O estúdio Rebel Wolves, fundado por ex-integrantes da equipe de The Witcher, e a Bandai Namco proporcionaram uma experiência detalhada de quatro horas com The Blood of Dawnwalker, seu jogo de estreia, para alguns veículos jornalistas e aqui está tudo o que foi dito nas previews.
Apesar da preocupação inicial com o limite de tempo de 30 dias na narrativa, a sessão demonstrou que há conteúdo suficiente para que o jogador aproveite a aventura no seu próprio ritmo.
Exploração do tempo e sistema de combate em The Blood of Dawnwalker
Na trama, o jogador controla Coen, um humano comum que tem como missão salvar sua família das garras de Brencis, um antigo senhor vampiro. Durante o início do jogo, Coen realiza tarefas básicas, como caçar animais para obter materiais, enquanto o ciclo de tempo avança dividindo o dia e a noite em pips horários. Cumprir missões faz o tempo transcorrer, e os eventos mudam conforme o período do dia, como o ritual de sangue realizado à noite pela cabala vampírica local.

A limitação de tempo obriga o jogador a escolher quais missões focar, como encontrar uma bandeira roubada, garantir um remédio para a mãe do protagonista e ajudar outros personagens importantes, deixando alguns afazeres secundários para depois. Tarefas que exigem atenção aos detalhes, como a preparação exata do remédio, cobram atenção do jogador para evitar falhas na história.
Rebel Wolves aproveitou sua ligação com a equipe original de The Witcher para desenvolver um sistema de combate que combina ataques tradicionais com uma mecânica direcional mais precisa. O combate tradicional gasta mais resistência ao defender, enquanto o direcional oferece buffs e consumo inverso de stamina. Os ataques variam conforme a direção do comando, e Coen possui um senso apurado para detectar inimigos fora da tela, o que facilita os confrontos mesmo em batalhas desequilibradas.
Apesar de alguns padrões repetitivos de animação, as batalhas contra múltiplos oponentes, incluindo lutas 6 contra 1, foram administráveis até no nível de dificuldade mais alto. Espera-se que a inteligência artificial se torne mais complexa na versão final.
Desafio contra os lieutenants e expansão do mundo do jogo

A narrativa se passa na região de Vale Sangora, dominada por Brencis e seus três tenentes vampíricos. Para confrontar Brencis, o jogador deve enfrentar esses comandantes regionais, embora seja possível tentar enfrentá-lo cedo acertando com perfeição seus ataques. Esse desafio é especialmente árduo nas fases iniciais, enquanto Coen ainda não desenvolveu seus poderes ao se tornar o Dawnwalker, a transformação vampírica que ocorre já na primeira noite do jogo.
O mundo aberto oferece exploração detalhada com habilidades especiais, como saltos místicos durante o dia e transformação em lobo à noite, além de pontos de viagem rápida para facilitar deslocamentos pelos densos cenários. Missões secundárias frequentemente culminam em combates contra ursos, trazendo uma atmosfera que mescla elementos sombrios e um leve humor surreal.
A mecânica em que o jogador deve escolher cuidar das missões mais urgentes dentro do tempo disponível cria um ritmo estratégico para a experiência. A interação com o sistema de corte e a dinâmica do tempo estabelecem uma narrativa que promete variedade nas diferentes jogadas.
The Blood of Dawnwalker estará disponível em 3 de setembro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series S|X e PC. O título destaca-se por superar a mera influência de The Witcher e apresentar uma proposta própria, combinando combate preciso, narrativa dinâmica e uma ambientação imersiva no folclore dos Cárpatos.
Fonte: WCCFTECH

