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Need For Speed: Rivals – Review

Quem ouviu o podcast que saiu ontem viu que eu, ao contrário de todos os outros, não falei de Skyrim, e sim de NFS: Rivals. Bom, como eu gostei tanto do jogo eu resolvi fazer um review dele, mesmo que ele tenha sido lançado no ano passado. Ah, se você não ouviu ainda, ouça.

Lançado como título de lançamento do PS4 e do Xbox One, o jogo também apareceu no PC e nos consoles da geração passada. Ele foi desenvolvido pela Ghost Games com a ajuda da Criterion, e oferece um mundo aberto para os jogadores correrem livremente, fugir da polícia e participar nos eventos espalhados pelo mapa. Como o nome diz, os corredores e policiais são rivais no jogo, e nós podemos jogar em qualquer um dos papéis e trocar entre eles quando der vontade.

Mirando a capacidade da nova geração de consoles, Rivals oferece um mapa bem grande e populado por policiais e corredores controlados pelo computador e por outros jogadores. Ao correr pelas estradas é comum passar por algum outro jogador, que provavelmente estará tocando o terror e sendo perseguido por vários policiais. Como corredor, é possível desafiar outro piloto a qualquer momento para um duelo instantâneo. Como policial, os jogadores podem iniciar uma perseguição apenas por ativar as sirenes.

A mecânica de corrida aqui é, obviamente, mais puxada para o lado arcade. Assim, não espere um realismo do calibre de Gran Turismo ou Forza. Fazer uma curva em alta velocidade, grudado no guard rail é comum e algo que só poderia acontecer num jogo desse estilo. E isso é muito divertido. Correr em Rivals é muito bom e dá uma sensação de velocidade muito boa, tanto com os carros iniciais como com os mais rápidos. Após algum tempo de prática é o jogador pega a manha de fazer as curvas voando e o jogo fica sensacional.

Graficamente, Rivals fica muito bonito no PS4. Os carros são muito detalhados e reagem bem com o que acontece ao seu redor, como as mudanças do clima e do tempo. Sem reclamações em relação ao detalhamento e qualidade da recriação dos carros.Porém, dirigir durante a noite no jogo é bem complicado, já que a visão fica meio prejudicada. Parece que os faróis dos carros não iluminam tanto quanto deveriam.

Os carros podem ser melhorados com os pontos ganhos em cada sessão. Ser pego pela polícia ou destruir o carro faz com que você perca todos os pontos acumulados na sessão. Porém, o multiplicador aumenta quando a polícia aumenta o nível de procura por você, então às vezes o jogador tem que escolher: continuar correndo e ganhar ainda mais pontos ou ir para o esconderijo e garantir aqueles que já tem. Quando o heat level do jogador fica muito alto, porém, a polícia vira uma máquina de destruição e é bem complicado de sobreviver.

A trilha sonora, infelizmente, não tinha nada de especial. Que pena que eles não seguiram o estilo da trilha de Burnout Paradise, com músicas mais variadas. Assim, a Ghost utilizou aquelas músicas eletrônicas que são sempre usadas nesses jogos de corrida. Qualquer um que tenha jogado Forza vai achar que já ouviu essas músicas em algum lugar. Por isso, eu preferia ouvir um Metallica ou Red Hot no fone de ouvido enquanto corria, deixando só o som do motor.

A história do jogo é até que interessante e funciona bem para dar andamento ao progresso do jogo. O jogador deve escolher entre três listas de “desafios” que devem ser completados, como terminar “X” corridas ou perseguições em primeiro, fazer um número determinado de pontos em uma única sessão e assim por diante. Quando a lista é completada, o jogador deve voltar para a estação policial ou ao esconderijo para escolher uma nova lista. Ao completar um certo número dessas listas, uma nova cutscene da história é mostrada, que normalmente é uma narração com algumas imagens. Não é nada inovador e merecedor de Oscar, mas cumpre seu propósito.

Os eventos estão espalhados pelo mapa e basta chegar no local e apertar um botão para iniciar o desafio. A variedade de eventos é bem boa, com corridas, desafios de tempo, perseguições policiais e coisas assim. Existem eventos fáceis, médios e difíceis, o que dá uma boa variada no jogo e não deixa ele ficar repetitivo e monótono. O destaque fica para a missão final, que é simplesmente sensacional. É bem difícil, mas é muito boa. Postos de gasolina estão espalhados pelo mapa e servem para consertar o carro, encher o medidor do nitro e encher os pursuit techs, itens que podem ser usados durante as corridas e perseguições, tanto para se defender como para atacar os outros.

Resumo para os preguiçosos

Need for Speed: Rivals é um jogo de corrida muito divertido, que conseguiu dar prosseguimento ao processo de revitalização da série que começou com Hot Pursuit em 2010. O jogo tem um controle impecável, o que torna dirigir por Redview County muito divertido. A opção de jogar como corredor ou policial dá uma variedade boa ao jogo. Com gráficos ótimos e controles responsivos, Rivals é uma ótima pedida para fãs de jogos de corrida arcade.

Nota final

85
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Controle e mecânicas de direção
  • Gráficos
  • Variedade de eventos e corridas

Contras

  • Trilha sonora padrão
  • Polícia vira simplesmente implacável em alguns momentos

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