A saída de Sarah Bond da liderança do Xbox foi recebida com alívio por parte dos funcionários da Microsoft, segundo relatos internos que circularam após o anúncio da reestruturação e que foram reunidos pelo site The Verge. A mudança ocorreu no mesmo momento em que Phil Spencer confirmou sua aposentadoria, ampliando o impacto da reformulação na divisão de jogos da empresa.
Dentro da equipe, havia uma percepção crescente de desgaste em relação à condução estratégica adotada nos últimos anos. Parte dos funcionários considerava que a direção escolhida para expandir a marca Xbox além dos consoles tradicionais não trouxe os resultados esperados, especialmente no segmento de hardware. Esse cenário teria contribuído para um clima de incerteza e pressão interna.
A campanha “Isso é um Xbox” se tornou um dos símbolos da estratégia de expandir a marca para além do console tradicional e foi vista internamente como um ponto sensível na gestão recente da Xbox. Ao reforçar a ideia de que diversos dispositivos poderiam ser considerados parte do ecossistema Xbox, a iniciativa foi interpretada por parte dos funcionários como um afastamento da identidade clássica da divisão, historicamente associada ao hardware próprio. Para esses colaboradores, a mensagem evidenciava uma mudança estrutural na visão da marca, o que ajudou a alimentar o debate interno sobre prioridades e direcionamento estratégico.
Outro ponto citado nos bastidores envolve a comunicação durante períodos decisivos, incluindo o processo de integração após grandes aquisições. Alguns colaboradores avaliavam que decisões estratégicas estavam sendo implementadas com pouca clareza sobre os rumos da divisão, o que afetava o moral das equipes e a confiança no planejamento de longo prazo.
Além do desgaste estratégico, a condução da expansão multiplataforma do Xbox também gerou resistência interna. Parte da equipe via a estratégia de levar a marca para além do console tradicional como um movimento pouco alinhado à identidade histórica da divisão. O período posterior à aquisição da Activision Blizzard intensificou esse cenário, com reestruturações, redefinições de metas e aumento de pressão por resultados, o que contribuiu para um ambiente considerado instável por funcionários.
Outro fator citado nos bastidores envolve questionamentos sobre a experiência específica no setor de jogos e o alinhamento com a cultura interna do Xbox. Para parte dos colaboradores, a mudança na liderança representa não apenas uma correção estratégica, mas também uma oportunidade de restaurar o moral das equipes. O sentimento de alívio relatado estaria ligado à expectativa de maior clareza nas decisões, estabilidade organizacional e retomada de uma direção considerada mais coerente com a história da marca.
Com a mudança no comando, há a expectativa de uma redefinição mais clara de prioridades e de um foco maior em estabilidade operacional. Funcionários esperam que a nova liderança consiga reorganizar processos internos, fortalecer a identidade da marca e reduzir o ambiente de tensão que se formou nos últimos ciclos de transição.
A reformulação no alto escalão marca um momento decisivo para a divisão Xbox dentro da Microsoft. O alívio relatado por parte da equipe indica que a mudança era vista como necessária para restaurar confiança interna e estabelecer uma direção considerada mais consistente para o futuro da área de jogos.




