Onimusha: Way of the Sword – Análise – Vale a Pena – Review

Onimusha: Way of the Sword é o retorno triunfal de uma das principais franquias da Capcom durante a geração do PS2. Com uma nova história centrada em Miayomo Musashi e os Genma e um novo sistema de combate, será que o jogo vale a pena?

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Em Onimusha: Way of the Sword, você controla Miyamoto Musashi, um samurai que chega a Kyoto no início do período Edo determinado a provar seu valor no caminho da espada. Porém, sua jornada toma um rumo inesperado quando ele acaba ligado à Manopla Oni, um artefato místico que concede ao seu portador o poder necessário para enfrentar os Genma.

Musashi inicialmente rejeita os poderes da manopla e deseja se libertar dela, pois acredita que deve aprimorar suas habilidades apenas com suas próprias mãos. Enquanto isso, Kyoto é tomada por uma ameaça sobrenatural: os Genma, criaturas vindas das profundezas do inferno, começam a invadir o mundo humano através de portais criados quando a Corrupção se espalha. Em Kyoto, Musashi encontra alguns aliados que vão ajudá-lo a libertar o mundo dos Genma, e assim Onimusha: Way of the Sword começa de verdade.

Após o prólogo, o que encontramos no jogo é uma estrutura que funciona basicamente assim: boa parte do jogo acontece no “Bairro Aberto” de Kyoto, com você andando por aí e purificando rupturas interdimensionais e impedindo que a invasão dos Genma avance, além de mapas em específico onde você deve percorrer, derrotar os adversários e vencer algum chefe no final deles. Essa estrutura vai se alternando ao longo do jogo até o final, com mapas como castelos, tempos xintoístas e cavernas com uma ambientação muito legal.

Depois de algumas missões iniciais, você libera missões secundárias dentro de Kyoto, que servem basicamente para você obter materiais pra melhorar sua espada e armadura, e assim ficar cada vez mais forte para sobreviver à invasão dos Genma. Essas missões, apesar de opcionais, são bem recomendadas, já que a dificuldade vai aumentando sensivelmente conforme você avança dentro do jogo.

O combate de Onimusha: Way of the Sword é definitivamente o ponto mais alto do jogo. Nele, você tem dois esquemas de controle, sendo um ofensivo e um defensivo. Eu até comecei pelo sistema ofensivo mas achei ele completamente não-intuitivo, e acabei mudando para o sistema defensivo pois ele é muito mais próximo do que estamos acostumados em outros jogos com sistemas de combate que bebem da fonte dos jogos estilo soulslike (apesar de Onimusha não ser deste gênero). Com isso, você ataca no quadrado com ataque médio, no triângulo com ataque forte, esquiva no círculo, defende no L1 e assim por diante.

Onimusha: Way of the Sword - Análise - Vale a Pena - Review

O sistema de combate do jogo é bastante focado em aparos. Cada adversário tem uma barra de vida e uma barra de postura, e a ideia é ir causando dano no inimigo enquanto você baixa a barra de postura dele e então executar algum ataque forte que tire bastante da vida do inimigo, mas felizmente os ataques tiram bastante vida normalmente, então a segunda parte dele, apesar de fortemente recomendada, não é a única forma de causar dano nos adversários.

Além dos aparos, que são executados bloqueando na hora certa, você ainda pode esquivar dos golpes e usar o Issen, um contragolpe que funciona com você atacando no exato momento em que vai ser atingido, e dessa forma Musashi esquiva do golpe e acerta o adversário, tirando bastante vida dele no processo. Esse é um sistema de altíssimo risco e alta recompensa, e que sinceramente eu usei pouco durante o jogo, me focando muito mais nos aparos e esquivas, já que os inimigos telegrafam bastante os ataques dando a você tempo o suficiente para reagir.

As lutas contra os chefes são o ponto alto do combate de Onimusha: Way of the Sword, com inimigos muito criativos e combates de alta adrenalina. Aqui o sistema de jogo brilha, e as lutas parecem uma verdadeira dança, com você podendo fazer lutas perfeitas com aparos, contra-ataques e assim por diante e ir desmanchando o seu adversário com sua espada. Os embates são desafiadores e apesar do jogo começar relativamente fácil, a dificuldade vai aumentando cada vez mais e você é testado e incentivado a ficar cada vez mais afiado nos sistemas que o jogo oferece para vencer os desafios.

