Mark Darrah, produtor com créditos em franquias como Anthem, Mass Effect e Dragon Age, alertou sobre a dependência excessiva do modelo live service na indústria dos jogos AAA durante um vídeo recente no YouTube. Ele destacou que essa dependência pode impedir o crescimento de outros gêneros e que é necessário buscar alternativas para evitar que os jogos de alto nível se tornem exclusivos desse formato.
Desafios do modelo live service na indústria de jogos

Segundo Darrah, o modelo de microtransações e serviços tem sobrevalorizado certos gêneros, dificultando o florescimento de outros estilos de jogo. Ele ressaltou que, embora não tenha uma solução definitiva, a indústria deve avaliar seriamente essa questão, já que não é sustentável que todos os jogos AAA sejam live services. “Se nossa monetização vier principalmente dos serviços ao vivo, corremos o risco de acabar em um mundo onde não existam jogos AAA que não sejam live services. Não acho que seja um mundo no qual queremos viver”, afirmou.
O produtor também comparou o mercado de jogos ao setor cinematográfico, que ainda conta com a experiência do cinema ao vivo, algo que os jogos atualmente não possuem, ressaltando a importância dessa diversidade de formatos para o sucesso das produções. Além disso, Darrah comentou sobre o modelo de assinaturas, sugerindo que jogos devem sair regularmente das plataformas de subscrição, assim como filmes e séries fazem em serviços como Netflix.
Em 2026, a indústria dos jogos enfrenta instabilidades com demissões e encerramento de projetos, muitas vezes relacionados a títulos live service. Epic Games, por exemplo, demitiu mais de 1.000 funcionários e cancelou vários modos do Fortnite. Outro caso recente envolve Highguard, que depois de ser destaque na cerimônia do Game Awards 2025, foi lançado e encerrado em apenas três meses. Essas situações reforçam a incerteza do modelo live service mesmo para grandes estúdios.
Fonte: Insider Gaming


