Kingdom Hearts Collection [I~III] – Análise – Vale a Pena – Review

Quem acompanha a saga Kingdom Hearts sabe bem que ela não é nenhuma estranha a coletâneas e relançamentos. Desde a época do PlayStation 3, a Square Enix trabalha para manter a série acessível em sistemas recentes, reunindo vários de seus jogos em pacotes temáticos.

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O mais recente deles é o Collection [I~III], que chega no dia 8 de outubro para PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2. No PC, ele tecnicamente já está disponível há certo tempo, mas agora é chamado de Integrum Masterpiece por um bom motivo.

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Além de reunir todos os conteúdos já lançados para todos os jogos da série — incluindo aí DLCs —, a nova coletânea traz pela primeira vez versões nativas ao PlayStation 5 e ao Xbox Series X|S. No entanto, o maior destaque é que ela permite pela primeira vez jogar a saga completa em um sistema da Nintendo sem depender da nuvem. E foi justamente ela que tivemos a oportunidade de testar.

Kingdom Hearts Collection [I~III] é o pacote definitiva para conhecer a série

Kingdom Hearts Collection [I~III] – Análise – Vale a Pena – ReviewQuem adquirir a Kingdom Hearts Collection [I~III] vai garantir acesso imediato a 10 jogos que acompanham toda a saga do jovem Sora. Neles vemos como aquilo que começou como a união dos universos da Disney com Final Fantasy virou uma história complexa e cheia de personagens originais que se destacaram para muito além da proposta original.

O elemento em comum entre os títulos, que compartilham todos o mesmo centro narrativo, é que eles são RPGs de ação. E a coletânea permite acompanhar por conta própria como o gameplay criado pela Square Enix foi evoluindo e deixou de lado sessões de plataforma para se focar mais no combate — que fica mais divertido e complexo a cada título que passa.

Kingdom Hearts Collection [I~III] – Análise – Vale a Pena – Review

A exceção são os jogos Kingdom Hearts 358/2 Days, Re:coded (ambos exclusivos do Nintendo DS em suas versões originais) e χ Back Cover. Enquanto os dois primeiros são compilações de cenas de corte que deixam de lado o gameplay, este último foi convertido em um filme que conta a história dos Foretellers.

Para facilitar a compreensão da saga (que pode ser um pouco confusa), a desenvolvedora dividiu o pacote em três coletâneas distintas. A primeira delas reúne as origens da franquia, enquanto a segunda traz um ponto intermediário que prepara para os eventos do terceiro jogo numerado, que ganhou seu próprio launcher junto ao DLC Re Mind.

E como os jogos estão rodando no Nintendo Switch 2?

Kingdom Hearts Collection [I~III] – Análise – Vale a Pena – Review

Caso você já tenha jogado as coletâneas anteriores de Kingdom Hearts para PlayStation, Xbox ou PC, não vai ser nenhuma surpresa saber que a maioria dos títulos roda muito bem no Nintendo Switch 2. Inclusive, muitos deles poderiam até rodar na versão anterior do aparelho da Nintendo, dado o que a Square Enix entrega.

A maior parte do conteúdo disponibilizado pela empresa são ports dos trabalhos de remasterização que ela já havia feito há muito tempo. Ou seja, jogos como Birth by Sleep e os dois primeiros capítulos numerado da franquia não ganharam mais resolução ou trocaram as texturas que passaram por upscaling, mas já parecem antiquadas.

Até mesmo por isso, não surpreende o fato de que o Switch 2 lida com maestria com os primeiros games da série e não perde nenhuma qualidade para outras plataformas. Seja jogando no dock ou no modo portátil, as atualizações dos games mais antigos rodam muito bem e mantém os conteúdos completos de outras plataformas.

O real teste ao console é Kingdom Hearts 3 e Kingdom Hearts 0.2 Birth by Sleep, que são jogos mais recentes que estrearam na geração do PlayStation 5/Xbox One. E fico feliz em dizer que ambos também se adaptam muito bem ao sistema híbrido, embora seja possível notar alguns ajustes.

Em ambos os casos, a plataforma da Nintendo evidentemente trabalha com uma quantidade reduzida de detalhes de partículas. De forma semelhante, fica evidente o uso de técnicas de upscale que, se funcionam bem na jogatina portátil, fazem com que a resolução no modo dock evidentemente não seja tão alta quanto à fornecida por hardwares mais parrudos.

Kingdom Hearts Collection [I~III] – Análise – Vale a Pena – Review

Feitas essas observações, os dois títulos trazem um gameplay bastante fluido e divertido, sem apresentar nenhuma lentidão ou trava visível. E tudo isso preservando uma qualidade visual alta, sem que os ajustes feitos pela Square Enix cobrem um grande preço em qualidade de imagem. Mas isso não é exatamente uma surpresa, dado o bom trabalho que a empresa fez com Final Fantasy VII Remake e Rebirth para o console.

Mas e aí, Kingdom Hearts Collection [I~III] vale a pena?

Kingdom Hearts Collection [I~III] – Análise – Vale a Pena – Review

Levando em consideração os conteúdos disponíveis na Kingdom Hearts Collection [I~III], ela é sem dúvida a melhor forma de conhecer a série. E isso é especialmente verdade para os donos do Switch 2, que finalmente vão ter a chance de conferir a história completa de Sora de forma nativa a um sistema de Nintendo.

Já no que diz respeito a outros consoles, pode ser um pouco mais difícil afirmar isso. Caso Kingdom Hearts III não receba melhorias de desempenho notáveis no PlayStation 5 ou Xbox Series X|S, se torna um pouco mais difícil justificar o investimento na coletânea mais recente em vez dos pacotes lançados anteriormente para o PlayStation 4 e o Xbox One, que podem ser jogados na retrocompatibilidade.

O que está certo é que aqueles que jogarem Kingdom Hearts Collection [I~III] vão ter em mãos uma saga que sempre manteve a qualidade em alta, por mais que sua narrativa tenha seguido caminhos confusos. Pena que essa não foi a vez que a série recebeu sequer legendas em português, o que permitiria aumentar ainda mais seus fãs no Brasil.

Jogamos Kingdom Hearts Collection [I~III] no Nintendo Switch 2 com uma chave fornecida pela Square Enix.

Resumo para Preguiçosos

Kingdom Hearts Collection [I~III] é a coletânea definitiva da série e traz tudo que os fãs precisam saber para se preparar para seu quarto título numerado. O destaque é a versão para o Switch 2, que finalmente permite que os donos do console rodem os jogos de forma nativa e com um bom desempenho.

Prós

  • Todos os jogos da série em um único pacote
  • A saga completa enfim está disponível nativamente em um sistema da Nintendo
  • Todos os jogos rodam bem no Switch 2, incluindo Kingdom Hearts 3 e 0.2 Birth by Sleep

 

Contras

  • Faltaram as legendas para português
  • O valor da coletânea é salgado (mas ainda compensa mais do que comprar seus três pacotes integrantes em separado)
  • Os primeiros jogos da série não ganham melhorias adicionais de texturas ou resolução (o trabalho em geral é o mesmo feito na época do PS3)