Um jogador alemão de Valorant afirma ter sido impedido de jogar após instalar um processador Ryzen 7 5800X3D usado, supostamente associado a um antigo banimento por trapaça. O caso chamou atenção porque levanta dúvidas sobre os riscos de comprar componentes de segunda mão para jogar títulos protegidos pelo Vanguard.
A denúncia foi publicada pelo usuário After-Cartoonist-196 no subreddit alemão PCBaumeister. Segundo o relato, Valorant funcionava normalmente no computador até a troca do processador, comprado em 21 de setembro. Logo na primeira tentativa de iniciar o jogo com o novo componente, o jogador teria sido bloqueado.
O usuário afirma que entrou em contato com o suporte da Riot Games e recebeu a informação de que o número de série da CPU estava na lista de bloqueios do Vanguard. O banimento de hardware teria sido aplicado em 12 de agosto, quando o antigo proprietário do Ryzen 7 5800X3D teria usado o componente para trapacear. Ainda de acordo com a denúncia, a placa-mãe e o dispositivo de armazenamento do computador também teriam sido marcados, e o suporte teria informado que não havia uma solução para o problema.
Phillip Koskinas, diretor de anti-cheat da Riot, contestou parte importante do relato em uma publicação no X. Ele afirmou não ter encontrado um chamado de suporte correspondente aos detalhes apresentados e classificou a história como “bastante improvável”. Koskinas explicou que os banimentos de hardware do Vanguard duram no máximo quatro meses, são aplicados apenas ao jogo em que a trapaça ocorreu e devem informar ao usuário quanto tempo ainda falta para o bloqueio terminar.
O executivo também negou que o Vanguard coloque automaticamente o restante do computador na lista negra ao identificar uma peça banida. Mesmo considerando as explicações da Riot, um bloqueio registrado em 12 de agosto poderia deixar o comprador sem acesso até meados de dezembro. Atualmente, não existe uma forma pública de verificar se um processador usado carrega esse tipo de restrição antes da compra.
A situação reforça um problema de transparência para quem monta um PC com peças usadas. A Riot rejeitou a versão mais grave da denúncia, mas o caso mostra como a falta de informações verificáveis sobre banimentos de hardware pode gerar prejuízo e insegurança entre jogadores legítimos.


