Star Wars Zero Company – Análise – Vale a Pena – Review

Star Wars Zero Company é o tipo de jogo que estava caindo de maduro há muito tempo: um jogo de estratégia onde você controla personagens normais dentro do mundo de Star Wars envolvidos nas conspirações do jogo no melhor estilo XCOM e Final Fantasy Tactics. Mas será que a Electronic Arts conseguiu criar um bom jogo dentro dessas ideias que, na teoria, parecem ótimas?

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Em Star Wars Zero Company, você controla Hawks, um ex-oficial da República que lidera a Companhia Zero, um grupo formado por mercenários e agentes de diferentes origens durante os últimos anos das Guerras Clônicas. A equipe é reunida para investigar uma nova ameaça que surge nos bastidores do conflito entre a República e os Separatistas.

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Ao longo da campanha, Hawks e sua equipe enfrentam a Espiral Infinita, um culto alinhado aos Separatistas liderado por Kundri Fathom, que pretende espalhar a chamada Praga Sombria pela galáxia. Para impedir o avanço da ameaça, a Companhia Zero precisa trabalhar em conjunto e enfrentar uma série de missões enquanto descobre mais sobre os planos do grupo.

Star Wars Zero Company – Guia das Melhores Armas do Jogo - Critical Hits

Para isso, você controla diferentes tipos de unidades em campos de batalha que podem ser de batalhas aleatórias de missões para os mercenários dentro da galáxia ou batalhas da campanha principal mesmo. Cada peresonagem pode fazer parte de uma das classes em específico do jogo, com armas e habilidades que os diferenciam entre si, mas basicamente o que você encontra são usuários de Blasters e usuários corpo a corpo, além de unidades especiais que eu não vou contar quais são para não estragar a experiência de quem está jogando.

No campo de batalha do jogo, cada unidade tem três pontos de ação por turno, que podem ser usados para movimentação, tiros, granadas e outras habilidades do tipo, e a ideia aqui é você conseguir maximizar os seus turnos para limpar o máximo de inimigos com suas unidades, pois se tem uma coisa que você aprende logo no começo do jogo é que você sempre vai estar em desvantagem numérica, seja contra outros mercenários, contra os cultistas da Espiral ou até contra bots que você provavelmente já viu nos filmes da franquia Star Wars.

Star Wars Zero Company - Análise - Vale a Pena - Review Uma coisa que eu não gostei a princípio no jogo, inclusive, é o fato de que você nunca pode aumentar o tamanho do seu esquadrão no jogo: você começa e termina o jogo podendo levar apenas quatro unidades para o campo de batalha, o que, na minha opinião, limita demais a quantidade de unidades que você vai desenvolver ao longo do jogo. Eu praticamente usei a mesma equipe do começo ao fim dele, e toda vez que uma unidade acabava ferida e precisando descansar por um combate, era um parto trazer outra unidade que ficou muito pra trás na progresão em relação aos meus operadores mais utilizados, já que modificar uma unidade é perder 25% da sua equipe titular.

Apesar disso, conforme você avança no jogo, suas unidades vão ficando cada vez mais cheias de habilidades e de artifícios para eliminar uma grande quantidade de inimigos, e mesmo que você não termine o jogo com armas muito diferentes das que você começou ele, ainda assim você vai conseguir fazer muito mais no campo de batalha.

Star Wars Zero Company - Análise - Vale a Pena - Review

Ainda sobre o combate do jogo, é importante ressaltar que apesar de parecer-se com XCOM, Gears Tactics e outros jogos que combinam estratégia e tiro em terceira pessoa com mecânicas de cover, Star Wars Zero Company é um tanto quanto diferente, pois ele começa muito mais fácil do que esses jogos, e geralmente continua assim durante boa parte das fases, exceto por uma que outra onde o jogo tem alguns skill checks para ver se você entendeu como os sistemas dele funcionam corretamente.

