Em Resident Evil Requiem, nono título principal da franquia de terror da Capcom, o personagem Leon S. Kennedy retorna em uma versão mais velha, fria e marcada pelos traumas do passado. Segundo o diretor Koshi Nakanishi, o jogo explora as consequências psicológicas dos anos enfrentando ameaças biológicas, apresentando um protagonista dominado por uma “fúria implacável”.
Leon agora luta com machado em vez de armas tradicionais

Em entrevista ao site DenNicoFamiGamer, Nakanishi explicou que a equipe partiu da pergunta “em quem Leon se tornaria após tudo o que viveu?” para moldar sua nova personalidade. A resposta está diretamente ligada à forma como ele combate os inimigos: em vez das armas táticas tradicionais, Leon empunhará um machado, o que simboliza seu estado mental mais violento e direto.
O diretor afirma que deseja que os jogadores se sintam desconfortáveis ao observar a brutalidade do personagem. “Queremos que o jogador pense, ‘O que aconteceu com você, Leon?’ enquanto joga”, declarou. A escolha da arma reflete um lado mais visceral e impulsivo do herói, que não hesita em golpear zumbis com fúria explícita.
Nova fase da franquia explora as consequências da jornada de Leon
A proposta de Resident Evil Requiem é aprofundar o impacto psicológico que uma vida inteira de combate ao bioterrorismo causaria a alguém como Leon. Ao invés de apenas seguir os acontecimentos com novos monstros ou vírus, o enredo busca retratar o efeito humano, questionando como a esperança, o idealismo e a compaixão podem ser corroídos por anos de trauma e sobrevivência.
Com isso, o jogo promete não apenas oferecer uma experiência de horror e ação, mas também uma análise sobre a degradação emocional de um dos personagens mais icônicos da franquia, marcando uma ruptura definitiva com a imagem clássica do herói.

