A ausência do tema clássico da franquia The Legend of Zelda em Ocarina of Time sempre intrigou os fãs, mas uma entrevista esquecida por décadas revela que a escolha foi intencional. Koji Kondo, compositor responsável pela trilha sonora da série, explicou em 1999 que decidiu abandonar a icônica melodia para evitar repetição excessiva no vasto mundo 3D do jogo.
A revelação veio à tona por meio de uma tradução publicada no blog Good Blood, de Javed Sterritt, com base em uma entrevista da revista japonesa 64 Dream. Na ocasião, Kondo afirmou que queria mudar a abordagem musical por se tratar de um jogo completamente novo no Nintendo 64. Segundo ele, ouvir o mesmo tema o tempo todo em Hyrule Field poderia se tornar cansativo, então preferiu compor trilhas variadas que reagissem dinamicamente ao status do protagonista.
A decisão que moldou o tom da nova era de Zelda
A escolha musical influenciou diretamente a identidade de Ocarina of Time, que optou por transmitir uma sensação mais expansiva e atmosférica. A trilha sonora de Hyrule Field muda conforme o ambiente e o estado de Link, algo inovador para a época. Isso também marcou uma ruptura clara com os jogos anteriores da série, que usavam o tema clássico como assinatura sonora do mundo aberto.
Apesar da ausência do tema principal, Ocarina of Time tornou-se referência entre os jogos de aventura, com sua trilha elogiada por capturar a escala e o espírito do mundo em 3D. Já o clássico tema da série retornaria logo depois, em Majora’s Mask, mesmo com seu tom mais sombrio, demonstrando o carinho dos fãs por aquela melodia original.
A descoberta tardia reforça o quanto a história dos videogames ainda possui lacunas documentais, mesmo com o volume crescente de conteúdos em vídeos e wikis. A decisão de Kondo, que poderia parecer controversa, ajudou a criar uma identidade única para um dos maiores jogos do Nintendo 64.

