A Valve está sendo processada no Reino Unido em uma ação coletiva que pode custar à empresa até US$ 900 milhões (aproximadamente £656 milhões). A acusação, liderada por Vicki Shotbolt, foi movida em 2024 e contesta as práticas de preços e comissões aplicadas pela plataforma Steam, alegando prejuízo direto aos consumidores.
Segundo os advogados responsáveis, a Valve impõe taxas de comissão “excessivas” aos desenvolvedores, que acabam elevando o preço final pago pelos usuários. A ação também afirma que a empresa proíbe os estúdios de oferecerem seus jogos em outras plataformas digitais com condições mais vantajosas que as da Steam, o que limitaria a concorrência no setor.
Justiça britânica decide que o processo deve continuar

Apesar dos argumentos apresentados pela defesa da Valve, o Competition Appeal Tribunal de Londres decidiu no dia 26 de janeiro de 2026 que o caso tem mérito para seguir adiante. A empresa argumentou que os autores da ação não levaram em conta as Steam Keys, chaves de ativação que podem ser distribuídas fora da loja da Valve. Segundo a companhia, esse elemento é crucial para calcular a taxa real de comissão da Steam.
A Valve também afirmou que os representantes do processo não apresentaram um plano concreto para identificar quais parceiros realmente pagaram essas comissões supostamente abusivas.
Mesmo assim, o tribunal considerou que há indícios suficientes para que o caso vá a julgamento. O processo representa cerca de 14 milhões de usuários britânicos, incluindo menores de idade, com perdas estimadas entre US$ 30 e US$ 60 (ou £22 a £44) por consumidor.
Até o momento, a Valve não emitiu nenhuma declaração oficial sobre o andamento do processo.

