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Children of Morta – Review

O gênero Roguelike/Roguelite é um dos meus gêneros preferidos há vários anos. Portanto, era natural que eu fosse me interessar em um jogo que possui uma proposta tão interessante quanto Children of Morta.

Em Children of Morta, jogamos com uma família de Guardiões que está tentando impedir que a Corrupção se espalhe pelo mundo ao mesmo tempo em que tenta descobrir a origem dela. Precisamos explorar cavernas, ruínas e cidades infectadas pela corrupção em busca de riquezas e respostas, mas assim como em todo Roguelike, perdemos nosso progresso ao morrer em uma destas Dungeons.

Mas é aí que surge um dos diferenciais de Children of Morta. Sempre que finalizamos uma run, seja morrendo ou vencendo o chefe da área, a história progride. Além de retornarmos com todo o ouro que coletamos, sempre acontece uma cena nova na mansão. Estas cenas variam desde novidades sobre a corrupção e o mal que ela está infligindo, à interações entre os membros da família, à chegada de novos personagens à mansão.

Por falar em personagens, está na hora de falaremos sobre outro ponto positivo de Children of Morta: Os Bergsons. Cada membro da família Bergson é diferente, tendo suas próprias opiniões sobre os acontecimentos à sua volta, e constantemente interagindo entre si quando não estamos explorando uma dungeon. Conforme completamos runs do jogo, novos membros da família chegam à mansão dos Bergson, ou completam seu treinamento e finalmente estão prontos para procurar respostas.

No total, existem seis personagens jogáveis, cada um com um estilo de jogo diferente. Estes personagens vão sendo desbloqueados conforme jogamos, e cada um possui uma arma diferente e uma árvore de habilidades única. Estas árvores contém habilidades ativas e passivas para cada Bergson, e algumas habilidades concedem bônus para todos os outros membros da família uma vez que são desbloqueadas.

Estas habilidades podem ser adquiridas após ganharmos experiência o suficiente para subir de nível com algum Bergson, o que não só aumenta ainda mais a rejogabilidade de Chldren of Morta, como nos incentiva a jogar com e melhorar vários personagens diferentes.

O dinheiro que coletamos nas runs pode ser utilizado na forja da mansão para melhorar os status dos Bergson, como o dano causado por eles, a chance de acerto crítico, a velocidade de movimento e etc. Além disso, também podemos investir o dinheiro no Livro de Rea, que desbloqueia bônus permanentes como um aumento na experiência e/ou ouro coletado, e novos itens encontrados nas dungeons, chamados Runas.

Ao explorar as dungeons do jogo, temos a chance de encontrar personagens em perigo ou precisando de ajuda. Ajudar estes NPCs sempre resulta em uma boa recompensa, e alguns destes NPCs podem até mesmo voltar para a mansão junto do Guardião. Existem dezenas de eventos diferentes espalhados pelos vários mapas do game.

Cada dungeon é separada em áreas diferentes, e cada área possui seus próprios inimigos, chefes e eventos. Finalizar uma área nos leva de volta para a mansão e desbloqueia a próxima área, e este é o principal loop de gameplay que vemos em Children of Morta.

Apesar da dificuldade do jogo permanecer a mesma por boa parte da nossa aventura, existe um determinado momento em que as coisas mudam abruptamente. Após chegarmos na terceira dungeon, a dificuldade do jogo aumenta de forma considerável, de uma forma que pega o jogador de surpresa.

A partir desta dungeon, começamos a levar muito mais dano e causar muito menos, o que praticamente obriga o jogador a grindar ouro por algumas horas e melhorar seus equipamentos até ser capaz de vencer os inimigos com uma certa facilidade novamente. Se o gameplay de Children of Morta não fosse tão fluido e viciante, esta parte seria muito mais irritante do que já é.

Mas além deste pequeno problema de Grinding, Children of Morta não apresenta mais nenhum outro problema, o que é incrivelmente raro hoje em dia. Durante minhas horas de gameplay, não encontrei nenhum bug ou nenhuma outra mecânica que me desagradasse. Os inimigos possuem padrões de ataque fáceis de decorar e os chefes são desafiadores porém justos ao mesmo tempo.

Outra coisa que me incomodou um pouco foi a frequência em que a trilha sonora toca, que é baixa demais. O jogo possui músicas incríveis, mas que tocam em tão poucos momentos que chega a ser um pouco triste.

No fim, Children of Morta é um jogo que apresenta um loop de gameplay altamente viciante e bem planejado. Com uma história interessante e um desfecho satisfatório, diversos personagens para se escolher e um estilo de arte muito bonito, o jogo com certeza agradará qualquer novato ao gênero Roguelike ao mesmo tempo em que fará veteranos ficarem presos no game por várias horas seguidas.

Review desenvolvido com uma chave cedida pela desenvolvedora.

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Resumo para os preguiçosos

Children of Morta é um Roguelite focado em uma família de guardiões tentando impedir que a corrupção se espalhe por toda a Terra. Cada personagem jogável tem habilidades e um estilo de jogo diferentes, que com certeza agradarão cada tipo de jogador. A Trilha sonora, apesar de muito boa, aparece em poucos momentos, o que deixa uma sensação de vazio em certos momentos de gameplay. Por fim, Children of Morta é um jogo com um enredo interessante e um loop de gameplay que pode entreter um jogador por horas ao mesmo tempo em que avança a história.

Nota final

80
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Gameplay intuitivo e fácil de aprender
  • 6 personagens distintos com estilos de jogo e habilidades únicas
  • Pode ser jogado inteiramente em Co-op

Contras

  • A trilha sonora é pouco presente
  • O jogo fica muito mais difícil após um determinado momento, obrigando o jogador a “grindar” por ouro por algumas horas
David Brito

O Blizzardboy que faltava para completar o time de colaboradores do Critcal Hits, David escreve sobre absolutamente tudo e ocasionalmente faz um review, se achar que o jogo vale a pena.

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