Após o sucesso absoluto de Grand Theft Auto 5, era de se esperar que o próximo projeto da Rockstar Games fosse ser ainda mais ambicioso que o último. Mas será que Red Dead Redemption 2 faz jus não só ao seu antecessor como também aos fãs da Rockstar? A reposta é sim!

Lançado no dia 26 de Outubro de 2018, Red Dead Redemption 2 se passa no ano de 1899, nos Estados Unidos, onze anos antes do início de Red Dead Redemption. Desta vez, jogamos com Arthur Morgan, um fora da lei que faz parte do bando de Dutch Van Der Linde (sim, o mesmo Dutch do primeiro jogo).

As horas iniciais do jogo se passa em uma área nevada do mapa (que está enorme, a propósito), e é nela que aprendemos sobre o básico do jogo: atirar, socar, andar a cavalo e caçar. As primeiras missões nos introduzem a cada uma das principais mecânicas que serão usadas durante o decorrer do jogo inteiro, além de nos introduzirem a todos os membros da gangue de Van Der Linde.

Apesar de eu estar usando o termo gangue e bando, o grupo de Dutch é mais uma família do que qualquer outra coisa. Homens, mulheres e crianças formam o grupo de foras da lei que você fará parte durante suas horas de jogo. Cada personagem possui uma personalidade, uma história e um jeito de viver únicos, e é muito interessante interagir e aprender mais  sobre cada um deles.

Toda a história de Red Dead Redemption 2 gira em torno de conseguir dinheiro para ajudar o bando a se mudar para um local fixo, longe de todos os problemas com a lei acumulados ao longo dos anos. Na grande maioria das vezes, Arthur está junto de pelo menos mais um membro do bando durante as missões, o que serve não só para facilitar na hora dos tiroteios, como para enriquecer ainda mais a história do jogo.

Como mencionei acima, o objetivo do bando é juntar dinheiro o suficiente para poder sossegar, mas isto não se aplica somente as missões. Enquanto estamos livres no mundo, podemos efetuar uma série de atividades – legais e ilegais – para conseguir mais dinheiro, e temos a opção de doar parte do nosso dinheiro para o bando.

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Como jogamos com um fora da lei, é apenas natural esperar que vários tipos de roubos estejam disponíveis, se o jogador assim desejar, e neste quesito a Rockstar acertou perfeitamente. Em Red Dead Redemption 2, é possível assaltar literalmente qualquer pessoa que esteja passando pelo mundo, mas isto não é tudo:

Cavalos e carruagens podem ser roubados e vendidos nos locais certos; podemos assaltar lojas, casas, bancos e até mesmo trens para conseguir um montante ainda maior de dinheiro. Cada tipo de assalto é único, e também proporciona experiências únicas ao jogador. Certos vendedores podem simplesmente começar a chorar e dar tudo o que tem, enquanto outros tentarão te distrair dando algum dinheiro enquanto tentam revidar com uma arma embaixo do balcão. Cada crime cometido sempre pode trazer uma surpresa inesperada, deixando os jogadores na ponta de seus sofás esperando pelo que pode acontecer.

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Mas não só de assaltos vive o homem. Caça e pesca também são uma parte essencial de Red Dead Redemption 2. Peles raras servem para melhorar o acampamento e criar roupas únicas, enquanto a carne dos animais pode tanto ser usada por Arthur como ser doada ao acampamento, aumentando a quantidade de mantimentos do local. São mais de 150 animais ao todo, e cada um deles possui um comportamento diferente, portanto sempre é bom estudá-los com a ajuda do binóculo antes de matá-los.

O mundo de Red Dead Redemption 2 é imenso e muito vivo. Enquanto exploramos, diversos eventos aleatórios acontecerão, e muitos estranhos estão espalhados pelo mundo, cada um deles com uma ou mais missões muito interessantes para se realizar. A Rockstar não poupou esforços em fazer deste um dos jogos mais realistas e detalhados da história, mas isto vem com um preço.

Tudo leva uma quantidade significativa de tempo para se fazer. Ao vasculhar por itens em uma casa, precisamos manualmente abrir cada gaveta de uma cômoda, e colocar item por item dentro da bolsa de Arthur. O mesmo se aplica a procurar por dinheiro nos corpos dos inimigos. Esta crítica pode parecer besteira, mas levar de cinco a dez segundos para vasculhar cada corpo após uma batalha contra vinte inimigos é o suficiente para deixar o jogador completamente entediado.

Ainda assim, esta demora para fazer tudo só afeta o jogador nas horas iniciais. Após um certo tempo de jogo, você se acostuma tanto a estas animações que para de se importar com elas, porém um simples botão de pular as animações seria mais que suficiente para resolver isto.

Tanto a trilha sonora quanto os gráficos do jogo estão impecáveis. As músicas conseguem passar o mesmo sentimento que os personagens da tela estão sentindo, enquanto a quantidade absurda de detalhes do jogo consegue impressionar mesmo após 30 horas de gameplay.

Com uma história incrível e personagens marcantes, Red Dead Redemption 2 consegue superar seu antecessor em todos os aspectos, e é um jogo obrigatório para todos os fãs de jogos de mundo aberto. Com muitos lugares para se explorar e inúmeras atividades para se fazer, é fácil bater a marca de 100 horas de jogo, e o modo online com certeza trará ainda mais conteúdo, quando for lançado.

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Mas e aí, Red Dead Redemption 2 vale a pena?

Red Dead Redemption 2 é um jogo que agradará todos os fãs da franquia e todos os fãs da Rockstar. Com uma história marcante e personagens inesquecíveis, o jogo leva o jogador em uma jornada extremamente imersiva ao velho oeste americano. A demora para se fazer certas ações incomoda no início, porém o jogador se acostuma após algumas horas. Com mais de cem horas de conteúdo, o jogo não só é perfeito para aqueles que amam explorar um mundo aberto, como também é perfeito para aqueles que desejam uma história incrível e cinematográfica.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Xbox One fornecida pela Rockstar Games e uma cópia para PS4 fornecida pela Ecogames.

O Blizzardboy que faltava para completar o time de colaboradores do Critcal Hits, David escreve sobre absolutamente tudo e ocasionalmente faz um review, se achar que o jogo vale a pena.

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