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Night Call – Review

Ser um investigador foi o sonho de toda criança pelo menos uma vez na vida, em Night Call você poderá ser exatamente isso. Mas será que o jogo realmente vale a pena? É o que vamos descobrir no review de hoje.

Em Night Call, você controla um taxista que dirige nas noites parisienses, e que recentemente foi a mais nova vítima de um serial killer. Apesar disso, você sobreviveu, e após a polícia descobrir que você matou uma pessoa quando tinha 17 anos, você acaba sendo encarregado de investigar quem é o serial killer em questão e livrar o próprio nome de uma possível acusação.

Apesar do jogo contar com três casos distintos, a estrutura do jogo segue exatamente o mesmo esqueleto descrito acima e o gameplay que segue. A única diferença entre os casos são as vítimas, os suspeitos e a dificuldade em descobrir quem é o assassino ou a assassina em questão. De resto, o jogo funciona exatamente da mesma forma.

Para descobrir quem é o serial killer do caso em que você está jogando, você deve percorrer as ruas de Paris no seu táxi, pegando passageiros (que são selecionados pelos ícones dos rostos deles) e conversando com eles e tentando pescar pistas entre uma conversa e outra. Cada passageiro ou passageira tem uma história e um motivo para estar fazendo essa corrida.

Aqui, temos um dos pontos mais fortes de Night Call, o jogo possui centenas de passageiros e de histórias diferentes, incentivando você assim a jogar o jogo mais e mais para ir completando o índice de passageiros. Há algumas histórias bem interessantes, como a do senhor que ganha na loteria e dá todo o dinheiro e também do gato que está fugindo do seu dono.

Além dos passageiros, você também pode ir a locais específicos do mapa (com um ícone de um olho) e contar a com a ajuda de algumas pessoas em específico. Outra possibilidade é ouvir o rádio para se inteirar das notícias ou comprar um jornal, para saber o que está acontecendo pela França no momento.

Ao fim de cada dia, você vê uma tela de balanço que mostra quanto você ganhou com as corridas e gorjetas (que aumentam ou diminuem conforme você interage com seus passageiros) e também quanto você gastou na manutenção do seu carro e nas taxas cobradas pela companhia de táxis para a qual você trabalha.

Caso você fique no negativo, o jogo acaba, então há um pequeno componente de administração de dinheiro aqui, apesar de o jogo ter três níveis de dificuldade onde você ganha mais ou menos dinheiro.

Além disso, ao chegar no apartamento do taxista, você precisa analisar as pistas reunidas até aqui, tanto as fornecidas pela polícia, quanto as obtidas nas ruas de Paris, e tentar adivinhar quem é o assassino em questão. Ao todo, você tem seis dias para fazer a sua investigação e descobrir quem é esta pessoa, para então fazer a acusação contra ela e então descobrir se você estava certo ou errado.

Para completar o primeiro caso que eu joguei (O juiz), eu levei cerca de 3 horas e meia de jogo ao todo, já que eu li todas as conversas com os passageiros e passei um tempo analisando provas e tentando adivinhar quem era o assassino.

Há um caso mais fácil do que este e um mais difícil também, mas você provavelmente levará menos tempo para completá-los após terminar o seu primeiro deles, pois após aprender como as mecânicas do jogo funcionam, você acaba pegando vários atalhos na campanha.

Graficamente, o jogo segue um belo estilo Noir com imagens em preto e branco e bonitas ilustrações tanto do personagem principal como de cada um dos passageiros que ele pega durante o jogo. Como Night Call se passa sempre nas noites de Paris, tudo é muito escuro, e como eu costumo jogar à noite, às vezes o jogo pode ser um pouco arrastado demais para o bem dele (e até dar sono), mas ele cria um clima legal de suspense e mistério com este estilo de arte.

A trilha sonora também ajuda a aumentar essa sensação de investigação e combina bem com o jogo. Vale ressaltar aqui, entretanto, que Night Call não tem legendas e nem diálogos em português, o que pode dificultar a vida de quem não domina o idioma.

Mas e aí, Night Call vale a pena?

Night Call é um jogo interessante para descansar a cabeça se você está procurando algo diferente de fuzilar inimigos e aventuras épicas. É um jogo com um escopo bem menor e muito menos ambicioso do que isso, mas que conta com casos de investigação interessantes e uma série de histórias únicas dos passageiros que você pega e deixa em outros lugares. Somando isso a um charmoso estilo de arte e trilha sonora, o jogo certamente tem um público esperando por ele. Só é uma pena ele não ter vindo em português para ser melhor aproveitado por aqui.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Xbox One X fornecida pela publisher.

Resumo para os preguiçosos

Night Call é um jogo interessante para descansar a cabeça se você está procurando algo diferente de fuzilar inimigos e aventuras épicas. É um jogo com um escopo bem menor e muito menos ambicioso do que isso, mas que conta com casos de investigação interessantes e uma série de histórias únicas dos passageiros que você pega e deixa em outros lugares. Somando isso a um charmoso estilo de arte e trilha sonora, o jogo certamente tem um público esperando por ele. Só é uma pena ele não ter vindo em português para ser melhor aproveitado por aqui.

Nota final

70
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Histórias de mistério bem elaboradas e interessantes
  • Diversas histórias únicas dos seus passageiros no jogo
  • Belos gráficos e trilha sonora

Contras

  • Os três casos do jogo funcionam exatamente da mesma maneira no começo e no fim, então só o miolo da história muda
  • Por ser parado e escuro demais, o jogo pode dar um pouco de sono

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