Marvel Tokon: Fighting Souls – Análise – Vale a Pena – Review

Marvel Tokon: Fighting Souls é o resultado de uma parceria entre o PlayStation, a Marvel e a Arc System Works, mesma criadora dos excelentes BlazBlue, Guilty Gear e mais recentemente Dragon Ball FighterZ, um dos jogos licenciados mais interessantes da década passada. Trazendo esse estilo de combate e os personagens mais famosos do planeta, será que esse novo jogo de luta tem o que é necessário para se destacar?

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Em Marvel Tokon: Fighting Souls, você controla grupos de quatro heróis ou vilões e enfrenta seu adversário com grupos do mesmo tamanho, podendo alternar livremente entre os peresonagens, mas com apenas uma barra de vida compartilhada entre todos. Durante o combate, é bem comum as coisas ficarem super caóticas com todo mundo aparecendo na tela ao mesmo tempo, com explosões, raios laser, efeitos visuais e assim por diante, e essas trocas são um dos principais componentes das partidas.

No começo dos combates, você pode usar apenas o seu personagem principal e um personagem de assistência, e conforme o combate vai progredindo, e você vai “quebrando paredes”, ou seja, arremessando seu adversário em outros cantos do cenário, você vai desbloqueando novos personagens do seu quarteto para te ajudar nesse combate, assim como quando isso acontece com você, seu adversário também vai desbloqueando esses personagens. Dependendo de qual posição você escolhe os seus personagens, eles podem assumir um tipo de ataque, como para frente, para trás ou para baixo na hora de prestar a assistência, e isso pode mudar completamente a sua composição de times e o rumo das batalhas caso você ative a assistência errada ou não tenha um bom contragolpe contra o adversário que você está enfrentando, por exemplo.

O sistema de combate e a jogabilidade de Tokon me lembram bastante o que a Arc System Works apresentou em Dragon Ball FighterZ, ou seja, um combate ágil onde você encaixa combos com uma certa facilidade e que logo depois disso pode combar com especiais caso você tenha as barras de poder necessárias para isso. Qualquer jogador mediano pode se sentir bastante habilidoso num sistema desses, e há inclusive um botão de habilidade rápida para facilitar a sua vida, que pode ser combinado com algum botão direcional para você usar a habilidade desejada do seu personagem sem precisar aprender o comando verdadeiro.

Marvel Tokon: Fighting Souls - Análise - Vale a Pena - Review

Com isso, o que temos aqui é um sistema bem simples de aprender, mas que é muito complexo, já que saber os combos corretos, a hora de chamar uma assistência para prolongar seu combo, administrar a sua barra de especial, de assistências e assim por diante é algo que você certamente vai levar horas e horas até conseguir dominar e algo que eu tenho plena noção de que é complexo demais pra mim, mesmo gostando de jogos de luta (lembrete amigo de que gostar não necessariamente significa ser bom).

Para ajudar você a melhorar, o jogo tem suporte a um modo de treinamento bem completo, com práticas de combos, supers e assim por diante, além de acessos rápidos ao modo treino nas partidas online tanto casuais quanto ranqueadas, o que vai ajudar quem quer entrar nesse mundo de jogos de luta a estar com as garras afiadas a todo instante.

Marvel Tokon: Fighting Souls - Análise - Vale a Pena - Review

No modo história, temos uma mini campanha para cada um dos times do jogo, mas todas com o mesmo enredo. Num belo dia, o Planeta Terra passa a ser ameaçado pelo Camepão, um ser que viaja pelas galáxias desafiando adversários com uma simples regra: se ele vencer, o planeta será obliterado do universo junto com todas as pessoas que estão lá, caso ele perca, o planeta em questão é poupado. Nisso, cada time tem seus conflitos internos juntamente com a etapa de formação e o enfrentamento a outros times, para então você desafiar o Camepão em questão.

