Forza Horizon 6 – Análise – Vale a Pena – Review

Forza Horizon 6 retorna com a promessa de trazer seus eventos variados e alta velocidade ao Japão. Será que depois de 5 anos de férias, a franquia consegue trazer novidades ou é apenas um mais do mesmo em um cenário diferente?

Critical Hits
Receba as melhores ofertas em Games, Informática e Tecnologia no seu celular

YouTube video

PUBLICIDADE

Respondendo rapidamente à pergunta feita no parágrafo anterior: sim, Forza Horizon 6 é um mais do mesmo em um país diferente. O jogo segue exatamente a mesma estrutura já consagrada dentro da franquia, o que não é ruim, mas que também deixa aquela sensação de “poxa, eu sinto que eu já fiz isso anteriormente”.

Forza Horizon 6 - Análise - Vale a Pena - Review

No jogo, você está correndo para participar de diferentes eventos dentro do Japão e ir acumulando pontos para progredir no sistema de pulseiras. Cada pulseira é uma série de corridas e atividades diferentes onde você vai acumulando pontos até ser recompensado com alguma corrida especial, como correr contra um robô gigante ou algo do tipo, o que acaba sendo sempre um evento bem legal.

Falando nos eventos especiais: vale diferenciar que agora eles se dividem em dois tipos. Os Showcases clássicos, que são aquelas corridas contra algo fora do comum, e os novos Rush events, que funcionam mais como corridas de obstáculos em grande escala. Na prática os dois cumprem o mesmo papel de ser o momento especial ao fim de cada pulseira.

Outra coisa que eu gostei no jogo é o fato de que corremos bem mais corridas fechadas em autódromos e circuitos com voltas do que nos jogos anteriores da franquia, e não apenas trechos do mapa cortados para definir início, meio e fim.

O sistema de pulseiras começa super tranquilo, e te dá a impressão de que o jogo vai ser só um grande passeio turístico pelo Japão fantasiado de jogo de corrida, mas conforme você vança nos eventos e vai ganhando novas pulseiras, o grind para progredir na campanha vai ficando cada vez mais intenso até o passo que fica simplesmente absurdo no final. Aqui, a menos que a PlayGround faça ajustes, é seguro dizer que muita gente não vai ver o fim da “história” de Forza Horizon 6.

Para progredir na campanha, o jogo adicionou uma “inteligência artificial” chamada de Anna, que te diz quais são os melhores eventos para você fazer em seguida, e já marca eles automaticamente no mapa. Essa mudança é muito bem-vinda na hora em que você está focado em avançar ao invés de descobrir coisas no mapa.

No mais, Forza Horizon 6 é exatamente o mesmo jogo que jogamos em Forza Horizon 3, 4 e 5, inclusive com o mesmo sistema de progressão “casa de vó” onde tudo o que você faz é super recompensado. Nisso, inclusive, a quantidade de recompensas foi aumentado: agora, por exemplo, ganhar pontos de desbloqueio ficou ainda mais fácil, já que árvores se destroem e você basicamente só perde o combo de habilidades quando bate em outro carro frontalmente ou perde velocidade e bate em algum muro indestrutível.

Além disso, é extremamente fácil juntar dinheiro para conseguir novos carros, já que eles são relativamente baratos quando você precisa comprar um para algum dos eventos do jogo, e há opções ainda mais baratas de carros usados espalhados pelo mapa, que são gerados de forma aleatória e que servem para você expandir ainda mais a sua garagem.

A física do jogo continua sendo aquele meio-termo entre simulação e arcade que a franquia sempre teve. Eu joguei 100% do tempo no controle pois não tenho um volante, mas gostei da sensação, tanto no controle de Xbox quanto no do Rog Ally X, mas os motores de vibração deles poderiam ser melhor utilizados. Ou talvez seja simplesmente a falta de motores melhores no controle do Xbox mesmo.

Sobre o mapa do Japão, é importante ressaltar que ele realmente parece ter sido feito para carros de verdade, com postos de gasolina, estacionamento e coisas do tipo, ainda que certas liberdades criativsas tenham sido tomadas, obviamente.

