Pulse – Review

Muita gente deve imaginar como um cego “vê” o mundo. É natural do ser humano ter curiosidade sobre condições totalmente diferentes das nossas, que viva uma outra realidade por alguma diferença. Isso torna, por exemplo, histórias de super-heróis como o Demolidor algo tão legal, ainda mais na infância.

Por isso também, os jogos costumam ser divertidos. Um jogo pode te dar a liberdade de fazer coisas que a sua realidade talvez não possa propiciar. E se um jogo misturasse toda a curiosidade humana e te colocasse no controle de uma protagonista cega? Pulse faz isso, e muita gente comprou a ideia.

Nesse caso, o “comprar a ideia” é totalmente literal, já que Pulse foi financiado por uma campanha no Kickstarter. O jogo te coloca no controle de Eva, uma pequena menina que ficou cega muito cedo e teve que desenvolver sua própria forma de “ver o mundo”. Pra isso, você “desenha” tudo ao seu redor com o som. Jogando coisas por aí, andando e prestando atenção no vento, por exemplo.

Logo de cara, o jogo chama atenção por mostrar um visual simplesmente único. Você realmente consegue comprar a ideia de que todo o cenário que você está vendo o mundo da forma que um cego imaginaria, formado pelo som e “criado na mente”. Pulse é descrito como um jogo de sobrevivência em primeira pessoa, mas poderia ser um jogo de… Andar e jogar coisas, porque é basicamente isso que você faz o tempo todo. O jogo é bonito e parece ser interessante, mas é praticamente como uma pessoa bonita mas que não saiba conversar: Cansa bem rápido.

Por sorte, o jogo não é longo, e sua história pode ser concluída em menos de 1 hora. Ao mesmo tempo que isso é positivo para um jogo com jogabilidade tão rasa, é bem triste pagar por um jogo que vai te render pouco mais de 30 minutos de diversão. Minha honesta recomendação é que o jogo seja comprado em promoção  ou que você assista uns vídeos do jogo por aí (Com o adBlock desativado, por favor), porque assistir e jogar é praticamente a mesma coisa. Aliás, é até melhor assistir, porque o jogo vai te largar no meio da história e te deixar sem ideia do que fazer, porque não é dado nenhum direcionamento ou tutorial e você tem literalmente que adivinhar o que fazer – ou melhor, pra onde andar – pra progredir.

Outro ponto incômodo é o fato do jogo não te dar opção de mudança de idioma. Tudo bem, fico muito feliz por ver um jogo indie sendo traduzido para o nosso idioma pátrio, mas não me obrigue a engolir essa tradução, eu quero ter a liberdade para jogar em qualquer idioma.

De maneira geral, Pulse tem uma ideia muito interessante e é um jogo bem bonito, mas que infelizmente peca na parte prática e acaba se tornando totalmente vazio e insosso.

Resumo para os preguiçosos

Pulse é um jogo de sobrevivência em primeira pessoa que te coloca no controle de uma garota cega, que deve ouvir sons e jogar objetos para criar imagens do mundo ao seu redor. Apesar do visual único, o jogo acaba cansando bem rápido e, infelizmente, não consegue cativar.

Nota final

50
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Prós

  • Visual único
  • Boas ideias
  • Efeitos sonoros bem trabalhados

Contras

  • Curto demais
  • Jogabilidade rasa
  • Sem opção de mudança de idioma
  • Nenhum fator replay
Vander Lissi

Vanderlei Rodrigues Lissi é colaborador do Critical Hits. Mascote da equipe, ele, que prefere ser chamado de Vander,talvez por não aguentar mais piadinhas na pré-escola com aquele técnico de futebol, até hoje ainda acha que Pokémon Stadium é o melhor jogo dos monstrinhos de bolso.

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Tags: Pulse

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