Mario Tennis Fever é o capítulo de Switch 2 da franquia de tênis do encanador bigodudo mais famoso do mundo dos games, mas como será que esse jogo se sai? É o que vamos descobrir na análise de hoje.
Em Mario Tennis Fever, você tem diversos modos de jogo para ir para a quadra contra os seus adversários, como campeonato, partida rápida, partida contra os amigos, modo de mistura de regras e também um modo história, onde vamos começar nossa análise.

Após encontrarem o tal fruto, Mario, Luigi, Wario e Waluigi acabam sendo amaldiçoados por criaturas estranhas e voltam a ser bebês, e agora devem aprender a jogar tênis, afinal estamos num jogo de tênis, para voltar à ilha, derrotar os seres do mal e recuperar seu tamanho de antigamente.
Para isso, você entra numa academia de tênis, que é onde você vai aprender o básico das técnicas em Mario Tennis Fever. O treinamento em si é uma etapa interessante do jogo, onde você primeiro joga alguns minigames para fortalecer os status dos personagens, depois aprende alguma técnica nova com a raquete, pratica ela até a perfeição, enfrenta um instrutor para ver se você consegue aplicá-la na prática e repete o processo, às vezes tendo um exame teórico no meio para ver se você sabe tudo sobre tênis também.
Essa etapa inicial do modo é legal de se jogar, e uma das melhores formas de entender as nuances do jogo, já que ele te pega pela mão e vai aumentando o grau de complexidade aos poucos, e eu recomendo todo mundo jogar essa primeira parte dele para saber o que fazer dentro do jogo.
O problema é o que acontece logo depois que você sai da academia. Eu não sei se a ideia foi fazer o modo durar mais tempo o que, mas Mario Tennis Fever transforma o que deveria ser uma campanha de 1 hora e meia a duas em algo 2 a 3 vezes mais do que isso, e sinceramente fica muito ruim, pois o jogo tenta resolver tudo com partidas de tênis. Tem que apagar um incêndio? Alguém vai jogar bolas d’água em você e você tem que rebatê-las no fogo para apagar. Tem uma nave atirando mísseis em você? Basta rebatê-los nela com a sua raquete, e assim por diante.
O resultado final disso é que a campanha começa ok e vai do mediano ao ruim muito rapidamente, e mais de uma vez eu fiquei torcendo para que ela acabasse o quanto antes, o que aconteceu bem depois do que eu gostaria que tivesse acontecido. Mas enfim, esse modo pelo menos dá pra fingir que não existe na segunda metade e ir direto para as partidas, que são o que interessam mesmo, e elas são divertidas, mas também possuem os seus poréns.
A grande novidade de Mario Tennis Fever são as Fever Rackets, que são raquetes com poderes que servem para dar aquele sabor de “Mario Kart” às partidas de tênis. Dependendo da raquete que você usar, ela deixa algum efeito no campo que pode causar dano ao seu adversário, o que causa dois efeitos básicos: o primeiro é que você atrapalha o adversário de receber uma bola e pode pontuar nele, e o segundo é que, se a barra de energia dele vai a zero, ele é obrigado a sair da quadra e você ou faz um ponto, ou fica com a vantagem numa partida de 2 contra 2, já que tem apenas uma pessoa para receber as bolas por 10 segundos e você pode marcar uma porrada de pontos nela nesse momento.
O problema aqui é que, dependendo das escolhas que você faz nas raquetes, a partida fica completamente desigual, e você tem que suar, fazer tudo certo e ainda torcer pela sorte para conseguir vencer do adversário, e o que deveria ser uma partida divertida, acaba se tornando um exercício de frustração para um dos dois lados e tendem a fazer que, caso você convide amigos de fora para jogar, que não possuam o jogo, eles vão ter uma tremenda desvantagem em relação a quem está acostumado com o game, já que ele não é exatamente intuitivo como um Mario Kart, que onde você jogou um jogou todos e esses power ups são aleatórios, o que acaba fazendo toda a diferença e diminuindo a distância de habilidade entre quem tem uma noção de jogo e quem sabe jogar.
Ao todo, o jogo conta com 38 participantes, que é o maior elenco de Mario Tennis até aqui, e que vão sendo desbloqueandos conforme você joga novas partidas, modos de jogo e assim por diante, o jogo não começa com tudo liberado, e vai te incentivando a conseguir tudo o que ele tem a oferecer.
Além dos controles tradicionais, ainda é possível também usar o joycon do Switch 2 para simular as raqueadas que você dá em Mario Tennis Fever, mas eu sinceramente prefiro jogar da maneira normal.
Para completar, o jogo conta com belos gráficos dentro do que se propõe e uma performance super sólida. Mesmo quando o pau está torando na tela cheio de efeitos, o jogo roda liso aos 60 quadros por segundo. A trilha sonora do jogo é dentro do que se espera e o jogo conta com dublagem e menus em português, o que ajuda você a aprender a jogar e fazer os tutoriais sem parar na barreira do idioma.
Mas e aí, Mario Tennis Fever vale a pena?
Mario Tennis Fever tenta inovar ao adicionar poderes às raquetes, mas sinceramente o resultado pode mais atrapalhar do que ajudar, já que habilidades desbalanceadas quebram completamente as partidas e as transformam num exercício de frustração solo ou em grupo. Somando isso a um modo campanha que ajuda a ensinar a jogar o jogo, mas que logo vira uma história arrastada e sem graça, eu sinceramente só consigo indicar esse jogo a quem realmente é fã da franquia, o que eu imagino que não seja muita gente.
Review elaborado com uma cópia do jogo para Nintendo Switch 2 fornecido pela publisher.
Resumo para Preguiçosos
Mario Tennis Fever é o título da franquia lançado para o Switch 2 e apresenta múltiplos modos de jogo, incluindo partidas rápidas, campeonatos, modos multiplayer e um modo história que introduz as principais mecânicas. Na campanha, Mario e Luigi partem em busca de um fruto dourado para salvar a princesa Daisy, acabam amaldiçoados junto de Wario e Waluigi e precisam reaprender a jogar tênis para avançar, passando por uma academia que funciona como tutorial progressivo com minigames, treinamentos técnicos, desafios práticos e testes teóricos.
Fora do modo história, Mario Tennis Fever traz como principal novidade as Fever Rackets, raquetes com habilidades especiais que afetam diretamente as partidas, além de um elenco de 38 personagens desbloqueáveis. O jogo oferece controles tradicionais e opção de movimentos por Joy-Con, conta com gráficos sólidos, desempenho estável a 60 fps, trilha sonora padrão da série e suporte completo ao português, incluindo menus e dublagem, mantendo foco nas partidas competitivas como eixo central da experiência.
Prós
- Belos gráficos e boa performance
- Muitos personagens selecionáveis
Contras
- Modo história arrastado e sem graça
- Partidas podem descambar para o frustrante rapidamente








