Resonance: A Plague Tale Legacy – Análise – Vale a Pena – Review

Depois de dois jogos que conquistaram inúmeros jogadores com sua narrativa e ambientação, a franquia A Plague Tale retorna com uma nova história em Resonance: A Plague Tale Legacy. Desta vez, deixamos Amicia e Hugo para trás e acompanhamos Sophia, personagem que conhecemos em A Plague Tale: Requiem, em uma aventura que se passa anos antes dos acontecimentos dos jogos originais. Neste review, vamos falar um pouco sobre essa nova aventura, seus acertos, seus problemas e, principalmente, sobre como foi acompanhar essa história.

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Reprodução: Resonance: A Plague Tale Legacy
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Logo nos primeiros momentos de Resonance: A Plague Tale Legacy, conhecemos Sophia ainda criança, sendo submetida a experimentos dentro de um convento. As pessoas envolvidas tentam utilizar suas visões para encontrar pistas que possam levá-las até um misterioso tesouro.

Depois de ser encontrada por seu pai, Alec, Sophia é levada para um local seguro, onde passa a viver junto à gangue de seu pai. A partir daí, Alec começa a investigar as visões da filha e a misteriosa ilha para a qual elas parecem apontar, tentando encontrar respostas e, principalmente, uma forma de ajudar Sophia.

Porém, muita coisa acontece nesse intervalo de tempo, e o que inicialmente parecia ser apenas uma busca por respostas acaba tomando proporções muito maiores.

É então que nossa aventura nos leva até essa misteriosa ilha. Sem saber exatamente o que vamos encontrar, Sophia parte em busca de respostas para suas visões e para os acontecimentos que marcaram sua infância. A partir daí, a história começa a explorar seus mistérios, sua relação com o passado e tudo aquilo que a ilha esconde.

Reprodução: Resonance: A Plague Tale Legacy

A Plague Tale: Resonance é um jogo de ação e aventura bastante linear, construído em torno de três pilares principais: ambientação, resolução de puzzles e combate.

O combate é provavelmente o elemento mais simples dos três. Para os padrões atuais, ele não apresenta uma grande variedade de mecânicas, mas funciona bem dentro da proposta do jogo.

Sophia possui três pontos de vida durante os confrontos. Cada golpe recebido reduz um deles, e ao chegar a zero somos derrotados. Ao eliminar inimigos, recuperamos pontos de vida, até o limite de três. Durante os combates, podemos atacar, esquivar, chutar, aparar golpes e utilizar o gancho para derrubar inimigos ou trazê-los para perto.

Existe também uma pequena árvore de habilidades que permite aprimorar alguns dos movimentos de Sophia. Nada muito complexo, mas é uma progressão que funciona bem para dar uma sensação de evolução durante a aventura. Os pontos necessários para adquirir essas melhorias, chamados de Pontos de Ressonância, podem ser obtidos ao derrotar inimigos ou encontrados durante a exploração, escondidos pelos cenários.

Além dos Pontos de Ressonância, existem diversos outros colecionáveis espalhados pelo mapa. Alguns deles oferecem habilidades passivas interessantes, como a possibilidade de sobreviver a um golpe que normalmente seria fatal ou fazer com que determinados inimigos deixem cair objetos arremessáveis quando derrotados.

Confesso que o combate foi um dos pontos que mais me preocupou durante minhas primeiras horas de gameplay. Inicialmente, tive a impressão de que ele poderia se tornar repetitivo rapidamente, principalmente pela quantidade limitada de ações disponíveis.

Porém, a Asobo Studio soube dosar muito bem a quantidade de combates ao longo da campanha. O jogo não tenta transformar cada momento em uma batalha e, justamente por isso, consegue manter um bom equilíbrio entre a gameplay.

Existe também uma pequena variedade de inimigos, que exige algumas mudanças na maneira como abordamos determinados confrontos. Ainda assim, não espere um sistema de combate extremamente profundo ou capaz de sustentar o jogo sozinho. Ele funciona como uma parte da experiência, e não como seu principal atrativo.

Reprodução: Resonance: A Plague Tale Legacy

Os puzzles são outra parte importante da experiência e, de maneira geral, são bastante divertidos.

O problema é que, com o passar das horas, comecei a sentir que eles poderiam oferecer um pouco mais de variedade. Boa parte dos desafios segue uma dinâmica semelhante: encontrar uma fonte de luz, utilizar determinados elementos do cenário, interpretar alguma informação ou código e encontrar a maneira correta de avançar.

Isso funciona muito bem inicialmente, mas acaba ficando um pouco repetitivo conforme a campanha avança.

Ainda assim, existe algo que o jogo faz muito bem: quando comecei a sentir esse desgaste, ele sabia exatamente como mudar o foco da experiência. Novos cenários, acontecimentos da história e descobertas constantemente aparecem para dividir nossa atenção e impedir que a repetição dos puzzles se torne realmente cansativa.

