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Game Dev Tycoon – Review

Fala, galera, tudo bom com vocês? Hoje eu li uma sugestão no site sobre toda quinta-feira escrever sobre algum jogo para indicar para vocês jogarem no fim de semana. Como hoje é quinta feira e a ideia é muito boa, vamos ao nosso primeiro jogo dessa série nova: Game Dev Tycoon.

Game Dev Tycoon é um jogo criado pela Greenheart Games onde você é o CEO de uma empresa que desenvolve jogos de videogame e computador. Que gamer nunca quis fazer um jogo, né? Pois então, a ideia básica é essa, criar jogos cada vez melhores, vender cada vez mais e assim ir expandindo os negócios.

Game-Dev-Tycoon

Parece familiar? É, eu também achei que o jogo seria uma cópia de Game Dev Story, da Kairosoft e… para falar a verdade, ele não é uma cópia e sim uma versão expandida do jogo. Como? Deixa eu explicar:

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Antes de mais nada, ambos os jogos começam da mesma forma: você é uma companhia pequena que deve desenvolver jogos para PC ou outras plataformas, como o Groovodore 64 (todos os consoles e portáteis do jogo têm nomes semelhantes aos originais, mas obviamente não o nome certo para evitar processos). A primeira diferença que você pode notar é que você pode escolher uma gama de características bem maior para o seu jogo, se ele vai ser sobre vampiros, simulação de vida, startups (como o próprio jogo), de fantasia, medieval etc, as possibilidades são gigantescas.

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Outro ponto no qual o jogo é uma evolução é nas características técnicas do jogo. Você pode começar fazendo um jogo de aventura em texto, como os primeiros jogos eram, ou com gráficos 2D bem básicos. Com o tempo, e o ganho de pontos de pesquisa (igual em Game Dev Story), você pesquisa mais características, como gráfico 2D de segunda geração, som mono, etc. Da mesma forma que no estilo de jogo, aqui as possibilidades são super diversas, abrangendo uma verdadeira porrada de características que as mais variadas engines lançadas através do tempo tiveram.

Conforme a sua empresa vai lançando mais e mais jogos, o seu personagem vai ganhando mais pontos de pesquisa, que no futuro poderão ser usados para treinar o seu personagem. O jogo divide as habilidades em duas: design e “tech”, que seria a habilidade de programação. Artistas tendem a ter bem mais design, programadores tendem a ter mais tech. Vale a pena ter um grupo com pelo menos um especialista de cada.

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Outro ponto lembrado pelo jogo também são as revistas de videogame. A cada jogo lançado, você é avaliado por 4 revistas diferentes que dão notas de 1 a 10, no mesmo esquema da legendária revista japonesa, a Famitsu. Pro seu jogo vender bem, ele não só deve ser bem avaliado, como também a sua empresa ter uma reputação boa (com vários fãs) e também a plataforma escolhida ser a ideal. Não adianta nada lançar Dead Space para um console que crianças compram, o jogo vai dar prejuízo.

Por falar em prejuízo, esse é um jogo difícil. Não ache que você vai dominar o mundo dos games de cara, como em Game Dev Story. Eu fui à falência nele umas 5 ou 6 vezes no mesmo dia até ter pego o espírito da coisa. Claro que se eu tivesse lido uma mensagem importante no tutorial, eu teria continuado fazendo jogos pequenos antes de me aventurar a fazer um jogo médio e levar a minha companhia à falência por ele ter encalhado.

Sim, amigos e amigas, o jogo é complexo e bem completo. Ao desenvolver um jogo, você também pode escolher o tamanho dele: pequeno, médio, grande ou AAA (triple A, jogos fodões como Gears of War e afins, com orçamentos gigantescos). Cada categoria custa mais que a outra. Assim como no mundo dos games, você também pode gastar uma grana fazendo propaganda para o seu jogo e criando hype para ele, afinal de contas, propaganda é a alma do negócio.

Com o avanço da sua empresa, você pode licenciar engines, criar a sua rede de distribuição de jogos online (oi, Steam, até você está aqui), criar o seu MMORPG e até o seu próprio console. Novamente o jogo mostra como teve os detalhes bem pensados, pois não basta criar um MMORPG, por exemplo, você tem que dar suporte, lançar updates e afins. É divertido pra caramba criar um “Vold of Varcraft” e lançar uma atualização atrás da outra pra ele e depois cancelar o serviço sem avisar ninguém.

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Outra característica interessante do jogo é o fato de você poder se associar a algum publisher grande para lançar um jogo com mais vendas. Como na vida real, você ganha apenas uma porcentagem do valor vendido (apesar de vender pra caramba) e tem que atingir certas metas. Caso elas não sejam atingidas, a sua empresa toma uma multa bonita.

Como o jogo é produzido por uma companhia pequena, não esperem um primor gráfico. Os gráficos do jogo são bem simples, assim como a música, que apesar de um pouco repetitiva, não chega a incomodar. Um único detalhe que eu notei foi que o jogo deu umas engasgadas no final dele aqui no meu computador (um Core i5 2,8ghz, longe de ser uma carroça), algo que não deveria acontecer. Outro pequeno problema que eu encontrei foi o fato do jogo não lembrar que eu deixei ele em modo janela ao invés de tela cheia. Toda vez que eu abro o jogo, tenho que mandá-lo voltar pro modo janela, mesmo ele dizendo que está nesse modo.

Ah, antes de encerrar, uma coisa que vocês devem ter cuidado: não pirateiem o jogo, pois a versão pirateada tem uma sacanagem: depois de um certo momento, os jogos criados pela sua companhia começam a ser pirateados sem dó nem piedade, fazendo que a sua empresa vá à falência da mesma forma como algumas companhias (como a SNK antiga) quebraram devido a esse pequeno problema.

O jogo é compatível com Windows 7, Linux e Windows 8 e pode ser adquirido diretamente do site da criadora dele, a Greenheart Games. Quem comprar agora, vai receber uma key do jogo para a Steam no futuro, pois o jogo está na lista de votação da Greenlight da Steam. Eu comprei esse jogo no dia que fiz a postagem sobre ele aqui no Critical Hits e ele conseguiu fazer algo que eu não imaginei que fosse fazer: me dar mais vontade de jogá-lo do que Soul Sacrifice (a nova menina dos olhos do PlayStation Vita).

Enfim, fica aqui a minha recomendação, o jogo é extremamente viciante e é um tributo legal pra caramba ao mundo dos games. Vale muito os 8 dólares.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=DngosAraFIs

Nota final

75
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

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Contras

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Eric Arraché
Eric Arrachéhttp://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.