Shuhei Yoshida comentou que Steam Machine, novo hardware da Valve, tem pontos positivos, mas também limitações que o tornam “difícil de recomendar” para a maioria das pessoas. A avaliação foi publicada por ele no X depois de passar algumas horas testando o aparelho, e chamou atenção principalmente pelas críticas ao preço e ao desempenho em 3D.
Thoughts after a few hours of playing with Steam Machine.
– 3D performance is just…meh.
– The system recommends to default to 1080p – am I going back to PS4 days?
– Some games take a looooooong time to boot, what is it doing?
– System UI is easy to use.
– Being able to boot up… pic.twitter.com/qQL93AALpZ— Shuhei Yoshida (@yosp) July 2, 2026
No relato, Yoshida destacou que a interface do sistema é fácil de usar e elogiou o fato de poder ligar o aparelho ao pressionar um botão no Steam Controller, chamando isso de um recurso decisivo. Ele também citou como pontos favoráveis as placas frontais personalizáveis e os vídeos de inicialização, embora esses detalhes tenham peso menor na experiência geral. Para ele, o principal atrativo continua sendo a possibilidade de jogar títulos de Steam corretamente em uma TV grande.
Apesar disso, a impressão geral ficou longe de entusiasmada. Yoshida afirmou que o desempenho em 3D é apenas “meh”, questionou o fato de o sistema recomendar a resolução padrão de 1080p e reclamou que alguns jogos demoram muito para iniciar. O comentário mais duro veio no fechamento da publicação: segundo ele, o preço é “muito hostil” e a Steam Machine é “difícil de recomendar às pessoas, exceto para pesquisa”.
A observação ganha ainda mais peso porque a própria Valve já vinha sendo alvo de dúvidas sobre o posicionamento do produto. O material-base aponta que a Steam Machine deve custar mais de US$ 1.000, valor que a coloca numa faixa bem delicada para um dispositivo voltado à sala de estar. Além disso, há a impressão de que a empresa recuou em certas promessas relacionadas a 4K a 60 quadros por segundo, o que reforça a sensação de que o hardware ainda precisa convencer antes de virar uma compra óbvia.
No fim, a fala de Yoshida resume bem o desafio da Valve: não basta ter um ecossistema forte e uma proposta interessante para TV se o preço e o desempenho não sustentarem a ambição do produto. Em um mercado já pressionado por valores altos, a Steam Machine parece chegar com ideias boas, mas ainda sem argumentos suficientemente fortes para justificar a recomendação ampla.