É uma estrutura que funciona justamente porque o jogo entende que nem sempre precisa apresentar uma nova mecânica para continuar sendo interessante. Às vezes, basta apresentar um novo lugar ou uma nova descoberta para renovar nossa curiosidade.

Reprodução: Resonance: A Plague Tale Legacy

Se existe um aspecto em que Resonance: A Plague Tale Legacy realmente se destaca, para mim, é nos seus visuais.

Durante praticamente toda a aventura, fiquei impressionado com a qualidade dos cenários, a escala das áreas e, principalmente, com a atmosfera construída pelo jogo. A ilha possui uma identidade visual muito forte e cada ambiente contribui para transmitir a sensação de que estamos explorando um lugar antigo, misterioso e cheio de segredos.

A ambientação é, sem dúvida, um dos grandes destaques da experiência.

Os personagens principais também são interessantes e carismáticos, e a dublagem em inglês merece elogios. As interpretações ajudam bastante na construção dos personagens e fazem com que os momentos mais importantes da história tenham um peso maior.

A trilha sonora também acompanha muito bem a aventura, enquanto todo o design de áudio contribui para reforçar a atmosfera dos ambientes e dos momentos de tensão.

Outro ponto positivo é que o jogo está totalmente traduzido para o português, tornando a experiência muito mais acessível para quem prefere acompanhar a história em nosso idioma.

Reprodução: Resonance: A Plague Tale Legacy

Apesar de não ter chegado a me incomodar de verdade, acho difícil negar que Resonance: A Plague Tale Legacy acaba se estendendo um pouco além da conta.

Na minha opinião, a campanha poderia facilmente ser dois ou três capítulos mais curta. Existem momentos em que a sensação é de que o jogo já apresentou tudo o que precisava apresentar, mas ainda temos bastante aventura pela frente.

Não chega a comprometer a experiência, principalmente porque a história e os novos cenários conseguem manter o interesse durante boa parte desse tempo extra. Ainda assim, uma campanha um pouco mais enxuta provavelmente deixaria o ritmo mais consistente e faria com que a aventura terminasse com uma sensação ainda melhor.

Mas e aí, Resonance: A Plague Tale Legacy vale a pena?

Resonance: A Plague Tale Legacy é um jogo que sabe muito bem o que quer fazer. Ele não tenta reinventar o gênero, não apresenta um sistema de combate revolucionário e nem busca transformar a estrutura de uma aventura linear. E, sinceramente, não precisa.

O jogo entrega boas horas de uma gameplay bastante gostosa, combinando exploração, puzzles, combate e uma história interessante em uma aventura que consegue manter nossa curiosidade até o final. Seus maiores acertos estão na ambientação, nos visuais, na atmosfera e na maneira como a narrativa conduz o jogador pelos mistérios da ilha.

Por outro lado, alguns puzzles podem se tornar repetitivos, o combate é bastante simples e a campanha poderia ter sido um pouco mais enxuta.

Ainda acredito que Resonance: A Plague Tale Legacy corre o risco de passar um pouco por debaixo do radar, principalmente por chegar em uma reta final de ano recheada de excelentes lançamentos. É uma pena, porque estamos diante de uma aventura muito competente.

Para quem já é fã da franquia A Plague Tale, porém, a recomendação é ainda mais fácil: é uma excelente aventura para conhecer melhor Sophia e explorar uma parte de sua história que ainda não conhecíamos.

Resumo para Preguiçosos

Resonance: A Plague Tale Legacy é uma aventura que aposta forte em atmosfera, mistério e narrativa. Acompanhando Sophia em uma jornada pela misteriosa ilha ligada às suas visões, o jogo entrega uma experiência linear muito bem construída, com cenários impressionantes, personagens carismáticos e uma história que consegue manter a curiosidade até o fim.

A combinação de exploração, puzzles e combates funciona bem, embora o combate seja simples e alguns desafios possam se tornar repetitivos ao longo da campanha. O ritmo também poderia ser um pouco mais enxuto.

Ainda assim, Resonance é uma ótima adição à franquia A Plague Tale. Uma aventura bonita, envolvente e cheia de mistérios, que merece a atenção tanto de fãs da série quanto de quem procura uma boa experiência narrativa.

Prós

  • Excelente ambientação e cenários impressionantes
  • História interessante e cheia de mistérios
  • Personagens carismáticos

Contras

  • Combate pouco profundo
  • Puzzles seguem uma dinâmica bastante parecida durante boa parte da campanha
  • Pequena variedade de inimigos
  • A campanha poderia ser dois ou três capítulos mais curta
Giácomo
Giácomo
Apaixonado por Counter-Strike e Souls-Like, escrevo sobre games e animes no Critical Hits. No meu tempo livre, gosto de assistir séries e jogar basquete.