Menos de um ano após chegar ao PlayStation 5 e se provar uma sequência de peso, Death Stranding 2: On The Beach também já está disponível para PC. Além de permitir que mais pessoas tenham acesso à obra mais recente do diretor Hideo Kojima, a adaptação também permite que os visuais do título ganhem um nível adicional de qualidade.
No entanto, quem espera encontrar nessa versão um salto impressionante pode sair um pouco decepcionado. Não porque o título não tenha ganhado melhorias ou seja visualmente pouco atrativo, mas sim porque os upgrades foram sutis e provam que a Kojima Productions realmente conseguiu usar o potencial do console da Sony.
Death Stranding 2 chega muito bem adaptado ao PC

Assim como aconteceu com seu antecessor, Death Stranding 2: On the Beach chegou ao PC muito bem otimizado, e desempenhando bem mesmo em hardwares mais antigos. Usando uma combinação já um tanto desatualizada entre um Core i9 9900K/32 GB de RAM e uma RTX 3080, conseguimos rodar o jogo a mais de 60 quadros estáveis na resolução 1440p.
Nessas condições, o jogo foi configurado para rodar com todos os quesitos na qualidade alta e com o Ray Tracing ligado para seus reflexos. No entanto, ligar a oclusão de ambiente para Ray Tracing resultava em uma queda de desempenho perceptível, mesmo quando recursos como o DLSS eram ligados.

Nada absurdo, no entanto, mas a experiência tendia a ficar mais na casa dos 40-50 FPS do que nos 60, a não ser em cenas de ambientes internos. Dado o quanto o jogo fica bonito mesmo sem o recurso, abrir mão dele para obter um gameplay mais suave não foi uma escolha realmente difícil.
Em sua configuração de qualidade alta no PC, Death Stranding 2: On the Beach é somente suavamente superior ao que o Modo Qualidade do PS5 Base oferece. As diferenças são sutis, e a maioria delas só é perceptível diante de uma comparação direta entre as plataformas.
Na primeira cena, na qual estamos no alto de uma montanha, a nova versão consegue entregar cenários com uma resolução maior, e sem os pequenos artefatos presentes no jogo para consoles. Também é possível observar um uso um pouco melhor da profundidade de campo, que faz com que elementos em segundo plano fiquem mais “desfocados” e contribuem para a ambientação de cenas.
O Ray Tracing é a principal diferença

Na prática, a maior diferença encontrada na versão PC de Death Stranding 2 em relação ao que o PS5 oferece é a opção de usar reflexos e oclusão de ambiente por Ray Tracing. No entanto, as diferenças oferecidas pela tecnologia são sutis, surgindo nos detalhes de uma mesa, detalhes de um uniforme e, principalmente, na maneira como a luz atua.
Nos consoles, o game conta com uma iluminação pré-definida e cores um tanto saturadas, mas que funcionam muito bem. Já no PC, os visuais parecem mais suaves e, ao mesmo tempo que permitem enxergar mais detalhes de personagens, também trazem algumas consequências inesperadas.
Um exemplo disso acontece nas cenas iniciais, quando uma figura inesperada por Sam entra em sua casa. Enquanto no PS5 a figura está totalmente escondida pela escuridão, no PC (com o Ray Tracing ligado), conseguimos observá-la com facilidade, o que tira um pouco do “elemento surpresa” da narrativa.

No entanto, isso não significa que a versão PC “piora” ou “melhore” a narrativa de Death Stranding 2. O que acontece é que, ao usar uma tecnologia de iluminação diferente da original, o jogo fica um pouco diferente — mas de forma sutil e que não contradiz a direção de arte de Kojima e sua equipe.
Na prática, a grande maioria do público jamais vai perceber isso, a não ser que se dê ao esforço de fazer uma comparação lado a lado. E mesmo quem decidir jogar nos computadores, e não puder (ou quiser) usar o Ray Tracing ainda vai ter acesso a um título com cenas bem dirigido e com uma qualidade técnica de ponta.
Death Stranding 2: On the Beach no PC vale a pena?

Em sua nova versão, Death Stranding 2: On the Beach prova novamente os motivos pelos quais foi tão bem-recebido nos consoles. O título se adapta muito bem a diversos tipos de hardware, trazendo um número generoso de opções que permitem adaptá-lo até mesmo a máquinas mais antigas — e a ter um desempenho bom nela.
A principal diferença da nova versão são os recursos de Ray Tracing que, enquanto trazem uma iluminação mais natural, não revolucionam a experiência. Isso porque o sistema de iluminação pré-determinado do jogo já é excelente, e a Kojima Productions não deixou na mão da tecnologia sozinha a tarefa de dar uma cara atraente a seu título.
Caso você queria uma análise mais narrativa e mecânica do jogo, vale a pena conferir o texto do Valteci sobre a versão original — tudo o que está dito nele está valendo até hoje. Do ponto de vista meramente técnico, o jogo está aprovado e quem esperou alguns meses para jogar no PC pode ir sem medo. A única crítica é em relação a seu preço salgado e que vai além da mera conversão do dólar, algo que não faz nenhum sentido, especialmente dado que a PlayStation até então não tinha um histórico negativo nesse sentido.
Jogamos Death Stranding 2: On The Beach para PC com um código fornecido pela publiacadora.
Resumo para Preguiçosos
Meses após chegar ao PlayStation 5, Death Stranding 2: On the Beach ganha no PC ligeiros upgrades visuais e uma ótima adaptação. Oferecendo um bom desempenho mesmo em hardwares mais antigos, o título se destaca pelo Ray Tracing que, embora traga reflexos e iluminação mais naturais, não é obrigatório. Seu maior pecado é mesmo o preço de estreia, que não faz sentido diante da cotação atual do dólar.
Prós
- Diversas opções de configuração disponíveis
- Bem otimizado e depende bem mais da GPU do que da CPU
- Recursos de Ray Tracing dão uma iluminação mais natural
- Oferece upgrades visuais sutis em relação aos consoles
- Funciona bem tanto em controles quanto no mouse e teclado, com direito à possibilidade de alterar várias configurações
Contras
- Preço exagerado e que vai além da conversão para o dólar

