My Hero Academia: All’s Justice é o mais novo capítulo da série de anime e mangá de Kohei Horikoshi. Com o objetivo de adaptar o arco final da história, ou seja, a grande batalha contra All for One, Shigaraki Tomura e seus capangas, o jogo promete trazer o maior elenco já registrado na série e ser o título definitivo da franquia até aqui, mas será que ele consegue?
Em My Hero Academia: All’s Justice, você começa controlando Deku numa cidade, onde pode decidir jogar o Modo História, reviver lutas chave de arcos passados que não são cobertos neste jogo, personalizar seu personagem e algumas outras atividades menores.

Uma coisa que eu gostei nesse modo foi que além de controlar os mocinhos, você também tem que controlar Tomura em alguns combates com toda a apelação que ele tem nessas lutas, moendo os heróis de porrada enquanto eles tentam segurá-lo por tempo o suficiente até Deku chegar no combate, já que o contrário seria bem difícil de fazer, com ele tirando quase metade da vida dos heróis com um golpe bem acertado.
No geral, a campanha do jogo é divertida e as cutscenes que tocam entre uma luta e outra para mostrar os desenvolvimentos, conversas e transições de cena ficaram bem legais também. Eu havia abandonado o anime de My Hero Academia uns 2 arcos antes do arco final e deu para conectar os pontos que faltavam entre o que eu havia assistido e o que o jogo apresentava numa boa. Eu ainda não assisti ao arco final, mas imagino que com o que eu acompanhei no jogo, dê para ter uma boa ideia do que vai acontecer aqui.
A única coisa que eu realmente não gostei do modo campanha, entretanto, foi a batalha final de My Hero Academia: All’s Justice. Ela é simplesmente muito apelona e mal pensada. Sabe aquilo que eu falei do vilão derreter os inimigos com poucos golpes? É exatamente o que acontece aqui: temos uma sequência de 7 ou 8 combates onde você não pode perder nenhum deles, e caso perca, você tem que começar tudo de novo.
Eu levei umas 5 horas para completar a campanha do jogo, sendo que a batalha final provavelmente me fez gastar uma hora e meia tendo que aprender a jogar com personagens que eu nunca havia jogado antes para enfrentar logo o chefe final do jogo, que me derretia na porrada com golpes que cobriam quase todo o cenário de batalha. Certamente foi uma experiência, e o que eu senti no final foi alívio.
O combate de My Hero Academia: All’s Justice é certamente um dos melhores combates de jogos de anime que eu já joguei. Dá pra ver que os personagens são bem diferentes entre si, posuem suas técnicas características do anime e habilidades mais ou menos criadas para o jogo, além da ação ser realmente rápida e não parecer apenas os mesmos jogos de anime da geração do PS2 com gráficos muito mais bonitos.
Vale ressaltar aqui, entretanto, que uma coisa ficou ruim no combate do jogo: os cenários. Tem cenários em que alguns personagens ficam em completa desvantagem contra outros, como o cenário da cratera em que enfrentamos All for One ou a cidade destruída, onde você começa em cima de um prédio e pode ir lutar no meio da rua. Parece que eles pensaram primeiro em fazer cenários parecidos com os do anime e esqueceram de balanceá-los para que os personagens que estão lá naquele momento da história possam lutar corretamente.
Graficamente, My Hero Academia: All’s Justice é um dos jogos de anime mais bonitos que eu já joguei, com muitos efeitos visuais acontecendo e nenhum tipo de slowdown mesmo com tudo acontecendo na tela ao mesmo tempo.
A trilha sonora do jogo também é bonita, e a dublagem em japonês ficou bem legal, mas como de costume, a dublagem em inglês deixa bastante a desejar (troque ela o quanto antes, ela é a dublagem padrão do jogo). Por fim, o jogo não conta com legendas em português, o que é uma pena e bem estranho, já que os jogos da Bandai Namco não costumam nos deixar para trás, mas foi esse o caso aqui.
Mas e aí, My Hero Academia: All’s Justice vale a pena?
My Hero Academia: All’s Justice é um jogo divertido de anime e adapta muito bem o arco final de “guerra” do anime e do mangá. O jogo conta com algumas batalhas completamente apelonas como costuma acontecer nos jogos do gênero e a batalha final quase me enlouqueceu, mas imagino que quem é fã da franquia e de jogos do tipo vai adorar o jogo, mas esse é o clássico jogo que só agrada mesmo quem é fã da série.
Review elaborada com uma cópia do jogo para PS5 fornecida pela publisher.
Resumo para Preguiçosos
My Hero Academia: All’s Justice adapta o arco final do anime e mangá de Kohei Horikoshi, colocando o jogador no centro da grande batalha contra All for One e Shigaraki Tomura, com o maior elenco da franquia até agora. O jogo oferece um hub inicial com acesso ao Modo História, lutas de arcos passados, personalização e atividades secundárias, sendo a campanha o foco principal ao recontar os eventos finais por diferentes perspectivas, incluindo heróis como Deku, Bakugo e Uraraka, além de permitir controlar vilões como Tomura em combates extremamente desequilibrados a favor dele. A narrativa é bem apresentada, com cutscenes eficientes para conectar os acontecimentos, permitindo até mesmo que quem não acompanhou o arco final no anime entenda o desenrolar da história, apesar de a batalha final ser considerada excessivamente punitiva, com uma longa sequência de lutas sem margem para erro.
O sistema de combate se destaca como um dos melhores entre jogos de anime, com personagens bem diferenciados, habilidades fiéis à obra original e ritmo rápido, evitando a sensação de jogos antigos apenas com visual atualizado. Por outro lado, os cenários prejudicam o balanceamento das lutas, colocando certos personagens em desvantagem dependendo do ambiente, algo que parece priorizar fidelidade visual ao anime em vez de jogabilidade. Graficamente, o jogo impressiona com muitos efeitos na tela sem quedas de desempenho, trilha sonora consistente e boa dublagem japonesa, enquanto a dublagem em inglês e a ausência de legendas em português são pontos negativos. No geral, o título entrega uma adaptação sólida e divertida do arco final, com excessos típicos do gênero, sendo uma experiência voltada principalmente para fãs da franquia.
Prós
- Combate divertido
- Belos gráficos
Contras
- Batalha contra o chefe final mal feita
- Péssima dublagem em inglês
- Sem legendas em português







