Reviews

Marvel’s Guardians of the Galaxy – Review

Os Marvel’s Guardians of the Galaxy são um dos grupos de herói que mais se popularizaram na década passada graças ao Universo Cinematográfico da Marvel, e era de se esperar que eles ganhassem um jogo que fizesse jus a esta equipe, mas será que o jogo da Eidos Montreal é este título?

Em Marvel’s Guardians of the Galaxy, você controla o grupo que dá nome ao jogo numa aventura que começa com uma situação bem característica a eles: ao invadirem uma zona que havia sido restrita pela Tropa Nova, eles acabaram capturados e agora devem pagar uma multa para a qual eles não têm dinheiro. Agora, eles devem se virar para juntar essa grana e, no meio tempo, salvar a galáxia de uma nova ameaça.

Para isso, você vai controlar Peter Quill, o Senhor das Estrelas, durante a aventura toda. Os outros Guardiões são controlados por você apenas nos combates, em forma de ordens, algo que acabou sendo uma ótima escolha, já que o gameplay é adaptado para as habilidades do personagem, ao invés de acabar virando algo genérico que todo mundo tem que conseguir fazer, como no jogo dos Vingadores.

O jogo se divide basicamente em três momentos. O primeiro dele é os de interação entre os Guardiões, seja na Milano, seja durante as missões. Aqui, você escolhe respostas que podem apaziguar o grupo, que constantemente está brigando, ou colocar mais lenha na fogueira. Dependendo do que você disser ou fizer, algumas opções se abrem durante a história. Dependendo dos itens que você encontra durante as missões, novas conversas abrem dentro da Milano também, mas nada que realmente mude a trajetória a qual o jogo se propõe. Aqui, temos um gameplay que lembra bastante as interações de Mass Effect.

A segunda parte é a de exploração das missões. Entre uma luta e outra, você vai controlar Peter usando as habilidades dele para encontrar Componentes (que servem para melhorar as habilidades do Senhor das Estrelas), resolver puzzles que lembram os minigames de hackear de Watch Dogs, e momentos em que você deve usar a habilidade específica de algum dos outros Guardiões, como as vinhas de Groot, a habilidade com eletrônicos de Rocky, a força de Drax e a agilidade de Gamora.

Conforme você avança no jogo, Peter vai desbloqueando novas habilidades para ele que ajudam a resolver alguns destes puzzles, mas no geral o que você vê até o capítulo 3 é o que você verá durante os 16 capítulos Marvel’s Guardians of the Galaxy.

O combate do jogo é bastante caótico. Como em boa parte do tempo os 5 guardiões estarão lutando ao mesmo tempo, você terá pouco controle do que está acontecendo no combate. Você controla apenas o Senhor das Estrelas, correndo, esquivando-se, atirando e usando ataques físicos nos inimigos. Além disso, você também tem as técnicas dele (que vão sendo liberadas conforme você sobe de nível e então investe os pontos em novas técnicas tanto dele quanto dos outros Guardiões) que são acessadas através de uma combinação de botões.

Os outros Guardiões são controlados pela inteligência artificial do jogo, e você não pode dar comandos de ataque ou para que eles fujam, por exemplo, mas você pode, e deve, usar comandos para que eles usem as habilidades específicas deles contra os inimigos. Cada guardião é especialista em algum tipo de habilidade. Groot foi feito para paralisar os adversários e deixá-los sem defesas. Rocket é especialista em causar dano em vários inimigos ao mesmo tempo. Drax é especialista em atordoamento (pois certos inimigos precisam ser atordoados antes de começarem a perder energia) e Gamora é especialista em causar uma grande quantidade de dano de uma vez só.

No geral, o combate de Marvel’s Guardians of the Galaxy é bem fácil, basta que você saiba qual inimigo é fraco contra qual habilidade dos seus colegas de time. Há alguns momentos em que os inimigos saem completamente do normal e te matam com dois golpes, caso você não seja esperto, mas no geral as surpresas são poucas, e os chefes apresentam algumas dinâmicas bem divertidas de combate, por mais simples que ele seja.

Ao todo, Marvel’s Guardians of the Galaxy conta com 16 capítulos e cerca de 18 a 20 horas para ser concluído, o que é uma boa duração para um jogo solo (lembrando que jogo é tipo parente, por melhor que seja, tem uma hora que cansa). Além da história e do combate, você ainda tem colecionáveis e trajes especiais para procurar pelos cenários, o que adiciona um pouco de replay ao jogo, mas nada que faça ele se alongar muito mais do que a campanha principal.

Graficamente, Marvel’s Guardians of the Galaxy é um belíssimo jogo, e no Xbox Series X ele rodou como o esperado, sem quedas de framerate e entregando toda a beleza que os donos do console estão acostumados. A trilha sonora do jogo é sensacional, embalada pelas melhores músicas do Rock Farofa dos anos 80, e com uma dublagem excelente. Aqui, vale a pena saudar a dublagem em português do jogo, que também está muito boa.

Mas e aí, Marvel’s Guardians of the Galaxy vale a pena?

Marvel’s Guardians of the Galaxy é um ótimo jogo de heróis que faz justiça ao grupo. O game conta com cerca de 20 horas de duração, um combate divertido, uma boa história e belos gráficos e dublagem. Se você é fã do grupo, ou de jogos de heróis em geral, você certamente vai sair satisfeito desta experiência.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Xbox Series X fornecida pela Square Enix.

Resumo para os preguiçosos

Guardiões da Galáxia é um ótimo jogo de heróis que faz justiça ao grupo. O game conta com cerca de 20 horas de duração, um combate divertido, uma boa história e belos gráficos e dublagem. Se você é fã do grupo, ou de jogos de heróis em geral, você certamente vai sair satisfeito desta esperiência.

Nota final

85
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Bastante divertido
  • Personagens carismáticos
  • Combate satisfatório
  • Boa duração de campanha

Contras

  • Em alguns momentos pontuais o combate do jogo é completamente injusto

Este website utiliza cookies. Para mais informações, consulte nossa política de privacidade.

Leia nossa política de privacidade