Takashi Tezuka está deixando a Nintendo. O anúncio veio no documento de mudanças de pessoal divulgado junto ao relatório financeiro da empresa, confirmando a aposentadoria do diretor executivo após 42 anos de carreira que moldaram alguns dos jogos mais importantes da história dos videogames.
Tezuka começou na Nintendo trabalhando na versão arcade de Punch-Out e como assistente de direção em Devil World para o NES, título lançado apenas no Japão e na Europa. A partir daí, sua presença nos maiores projetos da empresa seria constante por quatro décadas. Ele esteve envolvido em praticamente todos os jogos da franquia Mario até Super Mario Bros. Wonder, além de ter créditos nos dois filmes do Super Mario.
O arquiteto silencioso dos maiores clássicos da Nintendo
O nome de Shigeru Miyamoto é o mais lembrado quando se fala nos criadores de Super Mario Bros. e The Legend of Zelda, mas Tezuka estava ao lado de Miyamoto durante o desenvolvimento de ambas as franquias. Foi ele quem dirigiu Super Mario Bros. 3 e Super Mario World, dois dos melhores jogos de plataforma 2D já criados, e The Legend of Zelda: A Link to the Past, que muitos consideram o melhor título da franquia até hoje.
Depois de atuar como assistente de direção em Super Mario 64, Tezuka migrou para o papel de produtor, supervisionando projetos como Zelda: Breath of the Wild, Animal Crossing e Super Mario Maker.
A aposentadoria de Tezuka marca o fim de uma era na Nintendo, mas a empresa tem demonstrado nos últimos anos uma capacidade sólida de renovar suas equipes criativas. Jogos como Splatoon e Donkey Kong Bananza, dirigido por Kazuya Takahashi, que ingressou na Nintendo apenas em 2020, mostram que a próxima geração de desenvolvedores já está preparada para carregar esse legado. Ainda assim, poucos profissionais da indústria podem olhar para um catálogo e reconhecer tantas obras-primas com seu nome nos créditos.


