Masato Kumazawa, produtor de Resident Evil Requiem, se recusou a comentar diretamente sobre o envolvimento da equipe na polêmica demonstração do NVIDIA DLSS 5, que havia alterado visivelmente o design de Grace Ashcroft quando aplicada ao jogo. Em entrevista ao Eurogamer, Kumazawa desviou da pergunta, mas suas declarações sugerem que a Capcom passará a colocar qualquer tecnologia que possa interferir na intenção artística do jogo sob escrutínio mais rigoroso no futuro.
O produtor escolheu enquadrar a reação negativa dos fãs ao DLSS 5 de uma forma surpreendentemente positiva: “O fato de muitos jogadores comentarem que gostaram muito do design original de Grace e não quererem vê-lo alterado foi um ponto positivo. Significou que acertamos no design e aponta para o fato de que Grace rapidamente se estabeleceu como uma favorita dos fãs, com pessoas tendo opiniões tão fortes sobre sua aparência.”
Leon aos 70 anos e a filosofia de personagens da Capcom

A conversa também trouxe à tona como a equipe pensa sobre o envelhecimento dos personagens clássicos da franquia. O diretor Koshi Nakanishi deixou claro que não existe uma regra que obrigue a introdução de novos personagens mais jovens a cada jogo, nem a necessidade de sincronizar a idade de todos os personagens com o tempo da franquia. “Não sentimos a necessidade de substituir os rostos mais reconhecíveis por personagens mais jovens”, afirmou Nakanishi, acrescentando: “Leon é realmente atraente na sua forma atual. E quem sabe, poderíamos trazê-lo de volta aos 70 anos, e tenho certeza de que ainda seria um grande personagem.”
A controvérsia do DLSS 5 em Resident Evil Requiem foi uma das recepções mais negativas das demonstrações iniciais da tecnologia da NVIDIA, enquanto outros jogos como Starfield foram mais bem recebidos com a mesma implementação. O diretor de Kingdom Come: Deliverance, Daniel Vávra, defendeu a tecnologia afirmando que ela não é “AI slop” e que desenvolvedores poderão treinar seus próprios modelos para ajustá-la às suas necessidades artísticas.


