Após o sucesso de Clair Obscur: Expedition 33, lançado em 2025, a desenvolvedora francesa Sandfall Interactive revelou detalhes sobre os bastidores da produção do RPG, destacando o papel de sua equipe majoritariamente jovem e inexperiente. Em entrevista à revista Edge (via GamesRadar+), os líderes do projeto explicaram como a falta de veteranos acabou se tornando um diferencial positivo.
Michel Nora, designer principal do jogo, afirmou que a ausência de expectativas tradicionais sobre como um estúdio deve funcionar permitiu que ideias novas e valiosas surgissem durante o processo. “Eles não tinham expectativas sobre como um estúdio deveria ser administrado ou como um jogo deveria ser feito, e isso trouxe ideias frescas que foram muito úteis. Foi uma boa decisão, mas também por necessidade, já que não tínhamos recursos para contratar profissionais experientes no início”, declarou Nora.
Cultura colaborativa e aprendizado em tempo real

O produtor François Neurisse também comentou que trabalhar com uma equipe inexperiente teve como vantagem a ausência de vícios e práticas antiquadas de outras empresas. Segundo ele, o time construiu habilidades e processos praticamente do zero, o que duplicou o esforço, mas abriu espaço para pesquisas e adoção de boas práticas desde o início.
Neurisse ressaltou ainda a importância da colaboração com outros estúdios independentes da França, especialmente da região de Montpellier. “Essa indústria é muito colaborativa entre empresas, e não competitiva. Trocamos muitas experiências e isso nos beneficiou bastante.”
O caso da Sandfall Interactive mostra como uma estrutura jovem e sem vícios pode inovar mesmo com poucos recursos, desde que apoiada por um ambiente colaborativo e foco em excelência. Clair Obscur: Expedition 33 tornou-se um marco no cenário de RPGs modernos justamente por essa combinação inusitada entre inexperiência e ousadia.
