The Adventures of Elliot: The Millennium Tales – Análise – Vale a Pena – Review

A Square Enix tem investido fortemente ano após ano em jogos em HD 2D, e The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é o mais novo título usando essa estética. Prometendo entregar um jogo estilo “Zelda de Super Nintendo” numa história que envolve viagens no tempo, será que esse jogo vale a pena?

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Em The Adventures of Elliot: The Millennium Tales, você controla Elliot, um aventureiro que cresceu órfão e recebe a missão de explorar ruínas perigosas que foram descobertas há pouco tempo pelos soldados do Rei. O jogo começa bastante simples e com aquela cara de RPG clássico, onde você entra numa dungeon, um problema ancestral aparece e você deve salvar o mundo, e por uma boa parte dele, é exatamente isso o que acontece.The Adventures of Elliot: The Millennium Tales - Análise - Vale a Pena - Review

Após a primeira hora e meia de jogo, Elliot se apresenta como um jogo onde você deve fazer viagens no tempo para impedir que esse mal em questão mude o passado e seja derrotado, e a princípio parece ser o tipo de jogo que vai ter uma história clássica e cheia de clichês, mas que vai melhorando demais conforme você progride na história, com uma trama que nos pega de surpresa não uma e nem duas vezes, com bons desenvolvimentos de personagens e histórias interligadas entre as diferentes eras do jogo.

Ainda sobre a história do jogo, acredite em mim, o jogo começa realmente com uma história que parece inocente e clichê, mas que melhora exponencialmente conforme avança, resolvendo boa parte das pontas soltas do enredo que pareciam ignoradas pelo avanço da main quest e que pareciam que seriam deixados de lado, mas que acabam muito bem explicados e que, principalmente, também ajudam a encerrar a história de forma satisfatória em seus múltiplos finais.

Para te ajudar a vencer o jogo, você vai contar com a sua boa e tradicional espada e escudo, além de armas secundárias clássicas de jogos do tipo, como bombas, uma lança, um arco e flecha e uma corrente que você pode girar. Cada arma conta com seus prós e contras, e cada uma delas pode ser encontrada conforme a história avança, juntamente com seus upgrades.

Além disso, você também conta com a ajuda de Faye à partir da primeira hora e meia de jogo, uma fada que pode te reviver caso você morra por uma quantidade de cristais que você coleta enfrentando inimigos e abrindo baús por aí. Essa fada inclusive conta com habilidades prórpias que ajudam na jornada e pode ser controlada por um segundo jogador usando um controle 2 para te ajudar a enfrentar inimigos e a resolver os puzzles que o jogo oferece.

Boa parte do enredo do jogo envolve viagens no tempo, e por isso o jogo reaproveita o mesmo mapa algumas vezes com sutis alterações entre cada uma das eras, como locais que podem ser acessados em uma e em outra não, dungeons que estão incompletas e assim por diante, o jogo faz um bom trabalho em reutilizar o mesmo mapa várias vezes sem deixar o jogo cansativo, até porque partes dele são opcionais dependendo da era em que você se encontra.

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales - Análise - Vale a Pena - Review

Como é de se imaginar, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales começa relativamente fácil e vai ficando mais difícil só conforme o jogo avança ele acaba ficando difícil. Confesso que eu devo ter morrido umas 5 vezes nas primeiras 10 horas de jogo, e ele só aumentou mesmo a dificuldade perto do fim principalmente porque eu ainda estava usando a espada inicial do jogo (ao todo você encontra três upgrades e cada arma) e estava carregando poucos frascos de poções de cura, mas no momento em que eu parei para buscar mais alguns para aumentar a minha durabilidade, a dificuldade que havia surgido acabaou abrandando bastante também, mas ele ainda conta com algumas batalhas bem desafiadores e, principalmente divertidas.

Uma das melhores coisas que Elliot faz é conseguir variar bastante o desafio, principalmente com chefes. Há inimigos que são verdadeiros mini puzzles em forma de combate, com um em especial que eu gostei basatante de enfrentar, que era tipo um carro em formato de rato, onde você precisa aparar os golpes no momento certo e ir destruindo o escudo dele para conseguir golpear no momento mais oportuno, além de outro que ia destruindo partes diferentes do cenário conforme a batalha avançava.