Mas no geral, a primeira coisa que todo veterano de XCOM vai perceber é que os tiros são muito menos mortais do que no jogo da Firaxis, onde ser flanqueado é praticamente a garantia de que o seu soldado morreu. Além disso, ao ser nocauteado, você pode ser levantado por outro companheiro e continuar lutanto, e só se for nocauteado novamente é que você perde o personagem em questão, mas em boa parte das situações, você consegue escapar sem que isso aconteça de fato.

Além das missões de combate, o jogo ainda possui missões onde você pode resolver as coisas de forma diplomática e enviar seus operadores para resolver alguma missão diferente na galáxia. Nessas missões, você ganha influência nas áreas e pode ganhar recompensas monetárias e pode progredir um pouco mais sem a necessidade de arriscar o seu pescoço em batalhas sempre.

Por fim, temos as missões da história, onde o jogo avança no enredo principal e você pode controlar Hawks com o grupo que você escolhe andando por alguns cenários, reunindo informações e finalmente chegando a um combate que provavelmente terá mais de uma etapa até você concluir a missão totalmente. Aqui vale uma ressalva: faça saves entre as batalhas para não ter que começar tudo de novo quando você perder. Numa missão em específico, eu acabei precisando refazer umas 3 vezes e na primeira eu não me dei conta disso, perdendo uns bons 30 minutos por ter que refazer a primeira metade dela.

Star Wars Zero Company - Análise - Vale a Pena - Review

Graficamente, Star Wars Zero Company não é um jogo feio, mas que infelizmente tem sua performance no ponto negativo mais evidente do jogo: ele roda muito mal no PS5 mesmo no modo qualidade. Os travamentos são constantes, as quedas de FPS também e não há absolutamente nada que justifique visualmente falando o quão mal o jogo roda. Tudo bem que estamos falando de um jogo de estratégia e RPG, onde framerate não é necessariamente algo que precise ser estável, mas parece mais que eu esotu tentando jogar um jogo de PC onde o meu PC está claramente abaixo dos requisitos mínimos dele. Por fim, a trilha sonora do jogo é boa e a localização é bem feita também, ajudando o jogador a entender as nunances do jogo e acompanhar a história que ele apresenta.

Mas e aí, Star Wars Zero Company vale a pena?

Star Wars Zero Company é um bom jogo para quem está órfão de um jogo de “RPG Tático” à lá XCOM, e ele possui diferenças o suficiente no combate e nas classes para não parecer um com skin de Star Wars, mas o desempenho do jogo no PS5 infelizmente é bem ruim. Ainda assim, eu me diverti bastante com o jogo.

Review elaborado com uma cópia do jogo para PS5 fornecida pela publisher.

Resumo para Preguiçosos

Star Wars Zero Company é um RPG tático inspirado em jogos como XCOM e Final Fantasy Tactics, colocando o jogador no controle de Hawks e de uma equipe de quatro operadores durante as Guerras Clônicas. O combate usa pontos de ação, cobertura, diferentes classes e habilidades, mas apresenta uma dificuldade menor que a de XCOM. O sistema permite recuperar personagens nocauteados e também oferece missões diplomáticas e atividades paralelas, embora a impossibilidade de aumentar o tamanho do esquadrão limite a variedade de personagens desenvolvidos ao longo da campanha.

Apesar de ser divertido e apresentar diferenças suficientes para não parecer apenas um XCOM com uma skin de Star Wars, Star Wars Zero Company sofre principalmente com seu desempenho no PS5, com quedas de FPS e travamentos frequentes mesmo no modo qualidade. A trilha sonora e a localização ajudam na experiência, enquanto as missões da história oferecem combates com múltiplas etapas que exigem atenção aos salvamentos. No geral, o jogo entrega uma experiência sólida para quem procura um novo RPG tático, mas seu desempenho técnico é um dos principais problemas da experiência.

Prós

  • Bom sistema de combate
  • Boa história

Contras

  • Poder usar apenas 4 unidades no jogo todo parece desperdiçar o potencial dele
  • Performance muito ruim no PS5
Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.