O jogo The Last Caretaker, desenvolvido pela Channel37, aposta em uma abordagem atmosférica e reflexiva no gênero de sobrevivência. Longe de combates ou conquistas, o título coloca o jogador no papel de zelador de uma estrutura em ruínas, onde o foco está na preservação diante do colapso. A palavra que guia toda a experiência é cuidado, e é por meio dela que a narrativa se constrói de forma silenciosa e imersiva.
A trama se passa em uma antiga propriedade abandonada. O protagonista acorda sozinho e passa os dias tentando manter os sistemas funcionando, mesmo sem saber por quanto tempo ou para quem. O jogo evita explicações diretas, optando por contar a história por meio de objetos, mensagens deixadas por antigos cuidadores e mudanças sutis no ambiente. O estado do local reflete diretamente o esforço do jogador, criando uma ligação emocional entre ação e consequência.
Destaque para a atmosfera e mecânicas de manutenção

Em vez de ação direta, The Last Caretaker gira em torno de consertos, limpeza, economia de recursos e pequenos quebra-cabeças ambientais. Com o passar dos dias, o ritmo lento se transforma em estratégia, já que nem tudo pode ser salvo. O jogador precisa decidir o que priorizar, e as escolhas têm impacto visual e sonoro no ambiente.
O jogo evita combates, mas insere elementos de tensão com silhuetas estranhas, barulhos desconhecidos e a constante degradação das estruturas. A exploração é lenta, com zonas interligadas que se desbloqueiam conforme geradores são reativados ou sistemas restaurados. A trilha sonora, os efeitos sonoros e a iluminação trabalham juntos para intensificar a sensação de isolamento e desgaste.
Do ponto de vista técnico, o jogo tem desempenho sólido no PC, mesmo em configurações médias. A Unreal Engine 5 permite um visual detalhado, mas contido, com foco na ambientação e não no espetáculo gráfico. O jogo conta ainda com suporte a controle, personalização de comandos e acessibilidade básica.
The Last Caretaker está disponível para PC, com duração média entre 8 e 12 horas. O jogo oferece finais diferentes baseados no cuidado aplicado ao mundo, e não em decisões pontuais. A proposta é introspectiva, valorizando a rotina como forma de resistência.

