A Square Enix pretende direcionar parte de seus esforços para jogos originais depois do lançamento de Final Fantasy VII Revelation, previsto para abril de 2027. O título encerrará uma trilogia de remakes que consumiu cerca de dez anos de trabalho da empresa, embora a equipe ainda deva permanecer envolvida com conteúdos adicionais e DLCs.
Yoshinori Kitase, produtor do projeto, afirmou em entrevista à IGN que atualmente tem interesse em trabalhar em novas propriedades. A declaração não significa, porém, que a Square Enix tenha abandonado os remakes. O executivo deixou claro que a companhia ainda pode revisitar outros jogos no futuro.
A participação de Kitase na reconstrução de Final Fantasy VII também tem um componente pessoal. Ele esteve envolvido no desenvolvimento do jogo original e decidiu fazer parte da ambiciosa trilogia justamente por sua relação com o projeto lançado originalmente para o primeiro PlayStation.
Um novo caminho para Final Fantasy
O primeiro capítulo do remake chegou em 2020 e foi considerado um sucesso pela Square Enix. Desde então, a empresa lançou Final Fantasy XVI, em 2023, mas ainda não anunciou oficialmente um décimo sétimo jogo principal nem revelou qual equipe ficaria responsável por ele.
Um dos grupos cotados para assumir um novo projeto é o Creative Studio 1. No entanto, o estúdio já trabalha em várias produções importantes, incluindo Final Fantasy VII Revelation e Kingdom Hearts 4. Sem atrasos nos cronogramas atuais, os desenvolvedores só poderiam estar disponíveis para um projeto inédito a partir do fim de 2027.

Kitase também ressaltou que sua preferência não representa necessariamente a vontade de todos os profissionais da Square Enix. Parte da equipe e muitos fãs ainda demonstram interesse em revisitar Final Fantasy VI, possibilidade que permanece sem confirmação.
Remakes ainda fazem parte dos planos
Um exemplo de como a empresa pode equilibrar nostalgia e ideias renovadas é Final Fantasy Resonance. Embora seja uma espécie de remake de Brave Exvius, o jogo aposta em visuais HD-2D e recupera o sistema de combate por turnos associado às origens da franquia.
A posição de Kitase indica que a Square Enix pode buscar uma divisão mais equilibrada entre revisitar seu catálogo e criar experiências novas. Depois de uma década concentrada em Final Fantasy VII, investir em projetos originais parece uma maneira coerente de ampliar o futuro da companhia sem fechar a porta para remakes que tenham forte demanda.
