A Meta retirou do ar uma nova ferramenta de geração de imagens por IA no Instagram depois de enfrentar forte reação negativa. O recurso, chamado Muse Image, permitia que usuários do chatbot Meta AI marcassem contas públicas da plataforma e usassem o conteúdo encontrado para criar imagens geradas por inteligência artificial.
UPDATE: A win is a win. 💪 Following widespread backlash — including SAG-AFTRA's call for members to opt out — Meta has withdrawn the feature. https://t.co/RpsiDwnXDA https://t.co/KmZ4ISY7hS
— SAG-AFTRA (@sagaftra) July 11, 2026
Quando foi apresentado, o sistema estava restrito ao Instagram, mas a empresa já planejava expandi-lo para WhatsApp, Facebook e Messenger. O problema é que a funcionalidade passou a ser vista como invasiva porque usuários do Instagram foram incluídos por padrão, sem aviso claro. Na prática, qualquer pessoa com perfil público poderia ter sua imagem usada para gerar conteúdos sem saber e sem autorizar.
A repercussão levou a Meta a voltar atrás rapidamente. Em comunicado citado pela BBC, a empresa afirmou que a intenção era oferecer uma ferramenta criativa útil, mas reconheceu que o recurso “não atingiu o objetivo” e que, por isso, ele não está mais disponível.
A decisão também foi celebrada pela SAG-AFTRA, sindicato que representa atores de cinema e TV nos Estados Unidos. Antes da retirada, a entidade já havia alertado os usuários sobre o risco da ferramenta e incentivado a desativação da opção. Depois do recuo da Meta, o sindicato classificou a medida como uma vitória.
À Reuters, um porta-voz da SAG-AFTRA disse que os perigos de réplicas digitais feitas sem consentimento já são conhecidos e que incentivar esse tipo de prática foi uma decisão imprudente. Segundo a entidade, encerrar o recurso foi a atitude responsável.
O caso reforça como a Meta segue testando os limites do uso de IA em suas plataformas, mas também mostra que recursos ligados à imagem de pessoas reais exigem mais cuidado do que simples apelos à criatividade. Quando a tecnologia cruza a linha do consentimento, a reação do público tende a ser imediata — e, neste caso, suficiente para derrubar a novidade antes que ela se consolidasse.

