A Electronic Arts confirmou, em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), que obteve todas as aprovações regulatórias necessárias para concluir sua venda a um consórcio liderado pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF). A expectativa da empresa é fechar a transação, avaliada em US$ 55 bilhões, no encerramento do pregão de 4 de agosto, uma terça-feira (via GamesRadar+).
Além do PIF, que deve ficar com 93,4% da EA depois da operação, fazem parte do grupo comprador a gestora de investimentos Silver Lake, com 5,5% de participação, e a Affinity Partners, do empresário Jared Kushner, genro do presidente americano Donald Trump, com os 1,1% restantes.

O acordo é a maior aquisição alavancada já registrada, modelo em que o comprador financia boa parte do negócio com dívida em vez de usar apenas capital próprio. Nesse caso, o consórcio recorreu a um aporte de US$ 36 bilhões em capital e mais US$ 20 bilhões em financiamento por dívida, que passará a constar no balanço da própria EA após o fechamento.
Anunciada em setembro de 2025, a venda tinha inicialmente conclusão prevista para 30 de junho deste ano, mas precisou de mais tempo para passar por análises regulatórias, incluindo o Comitê de Investimento Estrangeiro dos Estados Unidos (CFIUS) e órgãos da Europa e da Ásia. A Comissão Europeia deu o aval na semana passada, concluindo que a operação não representava risco à concorrência no setor.

Apesar da mudança no controle acionário, a EA deve manter sua estrutura operacional básica. Andrew Wilson permanece como CEO, e a sede segue em Redwood City, na Califórnia. A companhia também deixará de ser negociada na bolsa, passando a operar como uma empresa de capital fechado.
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