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Crackdown 3 – Review

A franquia Crackdown sempre foi uma das mais icônicas do Xbox 360, afinal de contas, ela entregava um produto que ainda estava recém nascendo na época em que ela foi ativa: um sandbox de ação onde você podia, e devia, explodir tudo o que você visse pela frente com um personagem super poderoso. Depois de um hiato de 9 anos e muitos atrasos, como será que Crackdown 3 se sai quase no final da geração seguinte?

Em Crackdown 3, praticamente tudo o que você encontrar vai ter aquela sensação de “já te vi em algum lugar antes”, seja para o bem, seja para o mal. O jogo se passa 10 anos após os eventos de Crackdown 2, quando um evento cataclísmico mundial acaba com a energia de todas as cidades, e uma corporação maligna assume diversos pontos do globo e domina a vida dos cidadãos.

Agora, cabe à Agência acabar com essa ameaça e restaurar o poder ao povo, mas esse plano meio que dá errado logo de cara, já que a nave com os agentes enviados à cidade de New Providence são totalmente obliterados sem nem conseguir chegar no local. Felizmente, a resistência local consegue recuperar um dos agentes, você, e se alia a essa resistência para acabar com a corporação maligna, chamada de Terra Nova.

Para isso, você tem que andar pelo mapa de New Providence e acabar com os mais variados objetivos espalhados pelo mapa, como estações de poluição, depósitos de veículos, cadeias de soldados da resistência e assim por diante.

Ao acabar com esses objetivos, você vai coletando inteligência sobre os mais variados tenentes da Terra Nova, até o momento em que eles ficam vulneráveis para um ataque frontal, e aí você enfrenta esse ou essa tenente em um combate onde ele é basicamente um soldado com mais vida do que os soldados que você está acostumado a enfrentar.

Repita isso um monte de vezes e você tem a campanha de Crackdown 3 descrita exatamente como ela funciona, ou seja, sem nenhuma missão de verdade, apenas destruição, tiros e muitas explosões. Por um lado, isso é bom, pois Crackdown 3 acaba sendo aquele tipo de jogo perfeito para desopilar, já que você não precisa pensar muito, apenas ligar o jogo, sentar o dedo e ver coisas explodindo na sua frente à exaustão.

Para enfrentar esses inimigos, o seu agente tem cinco tipos de habilidade: agilidade (que influencia como você se movimenta e pula) e é aumentada coletando orbes verdes espalhados pelo mapa, habilidade em tiro, que aumenta conforme você mata inimigos com armas que usam munição normal, habilidade explosiva, que aumenta conforme você mata inimigos com granadas, lança mísseis e afins, força que aumenta conforme você mata inimigos no socão e habilidades de motorista, que melhoram conforme você faz manobras radicais, atropela adversários, conclui corridas e pula por anéis de manobras espalhados pela cidade.

Além disso, você pode aumentar as cinco habilidades de uma vez só, com orbes azuis, que ficam escondidos pelo mapa e que você deve ficar de olho para encontrá-los por aí.

Isso é o suficiente para sustentar um jogo tido como um dos grandes exclusivos do Xbox One para 2019? Não. Sinceramente? Crackdown 3 é uma decepção nesse sentido, já que o jogo está em desenvolvimento pelo menos desde 2015 e no fim das contas, ele mais parece um jogo de começo de geração do Xbox 360 do que um produto que realmente vá convencer um novo consumidor a comprar um Xbox One.

Como jogo do Game Pass ele até é um produto interessante, já que você não paga nada a mais para tê-lo, mas como um exclusivo de peso ele realmente deixa bastante a desejar, afinal de contas, o mínimo que se espera de um sandbox de herói nos dias de hoje é uma campanha de verdade, e não apenas uma caça incessante a objetivos dentro do mapa.

Outro problema de Crackdown 3 é que o jogo é bem curto, pra falar a verdade. Com cerca de 15 horas, você consegue praticamente limpar o mapa todo e encontrar o chefe final do jogo, e assim concluir a campanha dele, que não é exatamente uma campanha, convenhamos.

No fim das contas, Crackdown 3 é um jogo sem nenhuma profundidade, com um gameplay que praticamente não varia nada do que é apresentado em sua primeira meia hora, por isso, vá avisado de antemão, o jogo diverte, mas está longe demais de ser um jogo que está à altura dos sandboxes da atualidade.

Além da “campanha”, ainda há o modo Wrecking Zone, que faz uso da tecnologia de nuvem que a Microsoft tentou emplacar lá no começo da geração do Xbox One, e que, curiosamente, não pode ser jogado com seus amigos, o matchmaking acaba escolhendo jogadores aleatoriamente para jogar com você. Vai entender o motivo disso, né?

Por falar em amigos, vale ressaltar que Crackdown 3 é um jogo que pode ser jogado em co-op, o que acaba sendo legal de se fazer, ainda que não adicione tanto assim ao jogo, mas acaba contando pontos por ser um dos poucos jogos de 2019 que realmente permitem que ele seja jogado de duas pessoas do começo ao fim.

E para completar, vale ressaltar que Terry Crews está no jogo apenas porque a Microsoft quis aproveitar o hype em cima dele naquela época em que ele fez campanha para ser o Doomfist em Overwatch, porque o personagem dele é apenas um avatar dentro do jogo, sem nenhum tipo de adição à história inexistente de Crackdown 3.

Graficamente, Crackdown 3 é um jogo que não chega a ter belos visuais, mas eles são competentes em entregar o que o jogo propõe. Além disso, o jogo não dá um engasgo sequer, mesmo quando você etá vendo explosões gigantescas na sua frente, o que é muito bom, já que a agilidade do seu Agente é fundamental para a sua sobrevivência dentro do game. A trilha sonora de Crackdown 3 é apenas regular, já que ela está ali apenas como figuração.

Mas e aí, Crackdown 3 vale a pena?

Crackdown 3 vai decepcionar quem espera encontrar um jogo moderno de sandbox com uma campanha completa e história. Na verdade, o que você encontra aqui é uma relíquia do passado: um mapa com atividades a serem concluídas, muitas explosões, itens para coletar aqui e ali, manobras de carro a se fazer e pouco além disso. O jogo acaba sendo o tipo de jogo perfeito para você desopilar e explodir algumas coisas na tela sem pensar muito, mas não espere nada mais além disso.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Xbox One X fornecida pela Microsoft do Brasil.

Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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