista sênior de pesquisa da Sony Interactive Entertainment. Identificado pelo site MP1st, o perfil destaca que Bhunia liderou a pesquisa central por trás do pipeline de interpolação de frames para a “próxima plataforma PlayStation”, criando fundamentos e insights que resultaram no depósito de duas patentes.
Interpolação de frames é o núcleo da tecnologia de frame generation, que cria quadros adicionais analisando os dados entre dois frames já renderizados. A descoberta sugere fortemente que o PSSR do PS6 irá além do upscaling presente no PS5 Pro e incorporará geração de frames como recurso nativo, seguindo o caminho que a NVIDIA já trilhou com o DLSS 3 no PC.
Por que isso importa para o PS6

Para que a geração de frames funcione bem sem gerar input delay excessivo, o hardware precisa atingir uma taxa base de pelo menos 60 FPS. As especificações esperadas para o PS6 devem tornar esse patamar acessível para a maioria dos jogos, criando as condições ideais para que a tecnologia entregue resultados de qualidade.
A implementação também tornaria o ray tracing com path tracing mais viável no console. Durante a GDC 2026, a Codemasters demonstrou F1 25 rodando a 30 FPS com path tracing completo no PS5 Pro, e uma combinação de hardware mais potente com frame generation poderia elevar esse número significativamente no PS6.
Além do trabalho em PSSR com suporte ao próximo console, a Sony também está atualizando sua infraestrutura de Cloud Gaming, substituindo NVMe PCIe Gen4 por Gen5, o que dobra o desempenho em leitura e escrita sequencial.


