Em meio ao grande pacote de anúncios sobre o futuro de Fallout, Starfield e The Elder Scrolls, o diretor de estúdio da Bethesda, Todd Howard, também falou sobre os recentes cortes de pessoal promovidos pela Xbox, que atingiram de forma expressiva a ZeniMax, empresa-mãe que reúne a Bethesda e estúdios irmãos.
Questionado sobre como a equipe está lidando com a situação, Howard descreveu o momento como pesado, afirmando que perder colegas com quem trabalhou por décadas é algo pessoalmente muito difícil, tanto para ele quanto para os times envolvidos. Howard comanda franquias da Bethesda desde 1994 e vem acompanhando de perto as diferentes fases de reestruturação da empresa ao longo de mais de trinta anos.
Howard relembrou outros períodos de transformação da história da Bethesda, incluindo a fase dos anos 1990, antes da aquisição pela Microsoft, quando o estúdio tentou emplacar títulos multiplayer e mobile em meio à corrida por jogos como serviço, e o período de mudanças que se seguiu à formação da ZeniMax. Segundo ele, o momento atual representa mais um desses pontos de virada, desta vez focado em como as equipes vão se apoiar mutuamente e como os jogos serão sustentados no longo prazo.
A fala de Howard chega em um momento delicado para a indústria dos games como um todo, marcado por crise no setor de memória, custos elevados ligados à expansão de infraestrutura de inteligência artificial pela Microsoft e uma disputa cada vez mais acirrada pela atenção do público. Outros estúdios da Xbox, como a id Software, também já se manifestaram publicamente sobre o tema nos últimos meses. Para a Bethesda, o discurso de hoje parece ter como objetivo principal reassegurar aos fãs que os cortes na Xbox não abalaram a capacidade do estúdio de seguir tocando seus grandes projetos.

