O Governo Federal espera arrecadar R$ 14 bilhões com o aumento de impostos sobre eletrônicos como celulares e peças de computador, após elevar o imposto de importação de mais de mil produtos no início de novembro. A medida impacta smartphones, bens de informática, telecomunicação, máquinas e equipamentos, com reajustes que chegam a até 7,2 pontos percentuais nas alíquotas.
Segundo o Ministério da Fazenda, a estimativa de arrecadação extra ajudará a cumprir a meta de superávit das contas públicas neste ano. A equipe econômica argumenta que as importações de bens de capital e de informática cresceram 33,4% desde 2022 e que a participação desses produtos no consumo nacional superou 45%, o que, na avaliação do governo, ameaça a cadeia produtiva brasileira.
A decisão foi defendida como uma medida “moderada e focalizada”, com o objetivo de reequilibrar preços relativos, conter a concorrência considerada assimétrica e reduzir a vulnerabilidade externa. O governo também informou que a política está alinhada a práticas internacionais de proteção setorial, citando que outros países utilizam tarifas para enfrentar choques externos e práticas de dumping.
Importadores, por outro lado, criticam o impacto na competitividade e alertam para possíveis efeitos inflacionários. Representantes do setor afirmam que o aumento pode elevar custos em itens como motores, eletrodomésticos, equipamentos hospitalares e obras de infraestrutura. O Ministério da Fazenda avalia que o impacto no IPCA tende a ser indireto e limitado, com possibilidade de compensação por renegociação de preços e substituição de compras.
Entre os produtos afetados estão smartphones, freezers, painéis com LCD ou LED, robôs industriais, tratores, cartuchos de tinta, aparelhos de ressonância magnética e tomografia computadorizada. Parte das novas tarifas já está em vigor, enquanto o restante passa a valer a partir de março. O governo também abriu prazo até 31 de março para pedidos de redução temporária da alíquota para zero, com concessão provisória de até 120 dias.
Na conclusão, o aumento de impostos sobre eletrônicos como celulares e peças de computador deve ampliar a arrecadação em R$ 14 bilhões, ao mesmo tempo em que gera debate sobre seus efeitos na indústria, nos preços e na competitividade. O que você acha dessa decisão? Deixe sua opinião nos comentários.

