The Blood of Dawnwalker – Análise – Vale a Pena – Review

The Blood of Dawnwalker pode até ser o trabalho de estreia da Rebel Wolves, mas deixa claro que não foi feito por uma equipe de novatos. Dirigido e criado por ex-membros da CD Projekt RED que trabalharam em The Witcher 3, o jogo é um RPG menos ambicioso, mas que nem por isso perde em qualidade.

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Nele, somos apresentados ao jovem Coen, que vive em um mundo medieval bastante cruel. Se por um lado há lordes feudais que matam todos que dão o mínimo sinal de que estão com a peste, por outro há vampiros que conseguem curar a doença e se mostram menos sanguinários.

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Tudo o que eles pedem em troca é uma pequena quantidade semanal de sangue e que todos da vila do protagonista os louvem quase como deuses. Ah, e eles não tem problemas em matar quem está fraco demais para participar desse ritual, ou tem objeções contra a nova ordem. Em outras palavras, não há muito o que uma pessoa normal possa fazer para permanecer sã no mundo de The Blood of Dawnwalker.

Se não pode vencê-los, se transforme neles

The Blood of Dawnwalker – Análise – Vale a Pena – ReviewConforme os materiais de divulgação de The Blood of Dawnwalker deixam claro, Coen só tem uma chance de derrotar os vampiros que arrasaram sua terra quando se transforma em um deles, mas não completamente. Após sobreviver a um encontro contra o vilão Brencis, o personagem se descobre capaz de ganhar poderes sobrenaturais quando a noite cai.

Durante o dia, ele permanece humano, mas não demora a também adquirir alguns poderes de bruxaria. E isso faz parte da dinâmica central do RPG, que muda as habilidades do jogador e a maneira como ele pode interagir com o mundo dependendo do horário do dia.

Esse ciclo é determinado pelas atividades que você faz, cada uma delas consumindo um pequeno pedaço do tempo disponível ao protagonista. Assim, é preciso pensar muito bem quando você vai lidar com uma missão. De dia, Coen tem menos habilidades especiais, mas pode usar mais do diálogo. Já durante a noite, ele vira um combatente mais voraz e pode ser mais furtivo, mas também tende a chamar imediatamente a atenção de guardas e outros inimigos.

Além de ter que lidar com esse ciclo, The Blood of Dawnwalker também faz com que os jogadores tenham que otimizar o tempo que têm à sua disposição. Logo após o prólogo, Brencis rapta a família do protagonista, que descobre que tem somente 30 dias para salvá-la de um ritual de coraoação sangrento.

Assim, o jogo cria uma sensação de urgência e deixa claro que não há como fazer tudo o que há disponível. Enquanto isso cria algumas dificuldades nas primeiras horas, em questão de pouco tempo você percebe que Coen não demora a ganhar níveis ou equipamentos mais poderosos.

Dessa forma, você pode explorar mais o lado RPG da história e realmente colocar em ação um plano para deter o vilão e seus forças. É melhor ajudar os rebeldes a montar sua resistência ou focar em minar os generais de Brencis? E vale a pena gastar tempo em missões paralelas para destravar poderes mais avançados ou os básicos são suficientes? Essas são algumas das questões que o game apresenta, e ajudam a enriquecer bastante sua experiência.

The Blood of Dawnwalker conquista pelo universo sombrio

The Blood of Dawnwalker – Análise – Vale a Pena – Review

Embora The Blood of Dawnwalker tenha um mapa extenso, ele é relativamente compacto quando comparado a outros jogos de mundo aberto. Ele também tem algumas atividades que se repetem, como acampamentos de inimigos e missões para recuperar santuários perdidos.

No entanto, o real pecado que o game comete é em sua variedade de adversários, que se prova um pouco limitada após algumas horas de jogo. Felizmente, ele consegue compensar isso pelo universo que constrói através de detalhes em ambientes e de seu sistema de diálogos.

Enquanto muitos outros RPGs tentam fazer o jogador sentir que não há um caminho nobre a seguir, The Blood of Dawnwalker é um dos poucos que realmente consegue. Em seu caminho para a vingança, Coen não tem escolha a não ser cometer alguns atos brutais, que podem fazer você realmente questionar se o caminho seguido pelo personagem é justificável.

Ajuda muito nesse sentido o fato de que o mundo criado pela Rebel Wolves é desolador, a ponto de ficar até um pouco desconfortável. Depois de muito tempo lidando com humanos mais horríveis e brutais do que os vampiros que os dominam, é fácil pensar se vale a pena fazer sacrifícios para salvar mais alguém para além da família do protagonista.

Mas a parte técnica podia ser melhor

O grande pecado de The Blood of Dawnwalker é sua parte técnica, que podia ter um pouco mais de refinamento. Mesmo levando em consideração que a Rebel Wolves é um estúdio pequeno, as oscilações de desempenho do jogo quando entramos em áreas mais populosas de sua cidade denotam uma falta clara de otimização.

De forma semelhante, mais de uma vez o jogo simplesmente travou sem motivo aparente, seja jogando no PlayStation 5 ou no PC. Também aconteceu mais de uma vez de Coen travar sem motivo aparente no cenário, o que impediu desviar de ataque e o tornaram alvo de vários golpes poderosos de ursos.

E, por falar em urso, também incomodou um pouco o quanto os inimigos podem ser esponjas de dano, especialmente nos momentos iniciais. Isso deixa de ser um problema nas partes avançadas da trama, quando já estamos poderosos, mas até chegarmos a esse ponto muitas batalhas ficam um tanto arrastadas.

Mas e aí, The Blood of Dawnwalker vale a pena?

The Blood of Dawnwalker – Análise – Vale a Pena – Review

The Blood of Dawnwalker é uma corrida contra o tempo divertida que apresenta bem um universo repleto de vampiros e de outras ameaças ainda piores. A parte técnica tem seus problemas e os inimigos poderiam ser um pouco mais bem equilibrados, mas isso não muda o fato de que a Rebel Wolves conseguiu entregar um dos melhores RPGs de 2026.

Jogamos the Blood of Dawnwalker no PS5 com uma chave cedida pela Bandai Namco e no PC, em uma cópia adquirida pelo responsável pelo review.

Resumo para Preguiçosos

Como um jogo de estreia, The Blood of Dawnwalker não poderia ser uma melhor apresentação para a Rebel Wolves. O estúdio conseguiu criar um universo intrigante e realmente único, no qual conseguimos sentir o peso de nossas escolhas e vivenciar o real desespero que o protagonista Coen enfrenta.

Embora o intervalo de 30 dias perca um pouco de peso conforme avançamos na aventura, sua presença faz sentido e é consistente com a proposta do jogo. E ele também estimula revisitar a aventura mais de uma vez para ver o que poderia acontecer se nos focássemos em outras prioridades ou jogássemos missões em horários alternativos do dia.

Enquanto a parte técnica deixa a dever um pouco e o estúdio está demorando para soltar atualizações, elas não incomodam a ponto de quebrar a experiência. Assim, o resultado final é um jogo sólido e bastante divertido e que consegue tirar seus criadores da sombra do trabalho que fizeram em The Witcher 3 no passado.

Prós

  • Ótima narrativa com escolhas morais com resultados impactantes
  • Um bom protagonista que ganha complexidade conforme o jogo avança
  • O limite de tempo funciona bem e dá a urgência certa à aventura

 

Contras

  • Alguns problemas de desempenho que não há como ignorar

     

  • Inimigos têm resistência excessiva nos momentos iniciais da experiência

     

  • A câmera pode travar em alguns pontos e se comportar de forma indesejada em combates