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Control – Review

A Remedy é uma das desenvolvedoras mais consistentes da história do mundo dos games pós-anos 2000. Mãe de lendas como Max Payne e Alan Wake, a companhia parte numa nova empreitada com Control, que promete ser o ápice da maturidade do estúdio Finlandês. Será que eles conseguem emplacar mais um hit?

Em Control, você controla Jesse Faden, uma jovem com poderes paranormais que começa o jogo indo até a Oldest House, local onde o FBC (Federal Bureau of Control, uma espécie de FBI para atividades paranormais) é situada, após receber uma mensagem telepática de Polaris, um ente paranormal que a acompanha desde pequena. Além de encontrar Polaris, Jesse também quer descobrir o que aconteceu com o irmão dela, que foi sequestrado pelo FBC 17 anos antes dos eventos do jogo.

No lugar, Jesse acaba sendo indicada como nova diretora do FBC, após descobrir que o antigo diretor havia cometido suicídio após ser influenciado pela Hiss, uma espécie de entidade paranormal que possui as pessoas e as transforma em monstros. Agora, Jesse deve ajudar os membros do FBC a libertar o lugar desta influência, encontrar Polaris e descobrir o que aconteceu com o irmão dela.

Complicado? Pois é, eu admito que tomei um verdadeiro nó da história de Control, e que mesmo depois do jogo eu precisei de um tempo para digeri-la, já que é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Conforme o jogo vai desenvolvendo e você vai avançando nele, esta história vai ficando um pouco mais fácil de ser compreendida, mas não se desespere se você se sentir completamente perdido. Basicamente, o que você tem que saber é que Jesse tem que salvar Polaris, descobrir o que aconteceu com o irmão dela e acabar com a Hiss, o que vier além disso é lucro.

Para cumprir suas missões, você conta com a Service Weapon, uma pistola que tem munição infinita (mas que leva um tempo para recarregar) e os poderes psíquicos de Jesse, que vão se desenvolvendo conforme você avança no jogo. No começo, você conta apenas com a habilidade de arremessar objetos nos inimigos, mas outras habilidades como um escudo, levitação e esquiva rápida vão sendo obtidas ao longo do jogo.

Além disso, você vai coletando materiais e uma espécie de dinheiro do jogo ao matar inimigos, e estes dois servem tanto para criar novas formas da Service Weapon, como também para criar modificações para ela e também para Jesse, que aumentam a quantidade de tiros, energia gasta, quantidade de pontos de vida e assim por diante.

O gameplay de Control se estrutura basicamente em cumprir as missões que você recebe de outros membros do FBC, a maioria delas envolvendo a contenção da contaminação da Hiss, e também as missões envolvendo o próprio objetivo de Jesse dentro do local, ou seja, descobrir o paradeiro do irmão e salvar Polaris. Para cumprir essas missões, você ou tem que matar inimigos e chefes, ou cumprir uma série de quebra-cabeças que geralmente envolvem usar os poderes psíquicos de Jesse ou alguns diagramas com hexágonos que devem ser resolvidos.

As missões de Control são cumpridas em diversos ambientes dentro da Oldest House, e em alguns momentos você provavelmente vai acabar se perdendo dentro dela, já que não há exatamente uma bússola na tela te dizendo exatamente onde você tem que ir. O jogo conta com um sistema de mapas que deve ser aberto apertando o direcional para cima, mas nem sempre é tão claro assim para onde você tem que ir. Em mais de uma vez eu fiquei preso sem saber exatamente o que fazer e perdi coisa de meia hora a uma hora até achar o caminho, mas é bom jogar um jogo que não te carrega pelo braço durante todo o momento.

A campanha de Control leva de 15 a 20 horas, talvez um pouco menos se você tiver pressa e não completar as missões secundárias, algo que eu recomendo, já que cumprir missões é a única forma de ganhar pontos de habilidade para aumentar os poderes de Jesse. Além das missões, você ainda conta com objetivos temporários aleatórios, que aparecem do nada, e também desafios, como matar X inimigos sem morrer, matar inimigos apenas com tiros na cabeça e assim por diante.

O combate do jogo realmente é bem divertido, e lembra bastante o combate de Quantum Break, mas com algumas novidades, graças aos poderes de Jesse. Inicialmente, o combate do jogo é meio lento, porque Jesse ainda não é poderosa o suficiente, mas do meio pro fim do jogo, quando a maioria dos poderes ficam desbloqueados, ele acaba melhorando imensamente e ficando realmente divertido.

Ainda assim, há alguns momentos em que parece que a Remedy exagerou na quantidade de inimigos na tela, e que acabam ficando meio frustrantes, já que tem certos inimigos (os que usam lança mísseis e os carinhas paranormais) que tiram quase metade da sua vida com um golpe só. Se você leva dois ou três golpes em sequência, é adeus. Em alguns destes momentos (e a missão 9 me vem à cabeça) você acaba morrendo e tem que começar tudo de novo, perdendo um bom tempo e progresso já obtidos anteriormente. Vale ressaltar entretanto que os momentos deste tipo são poucos, e que eles até prejudicam a experiência temporariamente, mas nada que manche a diversão geral do jogo.

Graficamente, Control é um verdadeiro espetáculo visual. A quantidade de partículas e fumaça na tela é gigantesca a todo momento, e é realmente gratificante jogar o jogo no Xbox One X. Mesmo com a tela cheia de inimigos e o pau comendo, o jogo não apresentou nenhum slowdown. Curiosamente, o que fazia o jogo ficar lento era pausar ou abrir o menu. Toda vez que você volta para o jogo, ele dá uma bela engasgada, e eu acabei morrendo uma ou duas vezes por causa disso, já que não conseguia me mexer direito depois de voltar do menu no meio do tiroteio.

A trilha sonora do Control é realmente muito legal, seja nas músicas de ambiente, seja na música de combate (que até me lembrou a trilha sonora da série de TV de Hannibal nesse momento). Vale ressaltar ainda que Control conta com dublagem em português e legendas em português, para quem preferir jogar com tudo no nosso idioma materno.

No fim das contas, Control vale a pena? Com certeza. Control é um belo jogo de aventura que certamente vai agradar os fãs de jogos anteriores da Remedy e também quem está procurando por um jogo não tão longo assim e com uma excelente história pela frente. Ainda que tenha muitas qualidades, o jogo conta com alguns momentos de jogabilidade bem desbalanceada e algumas áreas que você talvez fique batendo cabeça até encontrar, como aconteceu comigo.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Xbox One X fornecida pela publisher.

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Resumo para os preguiçosos

Control é um belo jogo de aventura que certamente vai agradar os fãs de jogos anteriores da Remedy e também quem está procurando por um jogo não tão longo assim e com uma excelente história pela frente. Ainda que tenha muitas qualidades, o jogo conta com alguns momentos de jogabilidade bem desbalanceada e algumas áreas que você talvez fique batendo cabeça até encontrar, como aconteceu comigo. Fora isso, na versão testada (Xbox One X), o jogo dava uns slowdowns bem chatos toda vez que eu pausava o jogo ou entrava no menu de opções.

Nota final

85
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • História densa e muito bem trabalhada
  • Ação na medida certa
  • Puzzles que não chegam a ser muito complicado e ajudam a quebrar a monotonia de só andar e atirar nos inimigos
  • Os poderes psíquicos de Jesse Faden são muito legais
  • Boa quantidade de missões extras para dar uma encorpada no jogo

Contras

  • Slowdowns bizarros em menus e quando você despausa o jogo
  • Em alguns momentos, a dificuldade dispara e o jogo fica meio injusto
Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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