A franquia The Elder Scrolls percorreu Tamriel por mais de três décadas, passando de um dungeon crawler lançado em 1994 a alguns dos RPGs de mundo aberto mais influentes da indústria. Cada capítulo principal trouxe uma proposta diferente, mas nem todos envelheceram da mesma maneira.
Com The Elder Scrolls VI: Sentinel apresentado como o nome oficial do próximo jogo, este é um bom momento para revisitar os cinco títulos principais da série e comparar seus maiores acertos e limitações.
5. The Elder Scrolls: Arena

Arena ocupa a última posição por ser o jogo que mais exige paciência atualmente. Lançado em 1994, ele estabeleceu Tamriel como cenário e ofereceu um mundo enorme para explorar, com cidades, masmorras e uma grande quantidade de atividades.
O problema está na repetição. Muitos ambientes são visualmente parecidos, as missões têm pouca variedade e o combate é bastante básico quando comparado aos capítulos posteriores. Ainda assim, sua importância histórica é inegável: foi a base para todas as ideias que a série desenvolveria nos anos seguintes.
4. The Elder Scrolls II: Daggerfall

Daggerfall, lançado em 1996, ampliou de forma impressionante a ambição de Arena. O jogo apresentou um mundo gigantesco, criação de personagens detalhada, evolução por facções e missões que podiam ser resolvidas de maneiras diferentes.
Essa escala também trouxe problemas. As masmorras geradas proceduralmente são extensas e repetitivas, o que pode tornar a exploração cansativa. Para quem deseja experimentar o clássico hoje, Daggerfall Unity é uma alternativa mais acessível, com melhorias modernas e amplo suporte a mods.
3. The Elder Scrolls V: Skyrim

Lançado em 11 de novembro de 2011, Skyrim continua sendo o RPG mais bem-sucedido comercialmente da Bethesda, com mais de 65 milhões de cópias vendidas. Sua maior força está na capacidade de transformar qualquer caminhada em uma nova aventura.
O jogador pode sair para concluir uma missão e acabar explorando uma caverna, subindo uma montanha ou se envolvendo em uma história completamente diferente. Os sistemas simplificados tornam a experiência fácil de aprender, mas a campanha principal e algumas tramas de facções são menos profundas do que as de jogos anteriores.
2. The Elder Scrolls IV: Oblivion

Oblivion se destaca principalmente por suas linhas de missões. As histórias da Irmandade Sombria e da Guilda dos Ladrões estão entre as mais memoráveis da franquia, enquanto Cyrodiil esconde diversas aventuras paralelas interessantes.
O sistema de escalonamento de níveis pode deixar a progressão estranha, e atravessar repetidamente os Portões de Oblivion tende a perder o impacto com o tempo. Ainda assim, Oblivion continua sendo uma experiência marcante. A versão Oblivion Remastered, lançada em 2025, oferece uma forma mais moderna de conhecer Cyrodiil, enquanto o jogo original segue contando com uma comunidade ativa de mods.
1. The Elder Scrolls III: Morrowind

Morrowind fica com o primeiro lugar por apresentar o universo mais singular e um trabalho de construção de mundo difícil de igualar. Vvardenfell tem paisagens incomuns, disputas políticas, tradições religiosas e uma mitologia que recompensa quem explora cada canto e lê os textos espalhados pelo cenário.
O combate baseado em rolagens de dados e a movimentação datada podem causar frustração, especialmente no começo. Mods da comunidade e o projeto de recriação de engine OpenMW ajudam a resolver parte dos problemas técnicos, mas é a identidade de Vvardenfell que mantém Morrowind relevante.
A ordem pode variar conforme o que cada jogador procura em um RPG, mas a comparação deixa uma diferença clara: Skyrim é o título mais acessível, enquanto Morrowind oferece a experiência mais densa e autoral. Para conhecer a evolução da franquia, os cinco jogos continuam formando um retrato completo das diferentes ambições de The Elder Scrolls.

