Star Fox – Análise – Vale a Pena – Review

Star Fox é um dos jogos mais icônicos da história da Nintendo, e agora ele chega ao Switch 2 na forma de um remake de Star Fox 64. Mas será que essa viagem nostálgica consegue conquistar tanto quem cresceu com o original quanto quem vai conhecer Fox McCloud agora pela primeira vez?

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Para começar, é importante entender que tipo de remake esse Star Fox é: pense no que a Square Enix fez com Crisis Core Reunion. Ou seja, gráficos completamente novos, algumas melhorias de qualidade de vida, mas na essência, é o mesmo jogo que a gente jogou lá no Nintendo 64. Se você esperava uma reinvenção completa da franquia, pode ir ajustando as expectativas. Pro bem e pro mal, é o mesmo jogo dos anos 90 com uma nova apresentação e poucas melhorias.

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Dito isso, o que foi melhorado ficou muito bem feito. Os diálogos foram expandidos de forma significativa em relação ao original, e os personagens ganharam muito mais personalidade com isso. A história, que no N64 era contada de forma bem enxuta, agora consegue ser genuinamente interessante e te faz querer ver onde cada caminho vai dar, já que o jogo mantém o sistema de rotas alternativas do original, onde dependendo do que você faz em cada fase, você acaba sendo mandado para lugares completamente diferentes.

Esse sistema de rotas é um dos pontos mais interessantes do jogo, e que já era bacana na época do N64. Cada jogada pode ser uma experiência diferente, com fases distintas e pontos da história que você simplesmente não vai ver se seguir outro caminho, além de um final secreto.

Star Fox - Análise - Vale a Pena - Review

O problema é que toda nova jogada começa obrigatoriamente lá da primeira fase, e aí você precisa percorrer tudo de novo até chegar no ponto de bifurcação que te interessa, o que acaba tornando a exploração mais cansativa do que deveria.

Quando terminei o jogo pela primeira vez, senti mais preguiça do que vontade de partir para uma segunda rodada ao descobir isso e jogar as 3 primeiras fases obrigatórias que não possuíam rota até chegar no primeiro ponto de bifurcação, e sinceramente acho que seria muito mais legal se a gente pudesse escolher no mapa a partir de qual fase quer jogar, tipo o que Detroit: Become Human faz com seus múltiplos caminhos narrativos. Do jeito que está, o jogo aumenta sua duração mais artificialmente do que organicamente.

E falando em duração: cada fase dura entre 5 e 10 minutos, e a campanha pode ser terminada em menos de duas horas. Isso não seria necessariamente um problema se a rejogabilidade fosse mais convidativa, mas com a limitação citada acima, o jogo acaba sentindo menor do que poderia ser, e mais repetitivo também, já que pelo menos 30 minutos você perde revendo conteúdo toda vez que inicia uma nova campanha, e esse tempo vai se somando e somando até você ver todas as variações de rotas.

Os controles do jogo funcionam muito bem, e felizmente a Nintendo deu a liberdade do jogador escolher a melhor forma de jogar, suportando inclusive o mouse no modo Joycon, mas eu joguei a maior parte do tempo usando o Pro Controller de Switch original, e consegui me virar muito bem durante os tiroteios.

Star Fox - Análise - Vale a Pena - Review

Além disso, Star Fox conta com um sistema de conquistas e de pontuação que avalia o seu desempenho a cada fase, e um modo de dificuldade mais alto que só libera se você atingir uma certa pontuação em cada um desses estágios. O jogo foi todo construído em cima de você jogar as mesmas fases muitas e muitas vezes, mas sinceramente falando, pra isso, as fases precisavam ser bem melhores do que elas são para isso realmente acontecer.

O modo multiplayer cooperativo também não adiciona muito. A proposta é um jogador pilotar e o outro atirar, mas honestamente seria muito mais divertido se fossem dois pilotos da Star Fox voando simultaneamente na mesma fase. O modo 4v4 eu não tive oportunidade de testar, mas não imagino que ele vá mudar muito o quadro de longevidade do jogo.

Graficamente, Star Fox é realmente muito bonito e dá a impressão de que você está jogando um filme interativo da Nintendo, com uma apresentação cinematográfica que faz muito jus ao material original. E a cereja do bolo: o jogo vem dublado em português, e a dublagem ficou muito boa, o que ajuda demais a apresentar Fox McCloud às novas gerações de jogadores.

Mas e aí, Star Fox vale a pena?

Star Fox - Análise - Vale a Pena - Review

Star Fox é um remake competente e muito bonito de um clássico absoluto, com diálogos expandidos e uma apresentação cinematográfica que encanta do começo ao fim. O problema é que sua curta duração combinada com um sistema de rotas que obriga você a recomeçar do zero a cada jogada acaba tornando a exploração mais trabalhosa do que divertida. Vale muito para quem nunca jogou o original e quer conhecer a história de Fox McCloud, mas quem esperava algo mais robusto pode sair com uma sensação de que faltou um pouco mais.

Review elaborado com uma cópia do jogo para o Nintendo Switch 2 fornecida pela publisher.

Resumo para Preguiçosos

Star Fox é um remake no estilo Crisis Core Reunion: gráficos novos e bonitos, diálogos expandidos que dão muito mais personalidade aos personagens, mas na essência é o mesmo jogo do Nintendo 64. A campanha pode ser terminada em menos de duas horas, com fases de 5 a 10 minutos, e o sistema de rotas alternativas te convida a rejogá-lo para ver caminhos e pontos da história diferentes.

O problema é que cada nova jogada começa obrigatoriamente do zero, te fazendo repetir as mesmas fases iniciais toda vez, o que torna a exploração mais cansativa do que divertida. O multiplayer cooperativo também não adiciona muito. É uma ótima pedida para quem nunca jogou o original, mas quem espera algo mais robusto pode sair com a sensação de que faltou um pouco mais.

Prós

  • Belos gráficos
  • Personagens carismáticos
  • Desafios variados

Contras

  • Jogo muito curto e com a proposta de longevidade centrada na repetição do mesmo conteúdo
  • O jogo poderia dar a opção de começarmos em qualquer fase que já completamos
Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.