Em Absolute Batman #22, a origem de Harley Quinn ganha uma reviravolta pesada que muda completamente a forma como a personagem se encaixa nesse universo. O gibi revela que a mãe de Harley é a Dra. Arkham, responsável pela pesquisa do laboratório sinistro Ark M, o mesmo lugar onde Bruce Wayne sofreu meses de tortura.
A edição, escrita por Scott Snyder, mostra a história a partir do ponto de vista de Harley, enquanto ela relembra um episódio decisivo da infância para Bruce durante um jogo de gato e rato com os Absolute Robins. Nesse relato, a personagem conta que cresceu como filha de uma neurologista solteira que escondia um segredo perturbador. A descoberta acontece quando a jovem Harley encontra um elevador oculto no armário do quarto, que leva diretamente ao Ark M.
Ao explorar o local, ela passa por celas e encontra versões distorcidas de Tweedlee, Tweedleum e Calendar Man, até chegar à mãe, vestida com trajes cirúrgicos manchados de sangue. A imagem remete à visual clássica de Harley em Batman: The Animated Series, mas o que realmente pesa nessa revelação é o papel da Dra. Arkham dentro da estrutura de horror criada em Absolute Batman.
A história, porém, não para aí. Logo depois de sair do Ark M e voltar para casa, Harley dá de cara com Jack Grimm V, o Absolute Joker, e descobre que ele é seu pai biológico. A revelação a leva a fugir de casa e nunca mais olhar para trás. No presente da trama, ela ainda não aceita totalmente essa verdade, algo que Bruce também enfrenta ao longo da edição.
Absolute Batman #22 também entrega outra bomba importante: Thomas Wayne, pai de Bruce, pode estar vivo. A suspeita surge quando o herói vê a tumba vazia e recebe uma chamada de vídeo do Espantalho, que mostra um homem idoso, nu, magro e acorrentado, implorando para que o vilão deixe seu filho continuar acreditando que ele morreu anos atrás. Parte dos leitores, no entanto, especula que essa figura possa ser na verdade o Cara-de-Barro, usando sua habilidade de transformação para enganar Bruce.
Com arte de Werther Dell’Edera no lugar de Nick Dragotta, a edição reforça o tom mais cruel e psicológico que Absolute Batman vem adotando. É o tipo de capítulo que não apenas expande a mitologia dessa versão do universo DC, como também deixa claro que a série está disposta a levar seus personagens ao limite emocional para sustentar suas grandes viradas.