Onimusha: Way of the Sword - Análise - Vale a Pena - Review

Apesar do jogo ser extremamente divertido, Onimusha: Way of the Sword acaba pecando num ponto importante, que é o da repetição. Não é uma nem duas vezes que você vai enfrentar o mesmo chefe. Chegou ao exagero de eu parar num momento para fazer algumas missões secundárias que tinham acumulado e eu enfrentar o mesmo subchefe duas vezes seguidas ao final de duas dessas missões. Além de aparecer nas missões secundárias, eles aparecem múltiplas vezes durante a campanha principal do jogo, primeiro como chefes principais e depois como subchefes, além de as vezes alguns chefes aparecerem primeiro sozinhos na campanha, depois em dupla e depois as vezes até em uma super versão deles.

Com isso, a campanha de Onimusha: Way of the Sword, que dura umas 25 a 30 horas para você chegar ao final, acaba com algumas barrigas meio desnecessárias em alguns pontos da história, com o jogo dando uma segurada para parecer que quer render mais e assim, não me entendam mal, isso não chega a ser ruim pois o combate do jogo é genuinamente tão divertido que a Capcom não precisa mexer em quase nada dele para os próximos jogos da série, mas eu sinceramente não fiquei com vontade de jogar o jogo novamente após terminá-lo pela primeira vez, e quem está pensando em buscar a platina desse jogo vai precisar fazê-lo, já que ele possui um troféu de uma dificuldade que libera apenas após o fim do jogo pela primeira vez.

Graficamente, Onimusha: Way of the Sword é um belo jogo dentro do que ele se propõe. O jogo não tem cenas super elaboradas cheias de pirotecnia e nem nada do tipo, e entrega uma Kyoto bonita dentro desse escopo, com belos modelos de personagens e monstros e uma ação com um ótimo desempenho de framerate também.

Onimusha: Way of the Sword - Análise - Vale a Pena - Review

A trilha sonora do jogo é boa e a dublagem também é dentro do esperado. Eu joguei a maior parte do jogo dublado em inglês mesmo, e apesar do estranhamento inicial, logo depois deu para eu me acostumar numa boa com ele nesse idioma.

Mas e aí, Onimusha: Way of the Sword vale a pena?

Onimusha: Way of the Sword - Análise - Vale a Pena - Review

Onimusha: Way of the Sword é um jogo muito divertido e cheio de combates memoráveis, mas a reutilização de chefes quase a todo momento tira um pouco do brilho dele, com alguns momentos na campanha que o jogo está apenas ganhando tempo para parecer mais longa do que deveria. Ainda assim, é facilmente um dos jogos mais divertidos que eu joguei em 2026.

Review elaborado com uma cópia do jogo para PS5 fornecida pela publisher.

Resumo para Preguiçosos

Onimusha: Way of the Sword marca o retorno da franquia da Capcom com uma nova história protagonizada por Miyamoto Musashi. O jogo apresenta uma Kyoto tomada pelos Genma e combina exploração pelo Bairro Aberto com mapas lineares, missões secundárias e um sistema de combate focado em aparos, esquivas e contra-ataques. As batalhas contra chefes são o principal destaque, com confrontos desafiadores que aproveitam bem as mecânicas de combate.

Apesar da qualidade dos combates e da boa apresentação visual, Onimusha: Way of the Sword sofre com a repetição de chefes e alguns trechos que parecem prolongar desnecessariamente a campanha, que dura cerca de 25 a 30 horas. Ainda assim, o jogo entrega uma experiência divertida, com boa trilha sonora, dublagem competente e ótimo desempenho, sendo uma recomendação para quem procura um jogo de ação focado em combate com espadas.

Prós

  • Excelente combate
  • Chefes divertidíssimos
  • Desafio na medida certa
  • Belos gráficos e performance

Contras

  • Muitos chefes repetidos
  • Algumas partes que parecem feitas só pra inflar a campanha
Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.