O YouTube Premium ficou mais caro para assinantes nos Estados Unidos, e a reação dos usuários não foi nada gentil. A partir de 9 de abril, diversos assinantes relataram ter recebido um e-mail da plataforma notificando o reajuste, e muitos foram diretamente às redes sociais para anunciar o cancelamento da assinatura.
O plano individual passa de 13,99 para 15,99 dólares mensais, enquanto o plano família sobe para 26,99 dólares. Vale destacar que os preços também variam dependendo do método de renovação: assinantes que pagam pelo desktop e pelo celular continuam sendo cobrados de formas diferentes, uma distinção que já gerava confusão antes mesmo do reajuste. O preço em reais para o mercado brasileiro ainda não foi divulgado pela plataforma.

No e-mail enviado aos assinantes, o YouTube afirmou que a decisão não foi tomada de forma leviana e que o aumento permitirá continuar melhorando o Premium e apoiar os criadores e artistas que os usuários acompanham na plataforma. O argumento não convenceu muita gente.
Nas redes sociais, as reações foram variadas em tom, mas consistentes em indignação. Um usuário resumiu bem o sentimento geral ao dizer que não era o valor em si, mas o princípio por trás da decisão. Outros foram mais diretos e cancelaram na hora. Houve ainda quem apontasse a ironia de o YouTube invocar o apoio a criadores como justificativa enquanto cobra mais do que serviços como a Netflix.
O reajuste chega em um momento delicado para a plataforma. Usuários já vinham reclamando do aumento de anúncios não puláveis de até 90 segundos em televisões, com muitos afirmando que a experiência estava sendo deliberadamente degradada para empurrar assinaturas. O aumento de preço logo em seguida alimenta essa percepção.
Para quem está fora dos EUA, a tendência histórica é que reajustes no mercado americano cheguem a outros países em algum momento. Por ora, o YouTube não anunciou mudanças de preço para outras regiões.

