O iPhone Duo foi submetido a um teste extremo de durabilidade pelo YouTuber Tim Pan, que abriu e fechou o celular dobrável 10 mil vezes para avaliar a resistência da tela e da dobradiça. Mesmo depois de mais mil ciclos em temperatura de -20 °C, o aparelho continuou funcionando sem apresentar perda evidente de desempenho.
Primeiro, Pan comparou uma unidade nova com outra que já havia sido dobrada 500 vezes. A principal diferença estava na marca visível no centro da tela interna, que ficou mais pronunciada após o uso repetido. Ainda assim, o criador destacou que a mudança era difícil de perceber durante o uso comum, especialmente com o display ligado.
Dobradiça mantém funcionamento após o teste
Para realizar a experiência, a equipe utilizou uma máquina especializada capaz de repetir o movimento de abertura e fechamento do dispositivo. O iPhone Duo passou por 10 mil dobras em temperatura ambiente e, na sequência, encarou outras mil repetições a -4 °F, o equivalente a -20 °C.
“Após 10 mil dobras contínuas em temperatura ambiente, além de mais mil a -4 Fahrenheit, podemos confirmar que a dobradiça continua muito suave. Ela ainda auxilia na abertura exatamente como no primeiro dia”, afirmou Tim Pan.
A tela, porém, não saiu completamente ilesa. A marca central se aprofundou com a sequência de movimentos, indicando que o desgaste visual tende a ser mais perceptível conforme o aparelho é utilizado. Pan também observou que partículas pequenas, como fios de cabelo e areia, podem entrar na dobradiça dependendo do ângulo em que o celular é aberto.
Resistência estrutural chama atenção
Apesar dos sinais de desgaste, o iPhone Duo resistiu ao teste sem perder a funcionalidade aparente da dobradiça. O aparelho também foi submetido a uma tentativa de dobra no sentido contrário, procedimento que não comprometeu sua estrutura.
“Estruturalmente, o Duo é muito forte”, concluiu Pan. A avaliação, no entanto, também apontou limitações de software, algumas delas igualmente mencionadas na análise de MrWhoseTheBoss, embora os problemas específicos não tenham sido detalhados.
O resultado mostra que a construção física do iPhone Duo lida bem com um volume intenso de dobras, inclusive em condições de frio extremo. Por outro lado, o aprofundamento da marca na tela e a possibilidade de entrada de resíduos revelam que resistência mecânica não elimina os sinais de desgaste típicos de celulares dobráveis.