Esse personagem é apelação pura, ainda mais na fase 2 e na fase 3, e conforme você vai ganhando os episódios dos grupos diferentes, a máquina vai subindo a dificuldade dos confrontos antes dele e contra ele também, então você provavelmente vai ver seus personagens voando pela tela como uma bola de ping pong enquanto metade da sua vida desaparece em apenas um combo ao enfrentá-lo. Terminado o modo história pela primeira vez, você desbloqueia o Campeão para controlar em seus combates, mas ele não pode trazer um time junto com ele, já que ele tem um esquema de combate todo diferente dos outros personagens.

Marvel Tokon: Fighting Souls - Análise - Vale a Pena - Review

Aqui no modo Episódios, a única coisa que eu não gostei muito foi a batalha contra A Promotora, que é a ajudante do Campeão, que você tem que enfrentar mais ou menos no primeiro terço do Episódio em questão, já que é uma luta sem graça que serve só pra te ensinar a mesma sequência de golpes em todos os episódios, mas a experiência final é bem legal, muito colorida e funciona muito bem como uma história em quadrinhos da Marvel no fim das contas.

Graficamente, Marvel Tokon é um belíssimo jogo com um desempenho muito bom no PlayStation 5, console onde eu testei o game. Sim, eu sei, no PC o jogo está enfrentando toda sorte de problemas que a Arc System Works e a Sony estão trabalhando para resolver, e se você chega a enfrentar alguém do PC no online, mesmo estando no PlayStation, você também passa por esses problemas, mas como a minha experiência foi muito mais no console e na minha casa do que no modo online, esse problema apareceu pouco pra mim.

Para completar, a trilha sonora do jogo é muito boa e o jogo veio dublado em português, mas com aquela dublagem bizarra onde os personagens falam os nomes todos em inglês, o que não faz o menor sentido. Fica tão estranho que seria melhor simplesmente dizer que não tem dublagem, sabe?

Mas e aí, Marvel Tokon: Fighting Souls vale a pena?

Marvel Tokon: Fighting Souls - Análise - Vale a Pena - Review

Marvel Tokon: Fighting Souls é um jogo de luta extremamente técnico, frenético e amistoso para os novatos, com uma boa quantidade e variedade de personagens e modos para o desenvolvimento dos jogadores e com ótimos incentivos para você jogar online. Se você é fã do trabalho da Arc System Works ou procura um novo jogo de luta para chamar de seu, esse é uma ótima aposta.

Review elaborado com uma cópia do jogo para PS5 fornecida pela publisher.

Resumo para Preguiçosos

Marvel Tokon: Fighting Souls é um jogo de luta desenvolvido pela Arc System Works em parceria com PlayStation e Marvel, com combates em equipes de quatro personagens e uma única barra de vida compartilhada. O sistema permite alternar entre os lutadores e utilizar assistências, enquanto as batalhas evoluem conforme paredes são quebradas e novos integrantes da equipe são liberados. A jogabilidade é acessível para iniciantes, mas apresenta bastante profundidade na combinação de golpes, gerenciamento de barras e uso estratégico das assistências, além de contar com um modo de treinamento completo e recursos para praticar durante partidas online.

O modo história traz campanhas para cada equipe, todas conectadas pelo confronto contra o Campeão, uma ameaça que destrói planetas caso vença seus desafios. A campanha é colorida e funciona bem como uma história em quadrinhos da Marvel, embora algumas batalhas sejam pouco interessantes. No PS5, o jogo apresenta bons gráficos, desempenho sólido, trilha sonora competente e dublagem em português, apesar do uso dos nomes dos personagens em inglês. No geral, Marvel Tokon: Fighting Souls combina acessibilidade e profundidade e se apresenta como uma opção para fãs da Arc System Works e jogadores que procuram um novo jogo de luta.

Prós

  • Muito divertido e fácil de aprender
  • Belíssimos gráficos
  • Bom modo história

Contras

  • Problemas no online entre PC e PlayStation
  • Dublagem bizarra em português
Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.