Final Fantasy VII Revelation apresentou Cid e Vincent na BGS 2026

Depois de Final Fantasy VII Remake e Rebirth, a Square Enix prepara o capítulo final da trilogia, e eu tive a chance de jogar uma demo de Final Fantasy VII Revelation durante a BGS 2026. Foi minha primeira experiência prática com o jogo, e a pergunta que todo fã faz é: será que a Square vai conseguir fechar essa história à altura?

Critical Hits
Receba as melhores ofertas em Games, Informática e Tecnologia no seu celular

Antes de qualquer coisa, vale deixar claro que isto é um preview, e não uma análise. Joguei uma demo curta, em um evento, em condições bem diferentes das de uma campanha completa em casa. Ainda assim, deu para sentir bem a direção que o jogo está tomando, e o que eu vi me deixou muito empolgado.

A demo se passa logo depois dos acontecimentos de Final Fantasy VII Rebirth e cobre a jornada pela Great Glacier e o início da exploração na North Crater, um dos locais mais marcantes do jogo original. É um recorte muito interessante, porque mostra o grupo num momento mais sombrio da história, com o clima de reta final começando a pesar.

PUBLICIDADE

Vincent e Cid finalmente jogáveis em Final Fantasy VII Revelation

A grande novidade que eu pude testar foi a inclusão de Vincent e Cid como membros do grupo 100% controláveis. Eu joguei cerca de 10 minutos com cada um, e é muito legal ver dois personagens tão queridos pelos fãs entrando de vez na ação, cada um com sua identidade própria dentro do combate. Foi um tempo curto, mas suficiente para perceber que eles não são apenas “mais dois nomes” na lista de personagens.

O sistema de combate, de modo geral, é uma evolução direta do que vimos em Rebirth. Isso é ótimo, porque a base já era excelente: o jogo mantém a fluidez e a qualidade que os fãs esperam da série, com o equilíbrio entre ação em tempo real e comandos estratégicos que se tornou a marca dessa trilogia.

Outra mudança importante é a introdução de um sistema de classes. Cada personagem tem quatro opções diferentes, e elas alteram bastante tanto a jogabilidade quanto o visual. O exemplo que mais me chamou a atenção foi o do Barret, que aparece equipado com uma armadura de ferro bem robusta, remetendo a designs cibernéticos. É uma mudança que não é só estética: ela indica o nível de profundidade e de customização que o jogo pretende oferecer, e eu fiquei curioso para ver até onde isso vai na versão final.

A batalha contra Jenova Death

A parte final da demo foi a luta contra Jenova Death, justamente a que a gente enfrenta na North Crater, logo antes do Cloud entregar a Black Materia para o Sephiroth no jogo original. Foi um dos pontos altos da experiência: uma batalha intensa, em que você precisa destruir tentáculos enquanto se protege de ataques bem poderosos, exigindo atenção constante tanto ao posicionamento quanto ao uso das habilidades do grupo.

Mais do que a luta em si, o que me deixou animado foi o equilíbrio. A Square Enix parece ter acertado em cheio na dificuldade: o combate é desafiador, mas continua acessível, mesmo com as mudanças na ordem de alguns acontecimentos da história clássica. Para quem conhece o original, essas alterações podem gerar certa desconfiança, mas pelo que joguei elas estão sendo bem conduzidas.

A demo estava rodando em um PS5 Pro, e o resultado era impressionante, muito superior ao que vimos anteriormente no PlayStation 5 base, graças às melhorias do PSSR. Só que isso também me deixou com uma dúvida importante: como o jogo vai se comportar na versão final do PS5 padrão e, principalmente, no Nintendo Switch 2? É um ponto que eu quero acompanhar de perto, porque uma demo bonita no hardware mais potente não garante o mesmo resultado nas outras plataformas.

Uma boa notícia para os fãs brasileiros: o jogo vai contar com localização em português, e eu considero esse um dos pontos mais importantes de tudo o que vi no evento. Quanto à trilha sonora, infelizmente não consegui avaliar. Com o barulho da feira e sem fones de ouvido, não deu para prestar atenção na música, e esse é um ponto que fica para quando eu puder jogar com calma.

Mas e aí, o que esperar do jogo?

Final Fantasy VII Revelation é um dos meus maiores hypes para o próximo ano. O combate continua excelente, a adição de Vincent e Cid empolga, o sistema de classes promete muita liberdade e a luta contra Jenova Death mostrou que o jogo sabe dar espetáculo sem perder o desafio. Ainda faltam respostas, principalmente sobre o desempenho nas outras plataformas e sobre como a história vai lidar com as mudanças, mas por enquanto, tudo indica que a trilogia está caminhando para um final à altura.

Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.