O futuro dos jogos exclusivos do Xbox continua em aberto, e a nova CEO Asha Sharma deixou claro em entrevista ao jornalista Stephen Totilo, do Game File, que não há pressa para bater o martelo sobre uma das decisões mais importantes da empresa nos últimos anos.
Sharma assumiu o comando do Xbox em fevereiro de 2026, sucedendo Phil Spencer após sua aposentadoria. Dois meses no cargo, ela já sinalizou publicamente que a política de exclusividade da plataforma está em reavaliação, mas fez questão de reforçar que nenhuma conclusão foi alcançada até agora.
“Vou adotar uma abordagem orientada por dados e uma abordagem orientada por estratégia, e então vamos olhar para nossos princípios e tomar algumas decisões”, disse Sharma na entrevista. Sobre um prazo, a executiva foi direta: não há nada que o Xbox esteja “pronto para se comprometer” no momento. “Quero tomar a decisão certa, não a mais rápida”, afirmou, acrescentando que essas escolhas têm “impacto de décadas”.

A questão dos exclusivos não é o único front em transformação. Sob a gestão de Sharma, a empresa está retomando o nome Xbox em detrimento do guarda-chuva Microsoft Gaming, movimento que ficou conhecido internamente como “Return to Xbox”. A ideia é reposicionar o console como o centro da experiência da plataforma, com hardware e funcionalidades voltados a tornar o Xbox o lugar onde os jogadores de fato queiram jogar.
Nos últimos anos, o Xbox adotou uma estratégia agressiva de levar seus títulos first-party para o PlayStation e PC, esvaziando parte do argumento de compra do console. Jogos como Halo já foram confirmados para o PS5, e Forza Horizon 6 chegará ao console da Sony com atraso. Gears of War: E-Day, por sua vez, ainda não teve sua exclusividade confirmada ou descartada.
A postura de Sharma é diferente da que o mercado estava acostumado com Spencer: ela vem de fora da indústria de games, com histórico em aquisição de usuários e inteligência artificial, e assumiu o cargo sob ceticismo de parte da comunidade. Mas o tom das suas declarações públicas até agora aponta para uma escuta ativa antes de qualquer grande virada.
A decisão sobre exclusividade vai definir muito do que o Xbox será na próxima geração. Se Sharma optar por reverter a abertura total para outras plataformas, o impacto será sentido tanto nos estúdios first-party quanto na base de jogadores que migrou para o PS5 esperando continuar recebendo os lançamentos da Microsoft. Acertar aqui não é opcional.