Outro ponto novo são as ferramentas de criação de conteúdo. Agora dá pra construir pistas personalizadas, decorar garagens, organizar encontros de carros com amigos e fazer corridas de touge. Drag racing sem tela de loading também foi adicionado ao jogo. São adições que dão mais opções pra quem quer ir além da campanha principal e fazer o jogo se estender à centena de horas.

Por um lado, isso é bom, já que Forza Horizon sempre foi um dos melhores jogos de corrida do estilo dele, mas sinceramente falando? Exceto pelos eventos especiais ao fim de cada pulseira, parece mais que a gente só trocou de mapa e tá repetindo as mesmas atividades dos últimos 3 ou 4 jogos da franquia e por mais que Forza Horizon 6 seja um jogo bem divertido de corrida, a sensação que eu senti foi a de “é, eu já vi isso antes”, e que certamente vai ser compartilhada por quem já jogou outros jogos da franquia, ainda mais se jogou recentemente.

Graficamente, Forza Horizon 6 é um belo jogo e que funciona numa gama bem ampla de setups. Eu joguei boa parte do tempo no Rog Ally X e consegui 60 FPS com tudo no low e rodando o jogo a 1600×900 de forma estável. Já no meu PC, eu rodei tudo no alto com captura de vídeo e minha RTX 5070 deu conta do trabalho de jogar e capturar ao mesmo tempo sem nenhum tipo de soluço ou problemas.

A trilha sonora do jogo também é boa, composta por diversas músicas licenciadas que ajudam a gente a entrar naquele clima de “estou correndo no Japão”, e o jogo vem totalmente dublado em português para ninguém perder nenhuma instrução ou curiosidade sobre o terreno. Outra mudança importante é no som dos carros. Quem é fissurado nisso certmente vai notar como os carros soam melhor e são diferentes entre si, algo que a franquia não fazia tão bem assim anteriormente.

Mas e aí, Forza Horizon 6 vale a pena?

Forza Horizon 6 é um grande mais do mesmo da franquia. O mesmo em questão continua sendo excelente, mas exceto pelas corridas especiais ao fim de cada pulseira, a sensação que fica é que se você jogou os outros jogos da franquia, você já sabe exatamente o que vai encontrar aqui, e isso pode acabar fazendo os jogadores mais casuais largarem o jogo rapidamente.

Review elaborado com uma cópia do jogo para PC.

Confira nosso vídeo mais recente!

YouTube video

Resumo para Preguiçosos

Forza Horizon 6 é mais do mesmo da franquia, mas com o melhor mapa que a série já teve. O Japão parece feito para carros de verdade, com postos de gasolina, estacionamentos e detalhes que fazem o mundo parecer crível. Os eventos especiais continuam legais e agora se dividem em Showcases e Rush events. A física segue aquele meio-termo familiar entre simulação e arcade, e o som dos carros melhorou bastante. Tem também novas ferramentas de criação de conteúdo, como pistas personalizadas, touge racing e drag racing sem loading, que dão mais opções pra quem quer jogar além da campanha. Graficamente o jogo funciona bem em diferentes setups, rodando sem problemas no Rog Ally X com 60 FPS no low e também no PC com tudo no alto.

Mas o grande problema é que, exceto pelos eventos especiais ao fim de cada pulseira, é basicamente o mesmo jogo dos últimos 3 ou 4 títulos da franquia. A sensação que fica é “eu já vi isso antes”, e quem jogou os outros Forza Horizon vai saber exatamente o que esperar aqui. Por mais que seja um jogo bem divertido de corrida, isso pode fazer muitos jogadores casuais largarem rápido. Forza Horizon 6 continua sendo excelente no que faz, mas não traz inovação suficiente pra quem já conhece a fórmula.

Prós

  • Super divertido e competente
  • Bom mapa e corridas em circuitos
  • Belos gráficos e performance
  • Boa trilha sonora e efeitos sonoros

Contras

  • Um grande mais do mesmo
  • A progressão é super fácil até que se torna um grind gigantesco do nada
Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.