Ainda sobre os chefes, Elliot possui um chefe em questão que eu gostei demais de como o jogo acaba tratando, mostrando que nem tudo precisa ser resolvido da forma mais grosseira o possível, o que me deixou bem feliz, afinal de contas, durante boa parte do jogo, ele te coloca para pensar em como encontrar certos caminhos e progredir na história, e isso também acaba se aplicando aos chefes que te desafiam.

Como eu comentei anteriormente, apesar do jogo reutilizar o mesmo mapa e dungeons em diferentes eras, nenhum é exatamente igual e com os mesmos caminhos, e o jogo faz um trabalho bem interessante nisso, já que você pode encontrar um mapa bem linear numa localidade em uma era, e depois um lugar com algum puzzle para você resolver, seja usando a cabeça e suas habilidades, seja usando as habilidades de Faye, o jogo faz um trabalho excelene no level design, mas o que ele faz de bem nessa parte, ele também faz um pouco de mal na navegabilidade do mapa do mundo do jogo, que pode parecer bastante confuso em alguns momentos.

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales - Análise - Vale a Pena - Review

Além disso, outra coisa que o jogo também não faz tão bem assim é ser vago demais em alguns momentos com o que ele quer que você faça, e você tem que ficar viajando por diferentes eras falando com todo mundo que encontra pela frente para tentar achar a forma correta da história e em um momento o jogo colocou um marcador de objetivo num lugar completamente diferente do lugar certo que era o avanço da história e que quase me enlouqueceu pois eu fiquei revirando tudo o que encontrei naquela área umas 3 vezes até sair andando por aí e finalmente encontrar o avanço.

Graficamente, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é um jogo muito bonito com o melhor que a estética HD 2D tem a oferecer, além de uma performance super sólida e modelos belíssimos de personagens e monstros. A trilha sonora do jogo também é bem legal, com momentos que lembram bastante as trilhas clássicas de Dragon Quest (principalmente na cidade, palácio e assim por diante) e momentos mais agitados em chefes. Além disso o jogo também conta com uma boa dublagem.

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales - Análise - Vale a Pena - Review

Infelizmente, aqui é importante de ressaltar um detalhe: o jogo não conta com legendas em português, o que acaba sendo um impeditivo para basatnte gente, já que esse é um jogo cheio de texto e há várias nuances da história que fica difícil de entender sem algum conhecimento de inglês. É realmente uma pena que a Square Enix continue ignorando nosso mercado em lançamentos menores.

Mas e aí, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales vale a pena?

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é um jogo que cresce demais conforme você avança na história e em seus desafios e finaliza em seu melhor momento, entregando uma das melhores histórias do ano, ainda que tenha alguns deslizes em um mapa de navegação confusa e às vezes o jogo não dizer direito o que ele quer que você faça, mas se você der uma chance, você vai encontrar um jogo excelente aqui.

Review elaborado com uma cópia do jogo para PS5 fornecida pela publisher.

Resumo para Preguiçosos

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é o mais novo RPG em HD-2D da Square Enix, com forte inspiração em clássicos como Zelda do Super Nintendo. A história começa de forma simples e até clichê, com Elliot explorando ruínas e enfrentando um mal ancestral, mas evolui bastante após as primeiras horas ao introduzir viagens no tempo e uma narrativa mais complexa. O enredo surpreende com reviravoltas, bom desenvolvimento de personagens e conexões entre diferentes eras, amarrando bem elementos que pareciam soltos no início.

Na jogabilidade, o título aposta em combate com espada, escudo e armas secundárias clássicas, além da ajuda da fada Faye, que adiciona suporte e até coop local. O uso de viagens no tempo permite revisitar mapas com variações interessantes, mantendo o level design criativo, embora a navegação possa ser confusa e os objetivos nem sempre claros. Com chefes criativos, boa trilha sonora e visual bonito, o jogo se destaca, apesar da ausência de legendas em português. No geral, é uma experiência que melhora muito com o tempo e vale a pena para quem curte RPGs de ação com foco em exploração e história.

Prós

  • Ótima história e personagens
  • Belos gráficos e trilha sonora
  • Desafio e level design que só melhoram

Contras

  • O mapa do jogo é meio confuso em vários momentos e ele às vezes tem dificuldades de dizer para onde você deve ir
  • Sem legendas em português
Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.